FILME CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS COM GEORGE CLOONEY

Atores principais de The Monuments Men - Os Caçadores de Tesouros
Atores principais de The Monuments Men – Os Caçadores de Tesouros

Está lá nos livros de história que Hitler roubou milhões em peças de arte na Europa e as colocou em túneis, escondidas. O que poucos sabem é que um grupo de homens, velhos demais para as atividades de soldados, se alistou e foi em busca das maravilhosas obras de arte europeias, exibidas até então em museus e em coleções particulares de famílias judias e resgataram muitas delas da voracidade de Hitler.

Essa é a história de heróis anônimos da Segunda Guerra Mundial, que o ator e diretor George Clooney escolheu para nortear “Caçadores de Obras-Primas”, seu mais novo filme. É uma interessante história baseado no livro “Monuments Men”, escrito por Robert M. Edsel e Bret Witter.

General Dwight D. Eisenhower visitando mina de sal onde os nazistas guardavam obras de arte roubadas
General Dwight D. Eisenhower visitando mina de sal onde os nazistas guardavam obras de arte roubadas

Com um elenco de luxo, composto por Matt Damon, John Goodman, Bill Murray e Jean Dujardin, Cate Blanchett, além do próprio Clooney, a película promete. Mas, não espere deste “Caçadores de Obras-Primas” mais um drama sobre a Segunda Guerra, o longa-metragem não aborda o tema sem humor.

Durante a guerra um grupo de especialistas, curadores, galeristas e artistas que foram enviados à Europa pelo presidente Franklin D. Roosevelt para recuperar centenas de milhares de obras de arte roubadas pelos nazistas, além de proteger milhares de peças ameaçadas pelos bombardeios aliados.

Obra do francês Édouard Manet recuperada próximo a Frankfurt
Obra do francês Édouard Manet recuperada próximo a Frankfurt

“Não estamos muito familiarizados com esta história, o que é estranho vindo de um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. Geralmente, você acredita que já viu tudo sobre esta época”, disse Clooney em uma entrevista coletiva em Beverly Hills.

Os mais de 100 homens que percorreram a Europa durante a operação tinham a tarefa de localizar e recuperar as obras que Adolf Hitler havia roubado de famílias judias e dos grandes museus europeus para criar seu megalômano museu de arte de Linz.

Quadro do pintor Rubens recuperado de uma mina na Prússia
Quadro do pintor Rubens recuperado de uma mina na Prússia

“Era um grupo de homens que alguém jamais imaginaria em uma zona de guerra”, disse Grant Heslov, produtor e um dos roteiristas do filme, grande colaborador de Clooney no projeto. “Não eram jovens nem estavam aptos para a batalha ou atos de heroísmo”.

Para criar uma consciência

A seriedade do tema não impede que o filme adote um tom leve e divertido, reivindicado pelos autores. “É o tom que George e eu queríamos”, disse Heslov. “Queríamos fazer um filme que nos recordasse o tipo de fitas de guerra que assistíamos em nossa juventude. Havia algo de humor nelas”. “Sabíamos que não faríamos “A Lista de Schindler” ou “O Resgate do Soldado Ryan”. Estes são filmes excelentes, mas com uma perspectiva totalmente distinta sobre a guerra”, completou.

Os nazistas eram tão caras de pau, que chegaram a se fotografarem retirando obras de arte. Como mostrado aqui na Itália, colocando em um caminhão quadros do pintor Piero del Pollaiolo
Os nazistas eram tão caras de pau, que chegaram a se fotografarem retirando obras de arte. Como mostrado aqui na Itália, colocando em um caminhão quadros do pintor Piero del Pollaiolo

Muitas obras saqueadas por Hitler foram encontradas e entregues a seus proprietários, mas foi um “processo longo, que continua hoje em dia”, observou Clooney. “Não é tão simples, porque é difícil sentir empatia por alguém como Rothschild, que tinha a maior coleção privada do mundo. As pessoas pensam que, como eram ricos, o dano não era tão grave. Mas, obviamente, as obras tinham que ser devolvidas”.

Em “Caçadores de Obras-Primas”, Clooney aborda o lugar da arte na sociedade, assim como sua importância e proteção. “Basta ver o desaparecimento das obras de arte que está acontecendo neste momento na Síria”, recordou.

O tenente James R. Rorimer, na vida civil um curador de arte medieval do Metropolitan Museum of Art, de Nova York, examina uma coleção de joias italianas do século XVI, da coleção Rothschild
O tenente James R. Rorimer, na vida civil um curador de arte medieval do Metropolitan Museum of Art, de Nova York, examina uma coleção de joias italianas do século XVI, da coleção Rothschild

O ator e diretor espera que o filme ajude “a criar consciência sobre até que ponto é importante proteger a cultura de cada país e buscar a maneira de recuperar” estas obras. “Se o filme conseguir chamar a atenção para o tema e provocar um debate, terá sido útil”.

Ao ser questionado sobre seu método, Clooney não deixa de fazer piada. “Trabalhei com os irmãos Coen, com Steven Soderbergh, com Alexander Payne. Trabalhei com cineastas formidáveis ao longo dos anos. Você tenta observar o que eles fazem e depois simplesmente rouba deles”, concluiu, com seu famoso sorriso sedutor.

Espadas de Frederico, O Grande, ricamente trabalhadas e recuperadas do saque nazista
Espadas de Frederico, O Grande, ricamente trabalhadas e recuperadas do saque nazista

George Clooney, 52 anos, sempre atua ao lado de amigos. É uma de suas premissas. Como diretor não faz diferente. Ele reuniu gente a quem conhece há anos para contar uma história inusitada e provar que o amor à arte vale, sim, uma vida. Este é o quinto filme dirigido por Clooney, após “Confissões de uma Mente Perigosa” (2002), “Boa Noite e Boa Sorte” (2005), “O Amor não tem Regras” (2008) e “Tudo pelo Poder” (2011). “Eu gosto muito, me diverte. Atualmente, prefiro dirigir a atuar. Não sei se estou melhorando ou não, mas evoluo com as novas direções”.

AINDA SOBRE ESTE TEMA, VEJA NO TOK DE HISTÓRIA – https://tokdehistoria.wordpress.com/2013/11/03/a-incrivel-descoberta-de-1-500-valiosas-obras-de-arte-roubadas-pelos-nazistas-durante-a-segunda-guerra-mundial/

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