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Rostand Medeiros é de Natal, Rio Grande do Norte, escritor e pesquisador sobre a história da aviação, a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e aspectos históricos do Nordeste do país. Em 2009 foi coautor do livro "Os Cavaleiros do Céu: A Saga do Voo Ferrarin e Del Prete", que conta uma história de 1928, sobre o primeiro voo sem escalas entre a Europa e a América Latina. Este trabalho foi apoiado pela Embaixada da Itália no Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Universidade Potiguar (UNP). No ano seguinte trabalhou como consultor do SEBRAE – RN, participando do projeto “Território do Apodi - Nas pegadas de Lampião”, que trata de aspectos históricos e culturais sobre a passagem do cangaceiro Lampião pelo Rio Grande do Norte em 1927. Em 2011 lançou o livro "João Rufino-Um Visionário de Fé”, a biografia do criador do grupo industrial 3 Corações, uma das maiores empresas de torrefação de café da América Latina. Nesta obra o autor mostra como um homem simples, mas com muita capacidade para o trabalho e fé, foi capaz de desenvolver na cidade de São Miguel, interior do estado do Rio Grande do Norte, uma grande indústria que possui atualmente sete fábricas no Brasil e mais de 6.000 colaboradores. Neste trabalhou travou um amplo contato com a população da região, sempre permeado por muito respeito e admiração. Ainda em 2011 participou junto com outros autores potiguares de um livro de crônicas intitulado "Travessa da Alfândega". No ano de 2012 produziu os seguintes livros "Fernando Leitão de Moraes-Da Serra Canaviais uma Cidade do Sol" e "Eu Não Sou Herói-A História de Emil Petr”. Este último livro é uma biografia de Emil Anthony Petr, um agricultor nascido em Nebraska, Estados Unidos, que durante a Segunda Guerra Mundial foi aviador em um bombardeiro B -24 e se tornou prisioneiro dos alemães. Após a guerra, o livro narra a relação de Emil com o povo brasileiro, a terra para a qual decidiu viver a partir de 1963 quando passou a realizar trabalhos para a Igreja católica no Rio Grande do Norte. Possui artigos publicados em jornais e revistas potiguares. Foi fundador da ONG SEPARN – Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental, Histórico e Cultural do Rio Grande do Norte, onde trabalha desenvolvendo projetos de pesquisas para o desenvolvimento de outros livros... Rostand Medeiros vive em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Email - rostandmedeiros2@gmail.com BLOG- https://tokdehistoria.com.br/ Rostand Medeiros was born in Natal, Rio Grande do Norte. He is a researcher and expert in producing biographical works. Also does researches in history of aviation, participation of Brazil in World War II and in regionalist aspects of Northeast Brazil. His member of Genealogy Institute of Rio Grande do Norte – IGRN and SBEC – Brazilian Society for the Study of Cangaço. In 2009, he was co-author of "Os Cavaleiros dos Céus – A Saga do Voo de Ferrarin e Del Prete” (in free translation, “The Knights of the Sky: The Saga of Ferrarin and Del Prete Flight”), a book that tells a story from 1928, of the first nonstop flight between Europe and Latin America. This book was supported by the Italian Embassy in Brazil, Brazilian Air Force (FAB) and Potiguar University (UNP). In 2010, Rostand was a consultant of SEBRAE – Brazil's Micro and Small Business Support Service, participating of the project “Território do Apodi – nas pegadas de Lampião” (in free translation, “Apodi Territory – In the footsteps of Lampião”), which deals with historical and cultural aspects of rural areas in Northeast Brazil. In 2011, Rostand Medeiros launched the book "João Rufino – Um Visionário de Fé” (“João Rufino – A visionary of Faith”), a biography of the founder of industrial group Santa Clara / 3 Corações, a large coffee roasting company in Latin America. The book shows how a simple man, with a lot of hard work, was able to develop, in Rio Grande do Norte state, a large industry that currently has seven units and 6,000 employees in Brazil. Also in 2011, he wrote, with other authors, a book of short stories entitled “Travessa da Alfândega” (in free translation, “Customs Cross Street”). In 2012, Medeiros produced the following books: "Fernando Leitão de Moraes – Da Serra dos Canaviais à Cidade do Sol” (“Fernando Leitão de Moraes – From Sugarcane Mountains to Sun City”) and "Eu Não Sou Herói – A História de Emil Petr” (“I’m not a hero – The Story of Emil Petr”). This latest book is a biography of Emil Anthony Petr, a farmer who was born in Nebraska, United States. During World War II, he was an aviator in a B-24 bombing and became a prisoner of the Germans. This work shows the relationship of Emil with Brazilian people, whose with he decided to live from 1963, when he started to work for Catholic Church. He also published articles in "Tribuna do Norte", newspaper of the city of Natal, and in "Preá", cultural magazine published by Rio Grande do Norte State Government. He founded SEPARN – Society for Research and Environmental, Historical and Cultural Development of Rio Grande do Norte. Currently, is working in development other books. Rostand Medeiros is married, has one daughter and lives in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil. Email - rostandmedeiros2@gmail.com BLOG- https://tokdehistoria.com.br/

UMA VIAGEM PELA CIDADE VELHA DE “GUERRA”

LUGARES CONHECIDOS, COMO A CASA DO ITALIANO LETTIERI, NA RIBEIRA, ONDE HOJE É O CONSULADO, E OUTROS CURIOSOS COMO O ESCRITÓRIO DO FRANCÊS MARCEL GIRARD, REPRESENTANTE DA AIR FRANCE EM NATAL, SÃO RECORTES DA HISTÓRIA QUE ROSTAND MEDEIROS ESMIÚÇA COM MUITA PAIXÃO.

Ramon Ribeiro – Repórter – Tribuna do Norte

Fonte – http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rostand-medeiros-em-uma-viagem-pela-natal-velha-de-guerra/466200

A curiosidade e a paixão pelo Rio Grande do Norte, fez de Rostand Medeiros um pesquisador insaciável pela história potiguar. Sua curtição é esmiuçar arquivos públicos, acervos privados, documentos oficiais, fotos antigas, é também conversar com velhas figuras guardiãs da memória coletiva do Estado. Dessas viagens no tempo que faz, ele retorna com material bruto que aos poucos transforma em livro. É de sua autoria, por exemplo, três biografias “João Rufino-Um visionário de fé” (2011), sobre o criador do grupo industrial 3 Corações, “Fernando Leitão de Morais-Da Serra dos Canaviais a Cidade do Sol” (2012) e “Eu não sou herói – A História de Emil Petr” (2012), este sobre um veterano da 2ª Guerra Mundial.

Por falar em 2ª Guerra, esse é um dos principais temas de Rostand, ao lado da história da aviação. Sobre aviação, ele foi coautor de “Os Cavaleiros do Céu: A Saga do voos de Ferrarin e Del Prete” (2009), que conta a história do primeiro voo sem escalas entre a Europa e a América Latina; e sobre a 2ª Guerra, lançou em 2019 “Sobrevoo: Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”.

Mas agora, ao apagar das luzes de 2019, Rostand surge com novo livro, ainda dentro de seu tema predileto: “Lugares de Memória – Edificações e estruturas históricas utilizadas em Natal durante a Segunda Guerra Mundial”. A obra apresenta 27 locais referentes aquele tempo, a maioria na Ribeira, trazendo curiosidades quer ajudam a entender como era o dia a dia de Natal naqueles anos intensos.

O lançamento do livro será no dia 5 de dezembro, na Livraria Cooperativa Cultural, na UFRN, às 10 horas. A publicação sai pela Editora Caravela Selo Cultural e conta com o apoio do Fundo de Incentivo e Cultura de 2018, da Prefeitura de Natal. Sobre o livro e aquele período, Rostand Medeiros conversou com a TRIBUNA DO NORTE.

Parceria com o MPF_RN ajudou na criação desse livro.

Inventário

Essa pesquisa começou em 2015, quando a Promotoria de Justiça de Natal me solicitou a elaboração de um relatório sobre os locais utilizados pelas forças militares americanas em Natal durante a Segunda Guerra. Listamos 32 locais históricos entre Natal e Parnamirim. A ideia era incentivar ações de preservação. Mas naquele ano nada foi feito. Até que no início de 201, o Ministério Público Federal do RN, preocupado com a situação do Patrimônio Histórico de Natal, promove uma audiência sobre o tema. Informo sobre o relatório já feito e sou solicitado para aprofundar as pesquisas. O que fiz, mas focando apenas em Natal, fechando em 27 locais relacionados a 2ª Guerra. Agora, com a parceria da Editora Caravela, estou publicando o trabalho em livro.

Na casa com um amplo alpendre apresentada na foto, serviu de moradia para o comandante das tropas do exército americano em Natal durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje é a sede do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.

Preservar é importante

O livro fala de locais que se não for feito nada, vão se perder em ruínas. Mesmo com grande parte dos locais deteriorados, é um material que aponta para existência de uma rota turística. De todos os meus livros, esse é o que mais me entusiasmou. Espero que essa publicação possa ser útil, derepente para ajudar na preservação dos prédios que cito.

Ribeira

Acho que a 2ª Guerra é um dos aspectos mais proeminentes da história do Rio Grande do Norte. E nisso está a Ribeira. O bairro já foi o centro de tudo no Rio Grande do Norte. Roosevelt e Churchill falam de Natal em suas biografias. Arrisco dizer que naqueles tempos, para os Aliados, referente à Segunda Guerra, Natal era a cidade mais importante da América do Sul. Você olha para a Ribeira hoje chega bate uma tristeza. É uma decadência que vem desde os anos 70. Recuperá-la pode dar um boom no turismo histórico.

Maternidade Januário Cicco, antigo Hospital Militar de Natal na ápoca da Segunda Guerra.

Descobertas

Muitos dos lugares são conhecidos. A casa do italiano Lettieri, na Ribeira, onde hoje é o Consulado, está bem preservada, assim como a Maternidade Januário Cicco, que era o Hospital Militar de Natal, e o Grande Hotel. Mas ujma das minhas descobertas é o Rádio Farol, com as antenas enormes. Ficava na Praia da Limpa, um lugar entre a Fortaleza dos Reis Magos e o Rio Potengi.

Oleoduto

Uma estrutura com história interessante é o oleoduto Pipeline, que ia até a Base de Parnamirim. Sendo que nas Rocas há um trecho do encanamento que está visível. Descobri que em 1977 esse cano chegou a estourar e os moradores aproveitaram para encher tanques de combustível até secar. Outra coisa legal é que o Colégio 7 de setembro, na Rua Seridó, no tempo da Guerra era o Quartel dos Marines da Marinha Americana.

Antiga sede do Consulado d França em Natal na época da Segunda Guerra.

Dois espiões e um francês         

Em Natal tinha uma coisa muito curiosa nos tempos da Guerra. O francês Marcel Girard era representante da Air France em Natal. Seu escritório ficava na Rua Tavares de Lira. Perto dali, na Rua Chile, estava aloja de secos e molhados do alemão Ernst Luck, que ficava no térreo do Àrpege, e a casa do italiano Guglielmo Lettieri, comerciante conhecido na cidade. Cada um dos três atuava como representante diplomático de seus respectivos países em Natal. Imagine só! A Europa em guerra, a França invadida pelos alemães, e os três tendo de conviver na Ribeira. É provado que Luck espionou para a Alemanha e Lettieri para a Itália. Os dois foram condenados pelo Tribunal de Segurança Nacional e ficaram detidos na Colônia Agrícola de Jundiaí. Mas no fim da Guerra, ambos foram perdoados.

Jornal da BBC

A ação da Agência Pernambucana, importante veículo de comunicação em Natal durante a Guerra, é abordado no livro “Lugares de memória”.

Outra coisa que gostei muito de ter estudado foi sobre a Agência Pernambucana de Luiz Romão, com seus difusores espalhados pela cidade. Era algo formidável. Ele retransmitia a versão em português do jornal da BBC. Foi legal descobrir a importância da difusora dele. E é uma pena que hoje o local esteja em ruínas.

Grande Hotel

Mas para mim, não tem dúvidas, o Grande Hotel foi o principal lugar da 2ª Guerra em Natal. Era uma referência central por receber autoridades americanas. Além de ter a figura forte de Teodorico Bezerra como seu proprietário. Resgatei muitas histórias no livro.   

PROCEDIMENTO DO MPF DÁ ORIGEM A LIVRO SOBRE EDIFICAÇÕES DA 2ª GUERRA EM NATAL

Obra traz detalhes de 27 locais e estruturas que desempenharam papel relevante na participação da capital potiguar no conflito mundial

Fontes –  Blog do BGhttps://www.blogdobg.com.br/procedimento-do-mpf-da-origem-a-livro-sobre-edificacoes-da-2a-guerra-em-natal/

MPF/RN – http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/procedimento-do-mpf-da-origem-a-livro-sobre-edificacoes-da-2a-guerra-em-natal

Da esquerda para a direita vemos os Procuradores da República Victor Manoel Mariz, a Procuradora Chefe do MPF-RN Cibele Benevides e o autor Rostand Medeiros.

Em 14 de março deste ano, quando o pesquisador Rostand Medeiros entrou no prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Natal para participar de uma audiência extrajudicial, não imaginava que retornaria ao mesmo local, no fim de novembro, para apresentar o livro cuja publicação é fruto da parceria iniciada exatamente nessa reunião oito meses antes. O tema, da audiência, era a adoção de medidas para resgate, preservação e valorização do patrimônio histórico do Rio Grande do Norte relativo à 2ª Guerra Mundial. Já o livro – que se chama “Lugares de Memória” – reflete exatamente uma das iniciativas pretendidas pelo MPF.

Em suas 170 páginas, a obra traz informações, curiosidades e imagens de edificações e estruturas existentes na capital potiguar durante o conflito mundial, encerrado em 1945. Nesta sexta-feira, 29, Rostand Medeiros fez questão de agradecer o apoio e o incentivo do MPF e entregou exemplares do livro diretamente aos procuradores da República Victor Mariz, que convocou a audiência de março, e Cibele Benevides, que chefia a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte.

O procedimento do MPF que estimulou o escritor a transformar em livro a pesquisa iniciada quatro anos antes (quando elaborou, a pedido do Ministério Público Estadual, um relatório preliminar sobre os locais utilizados pelas forças militares norte-americanas em Natal e Parnamirim durante a 2ª Guerra) prossegue tramitando na Procuradoria da República e vem acompanhando a situação desse patrimônio, de grande potencial histórico, turístico e cultural.

Nos agradecimentos incluídos no livro, além do procurador da República e do próprio Ministério Público Federal, Rostand Medeiros também registra o apoio do analista de Direito Leonardo Batista e da estagiária Bárbara Suellen Fonseca, “pela ajuda sempre presente”. Sobre Victor Mariz, o autor enaltece a “confiança, atenção, corretos apontamentos e ajuda proporcionada durante o processo de pesquisa e elaboração final do material”.

Obra – Lugares de Memória traz como subtítulo “Edificações e estruturas históricas utilizadas em Natal durante a Segunda Guerra Mundial” e apresenta informações e imagens (atuais e antigas) de 27 locais de Natal que possuem ligação com a participação do Brasil no conflito, incluindo quartéis, hospitais, sedes de companhias aéreas, bares, cabarés, hotéis, clubes militares, residências de oficiais e do cônsul norte-americano, entre tantos outros pontos que ainda mantêm as características de sete décadas atrás, ou cujos prédios originais deram lugar a novas edificações.

Publicado pelo Caravela Selo Cultural, o livro contou em sua fase de pesquisa com o apoio do presidente da Fundação Rampa, Leonardo Dantas, e do diretor do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, além de vários outros escritores e amigos do autor. O prefácio é do jornalista e escritor Carlos Peixoto e o texto abre com a palestra do ex-governador Juvenal Lamartine, proferida em 1939 – sete meses antes da deflagração da guerra – e que já previa não só o conflito, como o envolvimento da capital potiguar. Já os 27 locais foram divididos em cinco partes, conforme os bairros: Santos Reis, Rocas, Ribeira, Petrópolis e Tirol.

Autor – Rostand Medeiros é escritor, pesquisador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, além de técnico e guia de turismo credenciado pela Embratur. Autor do livro “João Rufino: um visionário de fé” e das biografias “Fernando Leitão de Moraes: das serras canaviais uma cidade do sol” e “Eu não sou herói: a história de Emil Petr”; é ainda coautor de “Os cavaleiros do céu: a saga do voo Ferrarin e Del Petre”; e produziu o documentário “Chapéu Estrelado”, sobre a trajetória do bando de Lampião em terras potiguares, no ataque a Mossoró em 1927.

AIR FRANCE EM NATAL – UM DOS CAPÍTULOS DO MEU NOVO LIVRO “LUGARES DE MEMÓRIA”

Rostand Medeiros Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

Escrever sobre o local onde funcionou o escritório da empresa Air France em Natal é resgatar uma gloriosa página da aviação clássica na nossa região, além de conhecer a ação do francês Marcel Girard e do Comitê da França Combatente em terras potiguares durante a Segunda Guerra Mundial.

O estado atual das edificações localizadas no endereço da Av. Tavares de Lira, 34, bairro da Ribeira, Natal, Rio Grande do Norte.

Sabemos que, na metade do ano de 1927, Natal vivia um interessante momento com as constantes passagens de aeronaves de vários países, pilotados por pessoas audaciosas, que cruzavam o Continente Americano, ou o Atlântico Sul, realizando seus famosos e comentados “Raids”. Eram voos

que traziam constantes surpresas para a população local, ao receber aviadores muitas vezes inesperados.

Em 18 de julho daquele ano, pela primeira vez, chega à cidade uma aeronave com rodas. Era um biplano, que sem alternativa para aterrissar tocou o solo potiguar na Praia da Redinha durante a maré seca. Vinha pilotado pelo francês

Foto publicada originalmente no Diário de Natal, edição de sábado, 17 de julho de 1976, página 8, com a seguinte texto – Na Redinha Paul Vachet (centro) e o co-piloto Deley (direita) e o mecânico Fayard (esquerda).

Paul Vachet, acompanhado do navegador Pierre Deley e do mecânico Fayard. Chegaram em um modelo francês Breguet, dos mais modernos na época. Era o período da expansão da aviação comercial e esses aviadores vinham com o intuito de construir um campo de pouso nas imediações de Natal. Ao visitar a região e indicado pelo Coronel Luís Tavares Guerreiro, o aviador Vachet optou como local para a instalação do aeródromo uma planície conhecida como Tabuleiro de Parnamirim. O proprietário do terreno na época, o português João Manuel Machado, fez a doação da área visando o desenvolvimento regional.

O campo de pouso de Parnamirim foi implantado no dia 14 de outubro de 1927, com a aterrissagem do avião batizado como “Nungesser-et-Coli”, tripulado por Dieudonné Costes e Joseph Marie Le Brix, que haviam atravessado o Atlântico Sul desde Saint-Louis du Senegal.

Em 20 de novembro do mesmo ano, um avião Laté-25 iniciava a linha regular, tendo como tripulantes Gorges Pivot, Pichad e Gaffe. Um ano e dois meses depois da implantação dessa linha regular, mais precisamente no dia 24 de dezembro de 1928, é inaugurada em Natal a sede da Compagnie Générale Aéropostale (CGA), na Avenida Tavares de Lira, número 34.

Os franceses utilizavam aeronaves terrestres no trajeto Paris até Dacar, na antiga África Ocidental Francesa, no atual Senegal, onde entregavam os fardos com as correspondências aos chamados “Avisos Rápidos”. Esses eram navios pequenos e bastante velozes, que singravam o Atlântico Sul entre a costa africana e Natal; as aeronaves levavam essas correspondências até Buenos Aires. No final do percurso a correspondência da Europa até Argentina demorava, aproximadamente, oito dias, dos quais quatro a cinco eram gastos na travessia do Atlântico pelos Avisos Rápidos.

Mas era um grande avanço em relação ao transporte exclusivamente marítimo, que chegava a durar quase um mês para uma correspondência ser entregue.

A crise econômica mundial do início da década de 1930 não poupou a aviação comercial. O governo francês decidiu então realizar a fusão de várias companhias aéreas que operavam no país e em 7 de outubro de 1933 foi criada a empresa Air France. Em pouco tempo foi alterado o nome da fachada do prédio da Tavares de Lira, 34.

Esse local servia para a venda de passagem para os mais abonados, apoiava as operações e as tripulações no aeródromo de Parnamirim e na base do Rio Potengi, na área do Réfoles, onde atualmente se localiza a Base Naval de Natal, e manter ligações com as autoridades locais.

Sentada Maryse Bastie concede uma entrevista. Marcel Roland Girard está logo atrás da aviadora, de gravata escura.

Enquanto as operações da Air France seguiam, chega a Natal o francês Marcel Roland Girard. Não sabemos quando isso aconteceu, mas sabemos, por meio do livro Asas sobre Natal – Pioneiros da aviação no Rio Grande do Norte, de João Alves de Melo, que na página 197 existe a informação de Marcel Girard ter apoiado a chegada da aviadora francesa Maryse Bastie em 29 de dezembro de 1936.

Jornal dos Estados Unidos noticiando a cheda de Bastie a Natal. Essa aviadora é homenageada pelo povo natalense através de uma rua batizada com seu nome e localizada no bairro do Lagoa Nova.

Essa heroína da aviação realizou, na época, um voo que quebrou o recorde mundial de velocidade feminina para a travessia do Atlântico Sul: fantásticas doze horas e cinco minutos.

Hitler em Paris em 1940.

Mesmo com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1º de setembro de 1939, e da invasão da França por tropas nazistas em 10 de maio de 1940, a linha aérea da Air France ligando a França ao Brasil e a outras nações sul-americanas continuou a operar. Mas a partir de 25 de junho, quando os exércitos franceses se renderam aos invasores alemães, o tráfego com a Europa foi interrompido. Entretanto, descobrimos, na 1ª página da edição de 22 de agosto de 1940 do jornal natalense A Ordem, a informação que o Presidente Getúlio Vargas concedeu ao Sr. Marcel Roland Girard a devida licença para ele exercer a função legal de agente consular de seu país em Natal. Com esse ato a agência da Air France na Tavares de Lira continuou aberta, com a bandeira tricolor hasteada no seu frontão.

Mesmo sem ter nenhuma função específica para a aviação comercial do seu país, o fato da agência da Air France em Natal manter suas portas abertas e a atuação de Marcel Girard como representante oficial da França na cidade, provavelmente foi algo que gerou um clima de animosidade entre esse francês e os cidadãos da Alemanha e da Itália que aqui viviam. Além desses, não podemos esquecer de toda uma legião de moradores da cidade que apoiavam as ditaduras totalitárias nazifascistas, sendo que muitos desses fizeram parte em terras potiguares do Integralismo de Plínio Salgado. Nessa guerra de surda belicosidade pelas ruas da Ribeira, a situação deve ter ficado ainda mais complicada quando Marcel Girard criou em Natal o Comitê da França Combatente.

Segundo o trabalho intitulado De Gaulle et L’Amérique Latine, de Maurice Vaïsse, publicado em 2014 pela Editora Presses universitaires, de Rennes, França, em meados de 1942, mais de 40 desses comitês foram criados em todo o mundo, sem contar 412 subcomissões. Nas Américas, onde viviam mais de 270.000 cidadãos franceses, esses comitês surgem espontaneamente e no Brasil mais de 95% dos franceses que aqui viviam aderem a França Livre do General Charles de Gaulle.

A sede do Comitê da França Combatente em Natal ficava no mesmo endereço do consulado francês e da Air France. Nos jornais natalenses A Ordem e A República da época é possível encontrar várias notícias da atuação desse Comitê, como irradiações de mensagens patrióticas, a execução de La Marseillaise, o Hino Nacional da França, na Rádio Educadora de Natal e a recepção a líderes da França Livre na cidade. Uma dessas visitas foi a de Albert Guerin, Presidente do Comitê da França Combatente na Argentina, que foi homenageado com um jantar no Grande Hotel. Um dos que discursaram em honra ao visitante foi o político potiguar Elói de Souza (Ver A Ordem, Natal, 29/11/1943, pág. 1).

Pelo seu trabalho na resistência do seu país contra o totalitarismo nazifascista e sua atuação em Natal, Marcel Roland Girard foi agraciado em dezembro de 1948 com a Medalha de Reconhecimento da França.

EM BREVE O LANÇAMENTO DO MEU NOVO LIVRO “LUGARES DE MEMÓRIA – EDIFICAÇÕES E ESTRUTURAS HISTÓRICAS UTILIZADAS EM NATAL DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL”

Rostand Medeiros

Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

É com muita satisfação que informo que em breve estará na livraria da Cooperativa Cultural da UFRN, também conhecida como “Livraria do Campus”, o meu mais novo livro “Lugares da Memória – Edificações e Estruturas Históricas Utilizadas em Natal Durante a Segunda Guerra Mundial”.

Esse livro é fruto de uma positiva parceria com o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte, através da pessoa do Dr. Victor Manoel Mariz, Procurador da República e titular do 10º Oficio do Núcleo de Cidadania e Ambiental (NCA).

Essa parceria teve início no dia 14 de março de 2019, ocorreu, no prédio anexo da Procuradoria do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte – MPF/RN, uma audiência extrajudicial com o objetivo de tratar sobre assuntos pertinentes à adoção de medidas necessárias para resgatar, preservar e valorizar o patrimônio histórico do Rio Grande do Norte representativo ao período da Segunda Guerra Mundial (Sobre essa audiência veja essa postagem do TOK DE HISTÓRIA –  https://tokdehistoria.com.br/2019/03/17/meus-apontamentos-sobre-a-reuniao-no-ministerio-publico-federal-do-rn-relativa-a-questoes-ligadas-a-historia-da-segunda-guerra-mundial-em-natal-e-parnamirim/ ).

Reunião com o Dr. Victor Mariz no Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte .

Essa reunião ocorreu devido à existência de uma representação encaminhada ao MPF/RN por Ricardo da Silva Tersuliano, representante do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAPHACC), em que no seu conteúdo foi sugerida, entre outras ações, a criação de um inventário dos bens utilizados naquela época e ainda existentes, além do tombamento desses locais. Como consequência, foi instaurado o Procedimento Administrativo nº 1.28.000.001950/2018-52.

Durante os desdobramentos da audiência, informei ao Procurador da República que, em junho de 2015, o Dr. João Batista Machado Barbosa, então Promotor de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte e titular da 41ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, igualmente preocupado com a preservação desse patrimônio, solicitou a elaboração de um relatório preliminar sobre os locais utilizados pelas forças militares norte-americanas estacionadas em Natal e Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial. Esse material foi devidamente produzido utilizando  bibliografia e fontes existentes.

No caso de Parnamirim, as áreas encontradas tinham uma relação direta com a presença dos militares americanos e essas se encontram exclusivamente na área da Base Aérea de Natal, a antiga Parnamirim Field. Já em relação à cidade de Natal, existem edificações cuja história possuiu ligação direta com o aparato militar estadunidense, mas outros importantes locais estão ligados aos primeiros anos da atuação da aviação comercial no Rio Grande do Norte. Entretanto, esses últimos igualmente continham elementos históricos de sua utilização durante os anos do conflito (1939-1945). Como resultado final dessa pesquisa, foram encontradas referências sobre 32 locais históricos utilizados nessas duas cidades.

O Dr. João Batista Machado Barbosa decidiu, então, organizar uma visita a essas edificações, o que efetivamente ocorreu no dia 20 de junho de 2015. Participaram desse interessante momento membros do Ministério Público Estadual, além de Ricardo Tersuliano e do pesquisador inglês David Maurice Hassett, ambos do IAPHACC. Completou o grupo membros de outras entidades, como o Brigadeiro da FAB (R.R.) Carlos Eduardo da Costa Almeida.

Contudo, devido a vários fatores inerentes à vontade do Dr. João Batista Machado Barbosa, o resultado desse trabalho não foi efetivamente utilizado em ações de preservação do patrimônio histórico. Mas a sua criação não foi em vão!

Após informar ao Dr. Victor Mariz sobre a existência desse material na reunião ocorrida no MPF/RN, recebi a incumbência de aprofundar as informações coletadas em 2015. Nessa pesquisa, contei com a prestimosa colaboração do engenheiro e jornalista Leonardo Dantas, competente pesquisador do tema Segunda Guerra Mundial e Presidente da Fundação Rampa, além de João Hélio Cavalcanti, Diretor do SEBRA/RN, que prestativamente disponibilizou um veículo dessa instituição para o translado com o objetivo de fazer o levantamento fotográfico desses locais.

A partir desse ponto comecei a produzir o texto e, como resultado final, a pesquisa bibliográfica existente sobre esse tema foi ampliada, com informações provenientes principalmente das obras produzidas pelos autores potiguares e de outros estados brasileiros, de autores estrangeiros e documentos de vários jornais de época. Foi também utilizada documentação oriunda do National Archives and Records Administration (NARA), de Washington, Estados Unidos, o principal arquivo daquele país. Outros documentos são provenientes da Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, alguns dos Arquivos Públicos dos Estados do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, além de documentação do Instituto Histórico do Estado do Rio Grande do Norte (IHGRN).

Por meio de uma solicitação do Dr. Victor Mariz, foquei nos locais existentes na área urbana de Natal e que não estivessem dentro das Bases Naval e Aérea de Natal, em razão das edificações que ali se encontram estarem preservados por essas instituições militares. Entretanto, diante das poucas informações disponíveis, busquei contato com o comando do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha (17º GAC) para realizar uma visita ao ponto onde existiu o chamado Radiofarol da Limpa, fato que é detalhado neste livro.

Busquei o máximo de informações históricas possíveis sobre os locais aqui apresentados. Mesmo assim, devido à falta de elementos e maiores informações sobre outros locais originalmente listados, o trabalho ficou restrito a 27 edificações.

Finalmente, no dia 19 de junho de 2019, entreguei ao Procurador da República Victor Manoel Mariz o material intitulado Relatório de Edificações Remanescentes em Natal no Período da Segunda Guerra Mundial, conforme podemos ver pelo documento emitido pelo MPF/RN.

Ao conhecer a localização dessas edificações, percebi como se desenrolava o dia a dia de Natal naqueles tempos intensos e marcantes. Muito me chamou atenção a figura do francês Marcel Roland Girard, que de representante da empresa aérea Air France se tornou o agente consular de seu país em Natal, com a devida licença assinada pelo Presidente Getúlio Vargas, poucos dias após seu país se render diante da máquina de guerra nazista.

 Isso fez com que a sede da Air France continuasse aberta na Avenida Tavares de Lira, número 34, Ribeira, onde Girard executava diariamente o ritual hasteamento da bandeira tricolor em um pequeno mastro defronte a edificação. Descobri também que esse francês atuou na capital potiguar à frente de uma organização de apoio ao movimento de resistência francesa contra os invasores alemães e recebeu a atenção de figuras ilustres da terra potiguar, como Elói de Souza. Fiquei imaginando o clima de fria animosidade que provavelmente existiu entre Girard e o alemão Enest Walter Lück e o italiano Guglielmo Lettieri. Esses dois últimos eram comerciantes bem estabelecidos na Rua Chile, respectivamente, nos números 106 e 161, não muito distante da sede da Air France. Lück e Lettieri atuavam também como representantes diplomáticos de seus países em Natal e, em 1942, foram condenados a 14 anos de cadeia por espionagem.

Diante do material produzido e com o sempre presente apoio e orientação do editor José Correia Torres Neto, do Caravela Selo Cultural, decidi transformar esse relatório em um livro que buscasse democratizar a informação histórica e que fosse útil como material informativo sobre esse período histórico tão caro e importante para o povo potiguar. A publicação do material foi viabilizada pelo Fundo de Incentivo à Cultura – FIC, através do Edital número 004/2018, Categoria B – Apoio ao Patrimônio Material e Imaterial.

Ao finalizar esse trabalho, ficam meus agradecimentos sinceros aos amigos jornalistas Carlos Peixoto e Vicente Serejo, que além do belo prefácio, no caso do primeiro, e da paciência em ouvir meus apontamentos, no caso do segundo, nunca faltaram com a amizade, atenção e o apoio na realização dos meus projetos.

Agradeço igualmente ao Dr. Victor Manoel Mariz pela confiança, atenção, corretos apontamentos e a ajuda proporcionada durante o processo de pesquisa e elaboração final do material. Ainda no âmbito do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte, agradeço igualmente ao Analista e Bacharel em Direito Leonardo Batista Fontes e à Estagiária Bárbara Suellen Fonseca Braga pela ajuda sempre presente.

Fica meu especial agradecimento ao Dr. João Batista Machado, cuja iniciativa, em 2015, proporcionou a criação deste livro. Não me esqueço do amigo Ricardo da Silva Tersuliano, do IAPHACC, grande batalhador pela preservação da história potiguar.

Quero também agradecer ao apoio, aos corretos apontamentos e à atenção de Leonardo Dantas, da Fundação Rampa, e da grande ajuda operacional e atenção proporcionados por João Hélio Cavalcanti, do SEBRAE/RN. Ficam meus agradecimentos ao Tenente-coronel Haryan Gonçalves Dias, bem como ao Capitão Renato Esteves Costa, do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha, pela atenção na visita que realizamos a essa tradicional unidade do Exército Brasileiro em Natal.

Não esqueço do amigo Ricardo Sávio Trigueiro de Morais, pelo apoio na cessão da foto da capa, que é parte de um rico material iconográfico do período da Segunda Guerra Mundial em Natal, realizado pelo seu avô Saulo Guedes Trigueiro, oficial do Exército Brasileiro durante o conflito e um exímio fotografo amador.

Estou muito satisfeito com o resultado desse trabalho, que marcam dez anos do lançamento do meu primeiro livro e da sempre positiva parceria com o amigo José Correia Torres Neto, do Caravela Selo Cultural.

Mas não posso esquecer que esse 2019 foi um ano de uma grande tristeza, pelo falecimento do meu pai Calabar Medeiros, no dia 9 de julho. Sua ausência é algo muito forte em minha vida, mas seus exemplos estão presentes comigo e sinto que ele está a todo momento ao meu lado.

A ele eu dedico esse trabalho!

LEMBRANDO RIACHUELO: CONSULADO DOS EUA FAZ PARCERIA COM A CIDADE DE RIACHUELO EM HONRA À HISTÓRIA DA II GUERRA MUNDIAL ENTRE OS EUA E O BRASIL

FONTE DA MATÉRIA – https://br.usembassy.gov/pt/relembrando-riachuelo/

Em 10 de maio de 1944, no meio da Segunda Guerra Mundial, um avião anfíbio PBY-Catalina americano em um voo de rotina de Belém para Recife caiu do céu perto de um pequeno povoado no sertão do Rio Grande do Norte. Todos os dez membros da tripulação, marinheiros dos EUA ligados ao esquadrão de patrulha marítima da Marinha VP-45, morreram no acidente. Residentes locais na área – famílias simples, agricultores pobres e trabalhadores – testemunharam o acidente e foram os primeiros a responder à tragédia. Eles revistaram os destroços, pegaram os restos da tripulação, carregaram-nos de carroça puxada por cavalos e os enterraram no cemitério da cidade de Riachuelo.

Em 10 de maio de 2019 – setenta e cinco anos de hoje – o prefeito de Riachuelo convidou o cônsul geral John Barrett para a inauguração de uma placa no parque municipal para lembrar os nomes dos soldados americanos mortos e homenagear a comunidade que os visitava. ajuda, mesmo na morte. Centenas de residentes da Riachuelo, representantes do 3º Distrito Naval do Brasil e dignitários estaduais e locais ouviram as observações do Cônsul Geral: “Os Estados Unidos e o Brasil compartilham uma parceria robusta baseada em quatro pilares importantes: parceria econômica, segurança mútua e ideais e valores democráticos – os mesmos valores de humanidade compartilhada e generosidade que as pessoas dessa área demonstraram quando vieram em auxílio de uma aeronave caída dos EUA em 1944. ”

O evento também destaca os 204 anos de história compartilhada e estreita cooperação entre o Consulado Geral dos EUA em Recife e no Brasil. Hoje, como exemplificado pela visita do Presidente Jair Bolsonaro em março ao encontro do Presidente Trump em Washington D.C., a Missão dos EUA no Brasil está fortalecendo nossos laços já profundos, expandindo o comércio, o engajamento de pessoas e a cooperação policial e de segurança.

O movimento de solidariedade de Riachuelo com os Estados Unidos foi inspirado pelo trabalho do historiador de Natal Rostand Medeiros que descobriu novos detalhes do trágico acidente e histórias pessoais de moradores locais enquanto pesquisava um livro sobre o papel do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial. Medeiros contou histórias de moradores como Seu Lourenço Filho, que aos 90 anos é o último testemunho vivo do acidente. Lourenço Filho falou com o Cônsul Geral com clareza sobre sua memória de ouvir o som estridente dos motores em perigo e ver a descida final do avião. Os líderes da cidade homenagearam Lourenço Filho com um lugar de honra na cerimônia cercada pela família.

Para enfatizar a importância de preservar nossa história compartilhada para as futuras gerações, o Cônsul Geral anunciou um concurso de redação, em colaboração com a Secretaria Municipal de Educação da Riachuelo, para alunos do ensino fundamental e médio sobre o tema da cerimônia e a rica história da Segunda Guerra Mundial. Os membros do consulado retornarão em agosto para entregar os prêmios aos vencedores.

De U.S. Mission Brazil | 10 Maio, 2019.

EVENTO DE LANÇAMENTO DO PROJETO DO SEBRAE – NATAL E PARNAMIRIM FIELD NA SEGUNDA GUERRA

Rostand Medeiros – IHGRN

SITE DO PROJETO NATAL & PARNAMIRIM FIELD NA SEGUNDA GUERRA http://www.segundaguerra.com.br/

Foi uma noite memorável na Casa da Ribeira, principalmente para aquele que pensam e realizam projetos relativos ao conhecimento e democratização da informação histórica dos eventos ligados a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte.

Como comentou o amigo Yves Bezerra, gestor desse projeto, a proposta busca apresentar em Natal e Parnamirim os pontos de interesse cultural e histórico das duas cidades, que até então têm sido pouco explorados e que estes possam ser trabalhados por empresas de receptivo para atrair mais turistas e interessados no assunto.

Um salto verdadeiramente interessante para o turismo potiguar. Esse projeto faz parte das ações do programa Investe Turismo, que é promovido pelo Sebrae, Ministério do Turismo, Embratur e Secretaria Estadual de Turismo (Setur).

Depois de dois anos de trabalho, foi hora do SEBRAE-RN apresentar Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra. E tudo foi muito bom!

Com Zeca Melo, Diretor Superintendente do SEBRAE-RN,

Como foi comentado anteriormente, a presença de milhares de soldados americanos no cotidiano de Natal mudou a cultura e os costumes da cidade, a população bem sabe. No entanto, nenhum desses argumentos foi relevante para o Rio Grande do Norte ter um roteiro turístico para explorar esse fato histórico. Agora chegou a hora!

Meus agradecimentos aos amigos da Art&C e ao SEBRAE-RN, especialmente ao superintendente Zeca Melo pela confiança e apoio.

Com o amigo Yves Guerra de Carvalho, Gestor do Projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra Investe Turismo RN.

SEBRAE MAPEIA PONTOS TURÍSTICOS DO RN DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAl

Projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra será lançado nesta quarta-feira, 9 de outubro de 2019.

Por Agência Sebrae de Notícias / 8 de outubro de 2019

Que o Rio Grande do Norte teve um papel relevante, e até mesmo decisivo, para a vitória dos aliados durante a Segunda Guerra Mundial, não restam dúvidas. Que Parnamirim abrigou a primeira base aérea dos Estados Unidos fora do território norte-americano, os livros de história dão conta muito bem. Que a presença de milhares de soldados americanos no cotidiano de Natal mudou a cultura e os costumes da cidade, a população bem sabe. No entanto, nenhum desses argumentos foi relevante para o Rio Grande do Norte ter um roteiro turístico para explorar esse fato histórico.

Parnamirim Field – Foto – Getty Image

O Sebrae no Rio Grande do Norte, entretanto, pretende virar essa página e abrir caminho para a implantação de uma nova rota turística no estado a partir desta quarta-feira (9), quando a instituição vai lançar o projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra. O lançamento será em solenidade fechada para convidados na Casa da Ribeira, a partir das 19h. Durante a cerimônia, que terá espetáculos teatral e sinfônico, será apresentado o mapeamento feito pelo projeto com pontos de interesse histórico e cultural importantes da participação das duas cidades na segunda Grande Guerra.

Na esquerda da imagem está Rostand Medeiros, responsável pelo blog TOK DE HISTÓRIA e autor do livro SOBREVOO-EPISÓDIOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO RIO GRANDE DO NORTE, junto com José Ferreira de Melo Neto, o Zeca Melo, Diretor Superintendente do SEBRAE-RN, além de Edwin Aldrin Januário da Silva, Gerente de Comunicação e Marketing SEBRAE-RN, Yves Guerra de Carvalho, Gestor do Investe Turismo RN do SEBRAE-RN, Lorena Roosevelt Lima , Gerente da Unidade de Desenvolvimento da Indústria do SEBRAERN, e Leonardo Dantas, da Fundação Rampa.

Todo o levantamento está reunido em um portal em quatro idiomas (Inglês, Francês, Espanhol e Português), que além do mapeamento dos pontos históricos, traz também personagens e fatos curiosos relacionados ao tema, como o caso do açúcar nos tanques de combustível, o rasante no desfile de 7 de setembro e do espião preso em Jacumã. Além desse levantamento, feito por historiadores da Fundação Rampa e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o projeto criou governança ao chamar os principais interessados no tema para debater o assunto e desenvolveu os estudos de viabilidade técnica e econômica do aeroporto Augusto Severo, que será transformado em um Centro Cultural, e do Museu da Rampa.

Militares dos Estados Unidos no Grande Hotel, no bairro da Ribeira – Foto – Getty Image

Além disso, vai utilizar a tecnologia de realidade aumentada para criar mais atrativos nos principais equipamentos turísticos ligados à participação na Segunda Guerra. Monumentos, como a rampa, terão pontos de realidade aumentada em que o turista ao apontar a câmera do smartphone poderá fazer fotos em meio a jipe e soldados virtuais.

“A proposta do projeto é apresentar esses pontos de interesse cultural e histórico das duas cidades, que até então têm sido pouco explorados e passem a ser trabalhados por empresas de receptivo para atrair mais turistas e interessados no assunto”, explica o gestor do projeto, Yves Guerra. O Sebrae também inseriu a temática no edital de economia criativa, que apoiou financeiramente projetos culturais, como o espetáculo ‘Bye, Bye Natal’ e a coleção de três livros ‘A Participação do RN na Segunda Guerra Mundial‘, entre outras iniciativas.

Barracas dos militares dos Estados Unidos em Parnamirim Field – Foto – Getty Image

Diversificação

O projeto Natal & Parnamirim Field já vinha sendo trabalhado há cerca de dois anos e, atualmente, faz parte das ações do programa Investe Turismo, que é promovido pelo Sebrae, Ministério do Turismo, Embratur e Secretaria Estadual de Turismo (Setur). Um dos objetivos do programa é diversificar a oferta turística que vá além do turismo de mar. Por isso, o projeto tomou a participação do RN na Grande Guerra como forma de atrair turistas ao estimular entre o trade turísticos e entes governamentais a criação bem estruturada de um roteiro turístico histórico e cultural em volta da temática.

“Mesmo sendo um episódio histórico bastante conhecido, essa participação na Segunda Guerra nunca foi de fato transformada em oferta turística. Por isso, estamos dando esse primeiro passo para a criação de um roteiro”, ressalta Yves Guerra. Além do portal, o projeto também prevê a publicação de uma websérie de dez vídeos, envolvendo a relação entre o Rio Grande do Norte e a II Guerra Mundial. O primeiro já será apresentado no momento do lançamento do projeto, que terá inclusive a participação do cônsul dos Estados Unidos em Recife (PE), John Barrett.