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A FÁBRICA DE FILHOTES NAZISTAS

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Hitler recrutou crianças e adolescentes alemães para doutriná-los. Um livro analisa os crimes de guerra que eles cometeram e como foram precursores das crianças-soldado

A juventude sob Hitler não podia ser boa. De 1933 a 1945, os jovens alemães foram incorporados em massa à trituradora ideológica e militar do nazismo e muitos se tornaram autores dos crimes do regime.

A cumplicidade genérica da juventude da Alemanha com seu Führer é indiscutível, mas também é verdade que esses meninos e meninas que ofereceram sua alma ao perverso ditador, seduzidos ou forçados, foram de alguma forma, e em maior ou menor grau, dependendo do caso, vítimas. Doutrinados até o indizível, coagidos, intimidados, despojados de sua infância e adolescência, arrancados de suas casas e escolas, muitas vezes entregues pelos próprios pais ao ogro da suástica, os jovens alemães foram usados pelos nazistas, que os tornaram sujeitos de um experimento social atroz, reservatório de suas ideias abomináveis e, em última instância, bucha de canhão para sua guerra com o mundo.

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A principal ferramenta usada pelos nazistas para se apropriar dos jovens alemães e unificá-los em seu credo foi a Juventude Hitlerista (JH), que recebeu o nome em 1926 a partir de formações anteriores, inicialmente ligada às SA (unidades de choque do partido nazista).

Na Juventude Hitlerista serviram 9 de cada 10 jovens alemães. De tipo paramilitar (com belos uniformes – de cor negra e mostarda – e insígnias próprias), era destinada a meninos com idades entre 14 e 18 anos. Para os menores, de 10 a 14 anos, havia um ramo infantil, o Deutsches Jungvolk (DJ), que desembocava naturalmente na Juventude Hitlerista e cujos membros eram chamados de pimpfe. Quanto às meninas, existia a seção feminina da Juventude Hitlerista, a Liga das Meninas Alemãs, com seu próprio ramo para as meninas. Todas usavam saia azul-marinho e uma camisa branca, muito à la mode, de acordo com o gosto nazista, e usavam tranças ou coques.

Uma das meninas mais famosas egressas da Juventude Hitlerista foi Irma Grese, a Bela Besta, a terrível guardiã de campos como Ravensbrück, Auschwitz e Bergen-Belsen.

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A Juventude Hitlerista tornou-se a única organização juvenil da Alemanha a partir de 1936, quando foram proibidas todas as outras. A filiação passou a ser obrigatória por lei em 1939 para todos os adolescentes com idade entre 10 e 18 anos. Da Juventude Hitlerista, que passou de 100.000 membros quando Hitler chegou ao poder (1933) para dois milhões no fim de 1933 e 5,4 milhões em dezembro de 1936, se saía para ingressar no partido (nazista), na Frente Alemã do Trabalho, nas tropas de assalto ou na SS (principal organização militar, policial e de segurança do Reich), ou no serviço da Waffen-SS (corpo de combate de elite da SS) e na Wehrmacht (Exército).

No início de 1939, 98,1% dos jovens alemães pertenciam à Juventude Hitlerista. Entre os que escaparam de suas garras, com grande risco, porque havia pesadas sanções (recorria-se a Heinrich Himmler e sua polícia e à SS para fazer cumprir o serviço), figurava aquele que depois seria escritor e prêmio Nobel de Literatura, Heinrich Böll, com 16 anos em 1933. No entanto, outro autor e também prêmio Nobel, Günter Grass, fez um percurso clássico completo: pimpfe aos 10 anos, auxiliar antiaéreo aos 15 e artilheiro de carro de combate da Waffen-SS aos 17.

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Nosso olhar se dirige a esses jovens frequentemente com uma perturbadora ambivalência. Ficamos espantados e indignados com imagens de jovens multidões ruidosas e entusiasmadas diante do líder, alinhadas em ordem militar, desfilando com arrebatamento marcial, cantando com endemoniada pureza diabólica (como na icônica e impressionante cena de Tomorrow Belongs To Me, do filme Cabaret); os mais fanáticos, incorporados ao combate nas divisões mecanizadas de elite ou na luta política e racial: a juventude que queima livros, persegue e maltratada –e até assassina –os opositores e os judeus nas ruas (ou nos campos de concentração), denuncia seus próprios vizinhos e até mesmo seus pais para a Gestapo.

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Fonte – http://ww2images.blogspot.com.br/2013/04/15-year-old-german-soldier-cries-after.html

Tudo isso indica que este foi um conflito intergeracional. A outra face é a da foto (que foi capa da Life) do soldado de 15 anos, enfiado num casaco muito grande, chorando como o que é, um menino, depois de sua captura em 1945 pelos norte-americanos.

Ou a dos 20 soldadinhos condecorados com a Cruz de Ferro, um deles um “pequeno herói” (como foi batizado pela propaganda) de 12 anos, recebidos no bunker da chancelaria do Reich no dia 19 de março de 1945 por um Hitler já espectral, mas ainda capaz de enviá-los para a morte mais absurda e inútil diante dos tanques russos depois de lhes dar um beliscão na bochecha. “Não voltarão a ser livres pelo resto de suas vidas”, profetizara em 1938 o grande flautista de Hamelin da Alemanha.

O historiador nascido na Alemanha, mas naturalizado canadense Michael H. Kater (Zittau, 1937), um especialista na cultura do Terceiro Reich, doutor em História e Sociologia pela Universidade de Heidelberg e professor da Universidade de York (Toronto, Canadá) acaba de publicar um livro imprescindível sobre a Juventude Hitlerista, organização sobre a qual girou especialmente o esforço dos nazistas para se aproveitar dessa geração alemã.

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Fonte – https://www.amazon.com/Hitler-Youth-Michael-H-Kater/dp/0674019911

Hitler Youth (Juventude Hitleriana) é uma obra tão exaustiva quanto apaixonante e comovente que combina a investigação científica com o relato humano – explica que os acampamentos da Juventude Hitlerista, onde proliferava o sadismo, eram um mau lugar para molhar a cama. E instala em seu centro uma profunda reflexão moral.

“As organizações juvenis, como as Wandervögel, existiam na Alemanha desde a era guilhermina e o início do século”, diz Kater, “elas se voltaram mais para a direita, de acordo com o espectro político geral; na última metade da República de Weimar (1925-1932), quando Hitler estava em alta, membros de grupos de juventude nacionalista simpatizavam secreta ou abertamente com o NSDAP, o partido nazista, embora menos do que com a Juventude Hitlerista, que teve um início fraco e tardio. À medida que os padrões democráticos foram derrubados, uma estrutura com um Führer passou a ser aceitável entre a juventude alemã, e isso facilitou para que todos os grupos juvenis fossem incorporados à Juventude Hitlerista. Isso aconteceu em etapas. Aqueles que resistiram foram forçados a fazê-lo em 1935”. Uma das chaves do sucesso da Juventude Hitlerista é que ela se apresentava como excitante, moderna e progressista.

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Que conceito Hitler tinha da juventude? “No começo, realmente nenhum”, responde o historiador. “Não estava interessado nos jovens porque não podiam votar. Eventualmente Hitler se convenceu de que criar jovens seguidores não era uma má ideia: um movimento milenar deveria ter uma retaguarda”.

Ante a imagem do jovem soldado da Life e a de dois meninos do bunker de Hitler, Michael H. Kater deixa claro seus sentimentos: “Pessoalmente sinto uma imensa compaixão por eles. Para mim, nesse tempo, eram obviamente meninos inocentes que tinham sido explorados por políticos fascistas criminosos”.

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Com a guerra, recorreu-se aos membros da Juventude Hitlerista para ajudarem após os bombardeios das cidades alemãs, o que obrigou meninos de 12, 13 e 14 anos a terem experiências espantosas, desenterrando famílias inteiras carbonizadas. Pior ainda foi o recrutamento para as defesas antiaéreas, em que 200.000 meninos e meninas da Juventude Hitlerista prestaram serviço como pessoal auxiliar de artilharia (Flakhelfer). Saiam das escolas diretamente aos canhões, e muitos sofriam crises nervosas devido ao medo.

Junto a isso, afirma Kater, está o fato de que o doutrinamento da Juventude Hitleriana desempenhou um importante papel nos crimes de guerra da Wehrmacht e das SS, quando esses jovens ingressaram em suas fileiras convertidos em soldados políticos. “É possível identificar dois importantes ingredientes da formação ideológica da Juventude Hitlerista que os jovens transferiram para a Wehrmacht e as SS: um é a crença de que a Alemanha deveria dominar outras partes do mundo, e o outro, a hierarquia racial, que colocava os alemães arianos no cume e os judeus na parte mais baixa”. Um hábito sinistro dos jovens recrutas provenientes da Juventude Hitlerista era o “turismo de execução”: assistir aos assassinatos coletivos de judeus sobre o terreno.

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A Juventude Hitlerista foi realmente útil militarmente?

Kater responde que foi fundamental para que os nazistas pudessem colocar tantas forças no campo de batalha. “Tinham recebido treinamento paramilitar, inclusive antes de março de 1935, quando se introduziu o recrutamento geral, e de setembro de 1939 (início da II Guerra Mundial). É preciso lembrar que o selo distintivo da socialização da Juventude Hitlerista foi a militarização, com os acampamentos, as marchas e os jogos de guerra”. A Juventude Hitlerista, inclusive, tinha áreas especializadas como a naval, a equestre e a de pilotos de planadores, cujos integrantes eram cobiçados por Hermann Göering. “Ao passar a fazer parte das forças regulares da Wehrmacht ou das SS, os jovens da Juventude Hitlerista se misturavam facilmente em suas fileiras e reforçavam sua agressividade”.

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Houve inclusive uma divisão de elite vinculada à Juventude Hitlerista, a 12ª Divisão Panzer Hitlerjugend, formada em 1943 com 16.000 membros da Juventude Hitlerista nascidos em 1926. “Eram combatentes nazistas particularmente fanáticos, tendo sido socializados sem problemas desde os campos da Juventude Hitlerista até as casernas das SS”. A Juventude Hitlerista cometeu crimes de guerra. Também houve membros da organização no supervalorizado Werwolf, a guerrilha nazista que enfrentou a ocupação aliada.

O historiador concorda que os meninos da Juventude Hitlerista com bazucas Panzerfaust tão habituais ao final da guerra como membros do Volkssturm, a milícia popular de último recurso, eram claros precedentes dos modernos meninos soldados. “Desde cedo. No grande conflito prévio, a I Guerra Mundial, o Exército alemão foi muito cuidadoso em não admitir recrutas com menos de 18 anos – por exemplo, o próprio Heinrich Himmler -, inclusive apesar de alguns menores terem entrado furtivamente no exército imperial (como Ernst Jünger). Mas o fenômeno dos meninos soldados é uma marca das últimas fases desesperadas da II Guerra Mundial”. Kater aponta que com os recrutas da Juventude Hitlerista enviados para os Panzer em 1943 e 1944 não se compartilhava cigarros como com os soldados adultos, mas sim… doces.

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Responsabilidade e culpa estão no núcleo do livro de Kater, que, além de ser sobre história, é um livro sobre moral, e inclusive sobre juízo moral. “Qualquer um que escreva sobre a Juventude Hitlerista tem de se ocupar desses temas. É um assunto muito delicado, e responder de maneira satisfatória a todas às perguntas que surgem, impossível”. Ser de origem alemã deve complicar as coisas. “O fato de ter nascido na Alemanha e de ter estado, em 1945, a apenas dois anos de ser incorporado à Juventude Hitlerista provavelmente me faz ser especialmente sensível ao tema. Me considero um democrata liberal de esquerda, e hoje tremo ante o que teria me aguardado como membro da Juventude Hitlerista se a guerra tivesse durado o suficiente. Nascido em 1937, me mudei para o Canadá em 1953 e me converti em cidadão canadense, deixando para trás de propósito minha nacionalidade alemã. Graças a Deus o Canadá é uma terra de tolerância e integração. Não existe Marine Le Pen aqui, nem Trump, nem NSDAP”.

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Percebe-se no livro uma tensão entre a visão do historiador – e seu impecável exame dos pecados das Juventudes Hitlerianas – e a compaixão ante determinados casos dessa juventude abreviada.

Qual é a avaliação final de Kater?

Vítimas e perpetradores?

“Sim, ambas as coisas. É preciso diferenciar entre adolescentes suficientemente mais velhos para aceitar responsabilidade (e inclusive culpa) por certas atitudes e ações, e meninos que em um tribunal de justiça, inclusive em um nazista, deveriam ter sido considerados inocentes. Obviamente, essas duas categorias sempre se sobrepõem, e quem pode dizer onde estão os limites claros?”.

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A Juventude Hitlerista não teve muita sorte – se é possível se dizer assim – com seus dois líderes: Von Schirach (julgado em Nuremberg) e Artur Axmann. “Ambos foram personagens impessoais na maquina nazista e intercambiáveis no que diz respeito à Juventude Hitlerista. Nenhum tinha carisma, eram meros funcionários. Schirach, não muito brilhante, era particularmente vazio, mas com enormes pretensões, mais culturais do que políticas. Axmann ao menos havia lutado na guerra, na frente do Leste, onde foi gravemente ferido e teve o braço direito amputado”.

O líder das Juventudes Hitlerianas pediu a seus rapazes e moças que defendessem Berlim até o fim: mantiveram abertas as pontes sobre o rio Havel para que escapassem os faisões dourados nazistas, os hierarcas, entre eles o próprios Axmann.

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Nem toda juventude alemã seguiu Hitler. Houve dissidentes. Individuais e em grupo. Como os Jovens do Swing, atraídos pelo jazz norte-americano, as gangues (era difícil ser rebelde sem causa na Alemanha nazista) e os integrantes do grupo de resistência da Rosa Branca.

O historiador aborda em profundidade um tema característico da Juventude Hitlerista: o gênero. “Sempre houve no partido nazista duas tendências, uma que queria que as meninas e mulheres fossem colocadas em massa para trabalhar, especialmente em tempo de guerra, e a outra que esperava que se dedicassem a ser amas do lar e paridoras de nazistas. Hitler pertencia ao segundo grupo. Albert Speer e Joseph Goebbels, ao primeiro. Em última instância, Hitler ganhou. Inclusive as mulheres nazistas que se revoltaram contra isso foram rapidamente silenciadas. Assim como as feministas na Juventude Hitlerista. A ala feminina, a BDM – cuja saída militar poderia ser a de ajudantes nos distintos ramos das Forças Armadas -, tinha que obedecer sempre aos membros masculinos, inclusive as líderes”.

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Fonte – http://www.deviantart

O assunto do sexo é bastante sinistro.

“Apesar da ideologia oficial que afirmava que as mulheres deveriam ser honradas e que o sexo era só um catalizador necessário para a reprodução eugênica, os nazistas (homens) se aproveitavam de suas posições hierárquicas para explorar sexualmente meninas e mulheres. Na Juventude Hitlerista havia jovens (com energia e libido alta) muitas vezes bonitos (uma boa isca para a luxuria) misturados com uma estrutura autoritária, onde sempre havia alguém que podia mandar e outro que não estava autorizado a dizer que não, a promiscuidade era muito alta”. De fato, o acrônimo da Liga das Meninas Alemãs, BDM, passou a ser lido como Bund Deutscher Matrazen (liga de colchões alemães) ou Bubi Drück Mich (vamos rapaz, me aperte forte).

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Fonte – http://dachaukz.blogspot.com.br/2011/03/my-own-surrender-to-3rd-us-army-9th-may.html

Qual é o legado da Juventude Hitlerista?

“Depois da guerra, praticamente todo mundo havia feito parte delas e podiam se sentir envergonhados ou culpados, então não se falava do tema. Os de ultradireita são uma exceção, claro”. 

AUTOR – Jacinto Antón

FONTE – http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/01/internacional/1478025759_957657.html

O QUE DEVE FAZER O URUGUAI COM A ÁGUIA NAZISTA DO ADMIRAL GRAF SPEE?

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A controversa águia do Graf Spee – Fonte – http://www.bbc.com

Troféus de guerra normalmente não são tão imponentes como a estátua de bronze sólido da foto acima. Este objeto uma vez adornou o encouraçado de bolso Admiral Graf Spee, um famoso navio de guerra alemão, que afundou vários navios mercantes aliados no Oceano Atlântico, até ser afundado pela sua própria tripulação no Rio da Prata, no Uruguai, em 1939.

Esta águia de bronze, empoleirada sobre uma suástica, cujo desenho foi um projeto pessoal do próprio Hitler, pesando entre 350 e 400 quilogramas, foi resgatada da popa Graf Spee em 2006 por uma equipe de mergulhadores britânicos.

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Admiral Graf Spee em 1937 – Fonte – http://www.maritimequest.com

Muitos imaginavam que o artefato havia se perdido para sempre quando o Graf Spee afundou, mas hoje ninguém parece muito bem saber o que fazer com ela.

Nunca a Segunda Guerra Mundial chegou tão perto da América do Sul como em 13 de dezembro de 1939, quando três cruzadores da Marinha Real desafiaram a nave alemã Admiral Graf Spee ao largo da costa uruguaia. Este encouraçado, um dos mais modernos navios de guerra do mundo em sua época, travou uma batalha naval implacável e feroz contra os britânicos, fato que ficou conhecido como a Batalha do Rio da Prata. Seriamente danificado após a luta, o Graf Spee seguiu para o porto de Montevideo, capital do Uruguai.

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O Graf Spee e a água no seu casco – Fonte – http://www.maritimequest.com

Dias depois, com a negação da ampliação do tempo de permanência do barco no porto uruguaio, o comandante do navio, o Kapitän zur See Hans Wilhelm Langsdorff (20 de março de 1894 – 20 de dezembro de 1939) ordenou o afundamento de sua nave diante de uma Montevideo extasiada. A inteligência britânica o enganou com falsas informações que uma poderosa força da Marinha Real estava ao largo da costa uruguaia pronta para destruir seu navio.

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A nave alemã em sua última navegação, diante de um grande número de uruguaios – Fonte – http://www.maritimequest.com

Acreditando não ter condições de travar um combate desigual, além de querer evitar que os inimigos se apossassem dos segredos do seu navio e de provocar uma mortandade desnecessária entre seus homens, Langsdorff deu a ordem que selou o destino do Graf Spee. O capitão se matou logo em seguida e a nave queimou por três dias antes de finalmente afundar.

O impressionante símbolo bronze do Terceiro Reich, com quase nove pés de largura, é um objeto único. A única outra estátua confeccionada com a mesma finalidade está junto do que sobrou do encouraçado de bolso alemão Bismarck, que afundou noTerceiro Reich, em 1941.

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O fim – Fonte – http://www.maritimequest.com

Embora a peça, logo depois que foi recuperada, tenha sido brevemente exposta no saguão de um hotel em Montevidéu, nos últimos anos o artefato esteve sob a custódia da Marinha do Uruguai e isso vem gerando um longo debate sobre o que fazer com os artefatos nazistas recuperados do naufrágio do Graf Spee.

De acordo com um homem de negócios uruguaio chamado Alfredo Etchegaray, um dos responsáveis pela sua recuperação, o resgate de objeto no naufrágio do Graf Spee levou 30 anos entre pesquisas e recuperação e custou cinco milhões de dólares. Já a Suprema Corte do país lhe concedeu 50 % da propriedade da peça, com o governo uruguaio mantendo os direitos sobre a outra metade. Etchegaray está esperando um retorno do seu investimento através da venda ou exposição da escultura, mas o governo parece relutante em fazê-lo.

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A águia nazista exposta em um hotel da capital uruguaia

O Governo do Uruguai pode está inquieto sobre a estátua, pois muitos criminosos de guerra nazistas fugiram para a América do Sul após a conclusão da guerra.

O Uruguai – e outros países latino-americanos como a Argentina e o Brasil – se tornaram os destinos de muitos criminosos de guerra nazistas após o fim do Terceiro Reich. Aribert Ferdinand Heim, um infame médico da SS, chamado Dr. Morte por suas vítimas nos campos de concentração nazistas, viveu clandestinamente no Uruguai até 1983 e Adolf Eichmann, conhecido como o autor do Holocausto, foi localizado pela inteligência israelense na Argentina em 1960.

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O Kapitän zur See Hans Wilhelm Langsdorff – Fonte – http://www.maritimequest.com

Além do mais, na época do seu resgate do fundo do mar, quando a águia foi exibida pela primeira vez em Montevidéu, a embaixada alemã no Uruguai reclamou e pediu ao governo para evitar que exibisse “parafernália nazista”.

Etchegaray acredita que seu país continua está sendo pressionado pela Alemanha a manter a controversa peça fora da vista do público. “-Por que não deveria ser exibido publicamente, de forma adequada, é claro, com a explicação histórica?” argumentou o investidor uruguaio em uma entrevista para o Global Post. “-Isso é o que acontece com o Coliseu romano, com instrumentos de tortura utilizados pela Inquisição. Há também museus sobre a Inquisição espanhola e até mesmo antigos campos de concentração nazistas são visitados”.

“-Se o governo quer enterrar esta estátua eles têm o direito de fazer isso, mas nós também temos o direito de receber metade do dinheiro para isso”, acrescentou Etchegaray.

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Fonte – http://www.breitbart.com

Jose Enrique Gomensoro, negociante de arte de Montevidéu, está esperando para vender a parte do empresário, onde espera arrecadar quinze milhões de dólares e já teria recebido ofertas. Etchegaray garantiu ao Global Post que encontrar um comprador não será um problema, “-É muito difícil dizer quanto alguém pode pagar para conseguir a peça. Pode depender do capricho de um único arrematador”.

William Rey Ashfield, um ex-chefe da Comissão de Património Nacional, pensa que quinze milhões de dólares é um preço muito alto, mas reconhece o valor único da estátua. “-Pode ser uma boa atração para um museu, mas é uma peça controversa, que muitas pessoas também irão rejeitar. É uma batata quente, acrescentou.”

Quando Guido Westerwelle, então ministro das Relações Exteriores da Alemanha, visitou o Uruguai em 2010, pediu para que a águia não fosse vendida para colecionadores particulares, temendo que o artefato fosse usado para glorificar o Terceiro Reich nas mãos de neonazistas. Rey Ashfield acredita que o Governo da Alemanha continua agindo nos bastidores e buscando que esta peça fique guardada.

Todas as partes parecem concordar que exibir uma águia de bronze com uma suástica nazista sob suas garras, não seria tão fácil como exibir uma peça de tecnologia de navegação do Graf Spee. Mas até que uma resolução venha a ser declarada, a estátua continuará armazenada em um depósito da Marinha do Uruguai.

E você, o que acha que deve ser feito deste artefato?

 


FONTES

https://www.thevintagenews.com/2016/01/08/45074/

http://www.bbc.com/news/world-latin-america-30471063

BENTO XVI E O NAZISMO: O QUE ESSA FOTO NOS REVELA?

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Já faz um certo tempo que essa imagem vem circulando na web, muitos questionadores da Igreja Católica a consideram como uma prova que o Papa Emérito Bento XVI é nazista. Será mesmo?

Não é preciso estudar muito a fundo o nazismo para saber que o ingresso à Juventude Hitlerista e o serviço militar eram obrigatórios no tempo que o futuro papa serviu. Essa imagem nada mais é do que uma foto dele usando um uniforme obrigatório. Na Alemanha Nazista, o simples ato de não fazer a tradicional saudação “Heil Hitler!” poderia significar um passaporte direto para um campo de concentração. Antes de ser uma manifestação de ódio, fazer parte da Juventude Hitlerista era uma boa maneira de evitar grandes problemas. 

Se, de fato, Beto XVI tiver qualquer pensamento semelhante ao nazismo, ele também não tem tanta culpa disso, pois sua infância foi regada por extrema propaganda e alienação profunda dentro do Terceiro Reich.

A Igreja Católica ao longo de vários séculos cometeu muitas atrocidades. Até mesmo na Segunda Guerra Mundial, se omitiu à causa judaica e chegou a ajudar nazistas a fugir dos tribunais.Entretanto, a mesma História que pode ser usada para criticar a sua igreja, também deve ser usada para evitar reducionismos por causa de uma simples foto. Quem se interessar pela história pessoal de Joseph Ratzinger vai descobrir que a própria família dele não simpatizava com o nazismo.

A artilharia anti aérea alemã na Segunda Guerra Mundial utilizou muitos jovens como estes na foto
A artilharia anti aérea alemã na Segunda Guerra Mundial utilizou muitos jovens como estes na foto

Se você é criado numa família cristã, tende a ser cristão, e mesmo que não seja, seus pais te obrigarão a fazer eucaristia e afins. E se você tem uma foto de criança com um crucifixo, não significa que você é católico. Foi assim na Alemanha, a “pátria mãe” obrigou seus filhos a seguir a doutrina nazista. E se um papa tem uma foto infantil com uma farda nazista, não significa que ele é nazista.

Fonte – http://www.historiailustrada.com.br/2014/03/bento-xvi-e-o-nazismo-o-que-essa-foto.html#.U0W5DfldV5J

A INCRÍVEL DESCOBERTA DE 1.500 VALIOSAS OBRAS DE ARTE ROUBADAS PELOS NAZISTAS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Hitler só gostava de arte clássica
Hitler, tendo a sua direita o ditador fascista italiano Mussolini, só gostava de arte clássica

Um  Verdadeiro e Grandioso Tesouro em Obras de Artes Estavam Escondidas no Apartamento de um Idoso de 80 Anos, Atrás de Latas que Continham Comida Podre

Em 2011, fiscais aduaneiros alemães, em continuação a uma verificação de rotina, descobriram em um apartamento no bairro de Schwabing, Munique, um tesouro com 1.500 obras realizadas pelos melhores pintores do período entre as guerras mundiais do século XX.

Com o valor estimado em quase um bilhão de euros, acreditava-se que estas obras estavam perdidas. Mas estavam escondidos atrás de latas de macarrão, frutas e feijão, já apodrecidas.

São obras realizadas por artista do porte de Pablo Picasso, Marc Chagall, Emil Nolde, Henri Matisse, Max Beckmann, Renoir, Franz Marc, Otto Dix, Paul Klee, Oskar Kokoschka , Ernst Ludwig Kirchner e Max Liebermann.

Esta semana a revista semanal alemã Focus revelou toda esta incrível e surpreendente história de sua recuperação. É como o enredo de um filme de suspense.

“Arte Degenerada”, Para Hitler, Mas Cobiçada Por Muitos Nazistas

Munique, 1937, Hitler e Josef Goebbels, seu terrível ministro da propaganda, realizaram uma exposição conhecida como “Arte Degenerada”. Hitler gostava de um estilo clássico, de pinturas românticas, que idolatrava a sua visão do que ele acreditava ser o super-homem alemão. E seu gosto tinha de ser obrigatoriamente absolvido por aqueles que lhe seguiam. Dezenas de milhares de alemães visitaram a exposição “Arte Degenerada”, para ver seus líderes lhes dizerem o que deviam, ou não, gostar em relação à arte.

Hitler diante de obras que ele considerava como  “arte degenerada”, que ordenou retirar dos museus alemães.
Hitler diante de obras que ele considerava como “arte degenerada”, que ordenou retirar dos museus alemães.

Definitivamente o impressionismo, o cubismo e o modernismo não tinha lugar no Terceiro Reich.

Apesar desta aversão de Hitler por estes estilos de pintura, muita gente que participava das altas rodas do Regime Nazista, apreciavam este tipo de arte.

Já era fato conhecido na época que muitas das melhores coleções de obras de arte da Europa, organizadas e montadas ao longo de décadas, estavam nas mãos de judeus. Diante do avanço e da brutalidade do Regime Nazista, temendo por suas vidas, muitos destes judeus entregaram por pouco, ou nenhum dinheiro, grandes clássicos realizados por Matisse, Picasso, Renoir e outros.

Quem adquiria primariamente este material eram membros medianos do regime, mas que possuíam conexões com o setor de transportes do Reich. Em troca das obras, os antigos proprietários recebiam passagens para países distantes e salvavam suas vidas. Normalmente este contrato era cumprido. Mas não por benevolência, ou gratidão.

Hitler e Hermann Göring, seu obeso comandante da aviação militar nazista, apreciando um quadro.
Hitler e Hermann Göring, seu obeso comandante da aviação militar nazista, apreciando um quadro.

Isso ocorria porque estes funcionários medianos revendiam estas obras a membros de escalões superiores da cúpula nazista, que pagavam preços muito elevados pela sua nova aquisição. Certamente estes últimos não ficariam nem um pouco satisfeitos se descobrissem que pagaram um valor elevado por uma obra de arte, que havia sido conseguida por uma ninharia de um judeu.

Mas havia pessoas que, mesmo sem receberem do Partido Nazista uma maior atenção, também se aproveitavam desta situação. Um deles foi Hildebrand Gurlitt.

O Aproveitador

Este era um dos historiadores de arte mais respeitados na Alemanha no momento em que Hitler chegou ao poder em 1933. Ele continuou a ter sua licença de revendedor de arte durante o regime nazista, mas foi inicialmente odiado pelos novos governantes por ser especialista em arte moderna e ter uma avó judia.

Entre as obras recuperadas em Munique está este quadro do francês Henri Matisse.  Os historiadores de arte estão empolgados com a descoberta de uma pintura de Matisse esta.
Entre as obras recuperadas em Munique está este quadro do francês Henri Matisse. Os historiadores de arte estão empolgados com a descoberta de uma pintura de Matisse esta.

Apesar deste último e terrível agravante para os nazistas, eles também precisavam de Hildebrand, pois ninguém tinha os contatos que ele possuía com outros colecionadores, dentro da Alemanha Nazista e fora.

Quando a guerra começou ele participou de um intenso intercâmbio artístico para nutrir o grande museu que Hitler pretendia construir na cidade austríaca de Linz, onde nasceu. Este Führermuseum quimérico abrigaria a maior coleção de arte do mundo.

 Hildebrandt Gurlitt
Hildebrandt Gurlitt

De acordo com a revista Focus, conforme Hildebrand assumia uma melhor posição junto aos próceres nazistas, teve maior facilidade em adquirir centenas e centenas de valiosíssimas obras de arte a preços medíocres.

No final da guerra, Hildebrand Guirlitt afirmou as forças Aliadas que o terrível bombardeio efetuado pela RAF contra a cidade alemã de Dresden, em fevereiro de 1945, havia destruído toda a sua valiosa coleção na casa da família, em Kaitzer Strasse.

Obra do pintor Max Beckmann foi uma das pinturas recuperadas.
Obra do pintor Max Beckmann foi uma das pinturas recuperadas.

Tudo que Hildebrand Guirlitt narrou aos Aliados foi dado crédito. Suas raízes judaicas e a raiva inicial dos nazistas com aquele especialista em artes, fez com que ele se tornasse aos olhos dos Aliados uma vítima e não um aproveitador da desgraça alheia. Ele nunca foi acusado de obrigar judeus a vender suas coleções de arte por tostões.

Hildebrand morreu em um acidente de carro no ano de 1956.

O Herdeiro

Em setembro de 2010, autoridades aduaneiras alemãs realizaram uma verificação durante a viagem de um trem entre Munique e a Suíça. Em meio ao trabalho de rotina eles encontraram Cornelius Gurlitt, um ancião com 80 anos, único filho sobrevivente de Hildebrand.

1945 - Soldados americanos recuperando obras uma pintura roubada pelos nazistas. Os aliados acreditaram em  Hildebrandt Gurlitt.
1945 – Soldados americanos recuperando obras uma pintura roubada pelos nazistas em uma mina. Os aliados acreditaram em Hildebrandt Gurlitt.

Percebendo que este parecia nervoso, os oficiais alemães decidiram dar uma verificada. Eles descobriram que aquele velhinho tinha um envelope contendo 9.000 euros em dinheiro vivo, dividido em 18 notas de 500 euros, além de um estoque de envelopes vazios.

É normal que muitos alemães abonados realizem ilegalmente depósitos em dinheiro nos “prestimosos e infalíveis” bancos suíços, tão conhecidos dos nossos políticos em Brasilia. Isso tudo com a intenção de fugir das altas taxas de tributação sobre as suas poupanças em sua pátria. Consequentemente a parada e controle sobre estas pessoas é comum nas fronteiras alemãs. E tem gente que pensa que só no Brasil se busca burlar o leão do fisco.

Realizando verificações sobre Cornelius, os guardas descobriram que ele nunca tinha trabalhado, não tinha qualquer conta bancária oficial, pensão, seguro de saúde e seguro de vida. Aquele homem não estava registrado junto à polícia (obrigatório na Alemanha), ou junto às autoridades fiscais e não tinha passaporte. Segundo estas mesmas autoridades “-Cornelius Gurlitt era um homem que não existia”.

Os fiscais então emitiram um mandado de busca para vistoriar o apartamento alugado de Cornelius.

Um Valioso Tesouro No Meio da Comida Podre

Ao chegarem ao local na primavera de 2011, no bairro Schwabing, ao norte de Munique. Lá os funcionários aduaneiros encontraram um apartamento cheio de lixo, comida podre, uma montanha de garrafas e latas de comidas já vencidas de macarrão, frutas e feijão. Atrás destas latas, ao lado de uma janela gradeada, havia várias caixas empoeiradas e dentro delas um enorme tesouro de valor artístico e econômico.

O edifício onde se localiza o apartamento que continha o tesouro artístico.
O edifício em Munique onde se localiza o apartamento que continha o tesouro artístico.

Um porta-voz da alfândega acrescentou: “-Nós fomos para o apartamento esperando encontrar alguns milhares de euros não declarados, mas ficamos impressionados com o que encontramos. Do chão ao teto, do quarto ao banheiro, eram pilhas e pilhas de comida velha, em latas velhas, grande parte delas ainda dos anos de 1980. E por trás de tudo estavam estas obras de arte no valor de centena de milhares de euros”.

A busca no apartamento e a apreensão das peças duraram vários dias, durante os quais Cornelius não ofereceu a mínima resistência. Mas, de forma controversa, os fiscais proibiram a divulgação de maiores informações sobre a apreensão, até a recente divulgação da revista Focus.

As autoridades afirmaram que o governo alemão tem tentado encontrar os herdeiros destas obras de arte ao redor do mundo. É um trabalho árduo, pois são muitos esboços, pinturas a óleo, a carvão, litografias e aquarelas.

Capa da revista alemã Focus sobre a descoberta das obras de arte mantidas. Grande trabalho jornalistico.
Capa da revista alemã Focus sobre a descoberta das obras de arte mantidas. Grande trabalho jornalistico.

Sempre de acordo com a revista alemã Focus, as obras de arte estão agora em um cofre do Serviço de Alfândega da Baviera, em Garching, perto de Munique, onde uma equipe de especialistas está tentando encontrar os herdeiros dos legítimos proprietários.

Enquanto isso os promotores alemães acusaram Cornelius Gurlitt de evasão fiscal, por vender muitas outras obras de arte ao longo dos anos para viver.

A revista Focos informou que os investigadores encontraram um livro de registros bancários, com contas de poupança, onde Cornelius possui cerca de quinhentos mil euros. Fruto da venda destas obras de arte ao longo dos anos.

Ironicamente, embora Cornelius possa enfrentar prisão por evasão fiscal e lavagem de dinheiro, a legislação alemã deixa em aberto a possibilidade de muitas destas pinturas serem devolvidas para ele, se seus legítimos herdeiros não forem encontrados.

NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE ESTE CASO, VEJA NO BLOG CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE – http://www.culturadorn.com.br/?p=331#more-331

Fonte – http://www.dailymail.co.uk/news/article-2486251/Discovered-Billion-pound-art-collection-seized-Nazis-ordered-destroyed-discovered-rotting-food-dishevelled-Munich-apartment.html

– http://cultura.elpais.com/cultura/2013/11/03/actualidad/1383505840_170909.html