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COMO ERA A VIDA NA ARMADA DE PEDRO ÁLVARES CABRAL?

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Nada de glamour: marinheiros viviam na imundície, tinham pouca comida e dormiam ao relento.

Por Diogo Antonio Rodriguez

Fonte – https://mundoestranho.abril.com.br/historia/como-era-a-vida-na-armada-de-pedro-alvares-cabral/

FROTA DE RESPEITO

Em 9 de março de 1500, 13 navios da expedição de Pedro Álvares Cabral deixaram Lisboa, levando 1,5 mil homens. Eram três caravelas (naves menores e ágeis, com até 50 toneladas) e dez naus (com até 250 toneladas e capacidade para 200 pessoas). Além do tamanho, a principal diferença era o formato das velas. A caravela foi o trunfo que fez de Portugal uma potência marítima até o século 18. Ela era leve, mudava de direção com agilidade, navegava rápido contra o vento e chegava mais perto da costa do que navios maiores. Outro fator importante para o domínio naval português foi a utilização de caravelas armadas com canhões.

1) JOGO DA VIDA

Entediados pela viagem (cerca de um mês e meio até o Brasil), os marinheiros criavam passatempos. Os preferidos eram apostas, como jogos de cartas e dados. Os padres, responsáveis por manter a moral a bordo, monitoravam a jogatina, celebravam missas e cuidavam dos doentes, já que não havia médicos. Os barbeiros, que aparavam o cabelo e a barba dos marujos, auxiliavam os padres no atendimento aos enfermos.

2) CAMA PRA QUÊ?

Apenas os mais graduados tinham o luxo de um quarto e uma cama. Os marinheiros dormiam sob o castelo da popa, a estrutura mais alta do navio. Como não cabia muita gente ali, o jeito era dormir no convés, ao relento, em frágeis colchões de palha. Os porões eram reservados para guardar água, mantimentos e munição.

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Imagem Alexandre Jubran, via Mundo Estranho

3) DIETA FORÇADA

O cardápio era de matar. O principal item era biscoito água e sal duro (600 g diários). A ração ainda incluía 1,5 litro de água e 1,5 litro de vinho por dia e 15 kg de carne por mês. Calcula-se que seriam necessárias 5 mil calorias por dia nessas condições, mas a alimentação nos navios só fornecia 3,5 mil.

4) APOCALIPSE NAU

A sujeira reinava. Como não havia banheiros, as necessidades eram feitas no mar ou nos porões. Ratos infestavam os navios e transmitiam doenças. A falta de banho também contribuía para tornar a higiene a bordo calamitosa. Não à toa, das 1,5 mil pessoas que embarcaram, apenas 500 voltaram vivas a Portugal.

5) SAÚDE É O QUE INTERESSA

As condições de alimentação e higiene eram precárias e nocivas. A falta de vitamina C causava o escorbuto, doença que provoca perda de dentes, dificuldades de cicatrização, anemia e hemorragias. O contato com bichos a bordo causava diarreia e piolhos. Os males mais frequentes eram enjoos e vômitos. O castigo para quem não cumpria as regras nos navios era ficar no porão, tirando a água que entrava pelo fundo da embarcação.

6) LONGE DE TUDO

A viagem de Cabral foi a primeira a usar sistematicamente o astrolábio. Parecido com uma pequena roda, o aparelho mede a altura do Sol ao meio-dia, a das estrelas à noite e fornece a latitude (posição no eixo norte-sul da Terra). Por outro lado, a medição da longitude (posição no eixo leste-oeste) nunca foi precisa.

Alexandre Jubran Mundo Estranho
Imagem Alexandre Jubran via Mundo Estranho

7) SOY CAPITÁN

Cabral era o capitão-mor da armada, mas cada navio tinha um comandante, que não precisava ser expert em navegação. Os capitães eram pessoas próximas da corte portuguesa e do rei, dom Manuel. A função era cerimonial e diplomática. Quem conduzia os navios eram os pilotos, que dominavam mapas, instrumentos de navegação e ventos. Além de marinheiros e nobres, havia escrivães, registrando tudo. O mais famoso, Pero Vaz de Caminha, relatou ao rei dom Manuel a descoberta do Brasil.

ORDEM NO CONVÉS

A hierarquia nos navios de Cabral

CAPITÃO – Autoridade máxima da embarcação.
PILOTO – Responsável de fato pela navegação. Sabia ler a bússola, as estrelas, os mapas náuticos e o astrolábio.
MESTRE – Dava ordens para marinheiros e grumetes e comandava o funcionamento geral da embarcação.
SOLDADO – Cuidava de armas e munição.
MARINHEIRO – Operário do mar. Fazia tudo no navio, de limpar a subir velas.
GRUMETE – Cumpria funções que os marinheiros não curtiam, como lavar o convés, limpar dejetos e costurar as velas.

FONTES: Sites Projeto Memória, Instituto Camões e VEJA na História, Centro de História Além-Mar (Universidade Nova de Lisboa) e livro Brasil: Terra à Vista, de Eduardo Bueno.

 

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SUPERSTIÇÕES MARINHEIRAS

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Fonte – https://captainkimo.com/hms-bounty-tribute-photo-long-live-the-great-ship/

Quem é do mar já ouviu falar de pelo menos uma dessas superstições marinheiras

Todo marinheiro que se preze tem lá suas superstições. Algumas bastante conhecidas pelo grande público, outras só por quem é realmente do mar. Mar Sem Fim fez uma listagem bem humorada para você conhecer alguma delas.

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro nos conte e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.

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Fonte – http://www.ussslater.org/history/slaterhistory/history_christening.html
  1. Navio seguro é navio batizado…

A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio em questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.

  1. …uma vez só!

Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.

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Fonte – http://www.pandosnco.co.uk/stratheden.html
  1. Sexta não!

Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não s sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.

  1. Todos os ratos a bordo

Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.

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Fonte – http://www.floatingneutrinos.com/Buoyant%20Neutrinos/b%20neutrinos%20images/Ed_places_the_silver_coin_donated_at_the_head_of_the_mississippi_at_the_foot_of_the_mast.jpg
  1. Uma moedinha, por favor

Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.

  1. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado

A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira,e acabaram sendo proibidos de embarcar.

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Fonte – ttps://www.thesun.co.uk/archives/news/1165485/idioms-explained-why-do-people-say-break-a-leg-and-under-the-weather/
  1. Cuidado com o que você deseja

Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.

  1. Assobiar ou não assobiar?

O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.

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Fonte – blog.gkelite.com
  1. Plantas e flores… em terra firme

Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.

  1. Não se deve mudar o nome do barco ou…

Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.

Além das superstições existem as lendas do mar. Mar Sem Fim irá reunir as mais famosas em um próximo post no portal, mas se você já sabe de alguma, nos queremos saber!

FONTE – http://marsemfim.com.br/supersticoes-marinheiras/

O FUZILEIRO DE TAIPU QUE MORREU EM NOVA YORK

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O encouraçado Minas Gerais, a nave de Luiz Leite

Autor – Rostand Medeiros

Hoje é até raro, mas no início do século XX a coisa mais normal para um jovem que desejava sair pelo mundo para conhecer outros povos, cidades e culturas, era seguir a bordo de algum navio. Natal tinha até mesmo uma Escola de Aprendizes de Marinheiros, onde rapazes, muitos deles vindos do sertão, adentravam nesta unidade de ensino da Marinha do Brasil para aprender a arte da marinharia, ter uma profissão digna e sair singrando os sete mares.

Foi o que aconteceu com o jovem Luiz Leite da Câmara, nascido em 1902, na cidade de Taipu. Luiz Leite provinha de uma família de certo prestígio na comunidade, visto ser sobrinho do então Presidente da Intendência de Taipu (cargo atualmente equivalente ao de prefeito), o fazendeiro Rozendo Leite da Fonseca, dono da propriedade Maracajá.

Não consegui apurar como se deu a entrada do jovem Luiz Leite na Marinha. Não sei se ele passou pela antiga Escola de Aprendizes de Marinheiros de Natal, centro de ensino extinto na década de 1940. O certo é que no ano de 1920, quando tinha apenas 18 anos, ele foi servir no chamado Batalhão Naval, o atual Corpo de Fuzileiros Navais, tradicional unidade de elite da nossa força naval.

Se o sonho do jovem de Taipu era conhecer o mundo, ele então se realizou, pois neste mesmo ano ele seguiu como tripulante do encouraçado Minas Gerais, em uma missão para os Estados Unidos, mais precisamente, a cidade de Nova York.

Um Poderoso Monstro de Aço

Para Luiz Leite ser um dos membros do Batalhão Naval nesta grande belonave, em uma missão no exterior, mostra que provavelmente ele deve ter se sobressaído entre seus companheiros, pois fazer parte da tripulação daquele navio era uma verdadeira honra.

Os grandes canhões de 305 mm

Ao ser concluido no estaleiro Elswick Shipyard, em Newcastle-on-Tyne, nordeste da Inglaterra, em janeiro de 1910, o Minas Gerais era considerado por analistas norte-americanos, junto com o encouraçado São Paulo, os dois mais poderosos navios de guerra do mundo. Tanto que a aquisição destas duas naves pelo Brasil desencadeou uma corrida armamentista naval entre nosso país, a Argentina e o Chile.

No mesmo ano que a Marinha do Brasil recebeu o grande Minas Gerais, ele foi palco no dia 22 de novembro da conhecida Revolta da Chibata, quando marinheiros se amotinaram contra os vergonhosos maus tratos ainda existentes nas nossas naves de guerra, que incluíam chicotadas nos marujos.

Líderes da Revolta da Chibata

O Minas Gerais deslocava 19.280 toneladas, tinha 165 metros de comprimento e sua velocidade alcançava 21 nós. Possuía blindagens de proteção que tinha uma espessura que variava de 102 a até 305 milímetros (mm). Seu armamento principal eram 12 canhões de 305 mm, montados em seis torres de tiro independentes. Além destas armas o encouraçado possuía 22 canhões de 120 mm e 8 de 37 mm. Tal poder de fogo fez com que o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina afirmasse que os dois encouraçados brasileiros  tinham poder de fogo suficiente para  destruírem sozinhos as frotas de guerra do seu país e do Chile.

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No dia 15 de julho de 1920, quando o poderoso navio zarpou do Rio de Janeiro em direção aos Estados Unidos, o potiguar Luiz Leite Câmara era um dos cinquenta fuzileiros do Batalhão Naval a bordo, em meio a uma comunidade flutuante de quase mil homens.

Na Terra do Tio Sam

Onze anos depois de construído, o Minas Gerais seguia para a sua primeira modernização, cuja ordem de envio do navio fora assinada pelo então Ministro da Marinha, Joaquim Ferreira Chaves, que por duas ocasiões havia sido governador do Rio Grande do Norte.

Como o Brasil, país na época essencialmente agrícola, não possuía um estaleiro com capacidade para o reparo deste tipo de máquina, a solução foi seguir para o estaleiro da marinha norte-americana (U.S. Navy), localizado no bairro do Brooklyn, em Nova York.

Em 22 de agosto, lentamente o grande e poderoso Minas Gerais deslizava pelas águas do Rio Hudson e logo passava ao lado da Estátua da Liberdade. Depois a sua proa apontou para um trecho do East River, onde se encontrava o seu destino, o estaleiro conhecido na cidade como Brooklyn Navy Yard.

Deve ter sido muito interessante para o jovem da pequena Taipu chegar a esta metrópole com mais de cinco milhões e meio de habitantes no início da década de 1920.

A tripulação do Minas Gerais e ao fundo a sombra da Estátua da Liberdade

O destino da sua nave de aço ficava próximo a Manhattan e a ponte do Brooklyn. Uma posição extremamente privilegiada para quem se encontrava nesta grande cidade.

A função do fuzileiro Luiz Leite e de seus companheiros era a guarda interna do navio. Para todos os efeitos, o Minas Gerais era tecnicamente território brasileiro e sua segurança cabia a guarnição do Batalhão Naval.

Os dias e meses foram passando. Conforme se aproximava o final do ano, a cidade esfriou e finalmente caiu a neve. Com o novo ano de 1921 os trabalhos de restauração e modernização continuaram no Minas Gerais a todo vapor. Entre as modernizações foram instalados armas antiaéreas e novos equipamentos de controle de fogo das baterias de canhões.

Durante o período em que o fuzileiro potiguar esteve em Nova York, ele participou da tropa que representou o Brasil na inauguração da estátua equestre do herói latino americano Simon Bolívar. Este evento, que durou mais de três horas, ocorreu no dia 19 de abril de 1921, no Central Park  e contou com a participação de Warren G. Harding, então presidente dos Estados Unidos.

O Fim

Em 25 de junho de 1921, na primeira página do jornal “A Republica”, aparece uma nota intitulada “A morte de um marinheiro nacional”, onde os fuzileiros Augusto Teixeira de Oliveira e Melchidesech Silva Relly solicitam que o redator do jornal, Eloy de Souza, publique uma nota sobre a morte do fuzileiro Luiz Leite da Câmara.

Nota do jornal “A Republica”, edição de 25 de junho de 1921

Eloy não se nega e o epitáfio é acompanhado de dados sobre o ocorrido e uma pequena biografia do potiguar de dezenove anos.

Eles informam que Luiz Leite faleceu no dia 26 de maio, no hospital naval de Navy Yard, sem ser especificada a causa. Dois dias depois o corpo foi encaminhado para o Cemitério de Cyprus Hill, na Avenida Jamaica, Brooklyn, onde seus restos estão até hoje no túmulo de número 83.

O Cemitério de Cyprus Hill na atualidade

Grande parte da tripulação do Minas Gerais esteve presente. O comandante do Brooklyn Navy Yard, o Contra almirante John C. MacDonald ordenou que para o simples praça do Batalhão Naval brasileiro, fosse realizado um enterro com todas as formalidades de praxe. Uma guarnição armada e a banda do encouraçado Pensilvânia, da marinha americana , se fez presente para prestar as últimas homenagens.

Augusto Teixeira de Oliveira e Melchidesech Silva Relly afirmaram que o fuzileiro potiguar, apesar da pouca idade, era muito respeitado e querido pelo resto da guarnição do Minas Gerais , tanto fuzileiros, quanto os marinheiros.

Em outubro daquele mesmo ano o encouraçado Minas Gerais retornou para o Brasil. Ele seria desmontado na década de 1950.

Em uma recente visita a cidade de Taipu, a cerca de 50 quilômetros, ao buscar resolver outras situações, aproveitei para tentar encontrar algum vestígio desta história. Infelizmente, e talvez por não conhecer ninguém, não descobri nenhuma informação, foto e nem ninguém que soubesse algo sobre este jovem fuzileiro que jamais voltou para casa.

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P.S. – Quem quiser ver os dados do túmulo do fuzileiro potiguar Luiz Leite da Câmara, por favor acesse http://www.interment.net/data/us/ny/kings/cypressnat/index_cach.htm onde encontrarão a seguinte informação – “Camara, Luiz L, d. 05/21/1921, PVT BRAZILIAN NAVY, Plot: POST 83″

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