AS FRUTAS E AS SUAS HISTÓRIAS INCRÍVEIS PELO MUNDO AFORA

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MELANCIAS

As frutas favoritas do verão têm histórias suculentas para contar. Muitas delas fizeram longas viagens através da história até chegar às nossas fruteiras. No antigo Egito, as melancias matavam a sede tanto dos reis como de seus servos. O rei Tutankhamon levou sementes de melancia para sua sepultura, segundo o livro Domesticação das Plantas no Velho Mundo. Mas as melancias não eram privilégio dos faraós: os judeus também comiam melões, que são parecidos com as melancias, durante o cativeiro no Egito, segundo a Bíblia. (Números 11:5) Crédito: CORBIS

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PÊSSEGOS

As uvas vêm da Geórgia, a nação do Leste Europeu, mas o estado homônimo nos Estados Unidos gosta mesmo é de pêssegos. Os monges franciscanos introduziram a fruta nas ilhas St. Simons e Cumberland, no litoral da Geórgia, em 1571. O sul dos Estados Unidos aprecia o pêssego há séculos, mas a produção em larga escala só decolou quando o gorgulho arrasou as plantações de algodão. Os pêssegos que chegaram à Geórgia vieram do noroeste da China, onde a fruta era originalmente cultivada. Mercadores transportaram pêssegos pela Rota da Seda, e as árvores fincaram raízes no clima ameno do Mediterrâneo. Os espanhóis foram os primeiros a plantaram pêssegos na Flórida. Crédito: CORBIS

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UVAS

As uvas dividiam a mesa do rei Tut com a melancia. Frutas secas e odres de vinho acompanharam o jovem faraó em sua última morada. As uvas e seu suco fermentado já faziam parte do cardápio dos povos antigos: arqueólogos descobriram os primeiros indícios de cultivo de uvas e produção de vinhos há 8.000 anos, onde hoje se localiza a república da Geórgia. Do outro lado do Atlântico, outra variedade de uva passou a ser cultivada na América do Norte. Na história recente, as videiras norte-americanas salvaram os vinhos do Velho Mundo. Na década de 1860, um inseto conhecido como filoxera atacou as videiras da Europa. A produção de vinho da França, Alemanha e Itália foi interrompida, até que os cientistas descobriram que enxertar as videiras europeias em solo norte-americano as protegia da praga. Agora uma nova ameaça paira sobre a produção de vinhos: a mudança climática está empurrando a fronteira agrícola para o norte, tornando as regiões mais ao sul inadequadas à vinicultura. Crédito: ANDREAS PRAEFCKE

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TOMATES

Os tomates seguiram a rota oposta à dos pêssegos. Originários do México, foram trazidos para a Europa pelos espanhóis. Durante décadas, a fruta foi considerada venenosa. Hoje, o tomate é um ingrediente fundamental da cultura e da culinária europeias. Durante o festival anual La Tomatina, em Buñol, Espanha, milhares de tomates são atirados em uma guerra de comida. Crédito: CORBIS

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KIWI

Relativamente novo nos Estados Unidos, o kiwi tem o mesmo nome de uma pequena ave que não voa da Nova Zelândia – mas a fruta é originária da China. O kiwi começou a ser cultivado na Nova Zelândia em 1906, onde os soldados americanos o descobriram durante a Segunda Guerra. Depois de fazer sucesso entre os militares, os Estados Unidos começaram a importar a fruta na década de 50. Crédito: CORBIS

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DAMASCO

Assim como a dos pêssegos, a história do damasco no Ocidente se iniciou na Espanha. As colônias espanholas da Califórnia começaram a cultivar damascos, e a região se tornou a principal produtora da América do Norte. A verdadeira origem do damasco é desconhecida, mas muitos acreditam que ela começou a ser cultivada onde hoje é a Armênia. O general romano Lucius Lucullus (118 – 57/56 a.C.), conquistador de parte do Oriente Médio e Anatólia, teria levado os primeiros pés de damasco para Roma. Crédito: WIKIMEDIA COMMONS

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CEREJAS

As conquistas agrícolas do general Lucullus duraram mais que suas vitórias militares. Além dos damascos, que hoje são cultivados em muitos países do Mediterrâneo, o general também trouxe para Roma uma variedade de mais doce de cereja de Anatólia, onde hoje é a Turquia – mas não seria o primeiro. Sementes de cereja foram encontradas em sítios arqueológicos da Era do Bronze na Itália, datadas de 2077 a.C. Os ingleses trouxeram as cerejas para o Novo Mundo quando atravessaram o Atlântico. Atualmente, os Estados Unidos produzem mais cerejas do que qualquer outro país além da Turquia, a terra natal das cerejas. Crédito: JEFFREYW, WIKIMEDIA COMMONS

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MELÃO CANTALUPO

A origem provável do melão cantalupo, um tipo de melão almiscarado, é o Irã, mas as primeiras plantações teriam surgido na cidade italiana de Cantalupo. Os lobos eram comuns na região, o que explica seu nome em italiano, “lobo que canta”. O nome de um predador parece bastante apropriado. Afinal, esses melões mataram mais norte-americanos que os lobos que inspiraram seu nome. Em 2011, cantalupos infectados com a bactéria listeria mataram pelo menos 29 pessoas e adoeceram 139, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Crédito: CORBIS

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BANANA

As primeiras evidências do cultivo da banana remontam a pelo menos 7.000 anos, na Papua Nova Guiné. A fruta de casca escorregadia foi cultivada de forma independente em várias regiões do Sudeste Asiático. Os mercadores islâmicos disseminaram a fruta pelo Mediterrâneo, e os espanhóis a levaram para o Ocidente, junto com o pêssego, o damasco e muitas outras frutas. As bananas só se tornaram comuns nas fruteiras dos Estados Unidos no século 20, quando os avanços no transporte marítimo permitiram o transporte de frutas de países tropicais. O cultivo extensivo da banana passou a ser controlado por corporações multinacionais, que manipulavam a economia e a política desses países, criando as chamadas “repúblicas das bananas”, sobretudo na América Central. Crédito: CORBIS

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MANGAS

As mangas são originárias do sul da Ásia. Nas regiões tropicais do mundo, são comuns na dieta da população e possuem um significado religioso. No hinduísmo, o deus Ganesha segura uma manga, como símbolo da realização da perfeição. Os supermercados dos Estados Unidos costumam vender uma única variedade de manga, de sabor adocicado e casca fina. Nos trópicos, algumas variedades são do tamanho de damascos, com casca comestível de sabor forte, ou do tamanho de melões, com polpa dura. Também são preparadas em conserva ou consumidas com sal e molho picante. Crédito: CORBIS

Fonte – http://noticias.discoverybrasil.uol.com.br/page/6/

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