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O AVIÃO DA FOTO – MEMÓRIAS FOTOGRÁFICAS DA SEGUNDA GUERRA NO NORDESTE DO BRASIL

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O Curtiss P-40E-1 da Força Aérea Brasileira (FAB) acidentado no Campo do Pici, Fortaleza, durante a Segunda Guerra Mundial.

Rostand Medeiros – Escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte IHGRN

Já faz algum tempo que eu consegui e mantenho algumas ótimas amizades com cidadãos estadunidenses que tiveram antepassados baseados no Nordeste do Brasil durante seus períodos de serviço ativo na Segunda Guerra Mundial.

Entre eles está Bill Bray, cujo sogro serviu na Marinha dos Estados Unidos (US Navy), ficando baseado entre Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Ele tinha uma função na área de fotografia aérea da aviação naval e nas suas horas vagas gostava de fotografar as facetas da guerra, as paisagens e as pessoas do grande e exótico país tropical da América do Sul onde viveu por alguns anos.

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O mesmo avião em foto da coleção do Sr. Paulo J. Pinto. Através de Bill Bray.

Recentemente Bill me enviou a foto da aeronave que abre este artigo e me perguntou se conhecia algo sobre o que a imagem mostrava[1].

As indicações da foto apontavam para um acidente ocorrido em Fortaleza, no Campo do Pici, ou o Pici Field para os americanos. Mas sem maiores dados.

Além da foto realizada pelo seu sogro, ele fez a gentileza de me enviar duas fotos da coleção do Sr. Paulo J. Pinto, a quem não conheço. Bill me informou ser um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), atualmente aposentado, e estas últimas fotos teriam sido obtidas em um arquivo de fotos da Força Aérea dos Estados Unidos. 

Então fui procurar informações para ajudar este amigo!

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Coleção do Sr. Paulo J. Pinto. Através de Bill Bray.

Um Grande Avião

Sem maiores problemas sabemos que a aeronave clicada é um caça Curtiss P-40, considerada uma das aeronaves mais facilmente reconhecíveis entre tantas que participaram da Segunda Guerra Mundial. E tudo graças aos dentes brancos perolados pintados dentro de uma imensa boca de tubarão vermelha no nariz da aeronave.

Podemos ver que a aeronave em questão realizou um pouso de “barriga” em uma área sem asfalto, provavelmente devido a algum defeito em seu trem de pouso. E pela foto podemos deduzir que o piloto era bom!

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O mesmo avião envolvido neste acidente, em um interessante desenho artístico – Fonte – http://www.britmodeller

 

Das três pás da hélice do P-40 apenas duas estão retorcidas, apontando que o avião tocou o solo e se arrastou a baixa velocidade, empenou duas das pás da hélice e a terceira travou intacta. Pelo rastro no solo, na dianteira do P-40, dá para ver que o avião rodopiou e se deslocou para trás por alguns metros.

Em relação ao avião da foto ele é um dos seis P-40E-1 entregues pelos Estados Unidos no primeiro semestre de 1942, através dos acordos Lead Lease. Um detalhe – O Brasil foi o país latino americano que mais aproveitou destes acordos. Entre março de 1942 e o fim do ano fiscal de 1947 chegaram US$ 357.006.600,90 em equipamentos bélicos e dinheiro para construção de bases de apoio logístico.

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O avião “01” em outro interessante desenho – Fonte – tropasearmas3.xpg.uol.com.br

Os especialistas em aviação histórica brasileira afirmam que estes seis aviões recebidos pela FAB eram da versão P-40E-1-CU. As informações apontam que estas aeronaves eram novas, “0 km”, e seriam destinadas a uma encomenda da Royal Air Force (RAF) para proteger os céus do ainda imponente Império Britânico. Tanto assim que estes P-40E-1 chegaram a Natal ostentando suas matriculas originais (iniciadas pelas letras “ET”) e a típica pintura que esta força aérea utilizava em seus caças durante a Segunda Guerra. Eles também vieram da fábrica dos Estados Unidos com as famosas bocas de tubarão.

Consta que estes seis P-40 foram desviadas para o Brasil para cumprir compromissos dos Estados Unidos em relação ao reequipamento das Forças Armadas brasileiros e o processo em questão tinha urgência.

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Desenho do “01” enviado por Bill Bray.

Andei pesquisando sobre a origem destes P-40E-1, consultando sites que possuem extensas listagens da fabricação destes aviões pela empresa Curtiss-Wright Corporation Airplane Division em Buffalo, Nova York. Descobri que as aeronaves P-40E-1 e suas variantes que não foram utilizados pelos Estados Unidos, foram oficialmente enviados aos ingleses, russos, australianos e até aos neozelandeses. Produziram-se 1.512 P-40E-1 e, ao menos oficialmente nas listagens da fábrica Curtiss, nenhum deles veio para o Brasil.

Então como estes seis chegaram a Natal?

Apenas mais uma “magica” da burocracia militar. Alguém com mais estrelas e galões achou que o Brasil deveria receber seis P-40E-1 naquele momento e assim foi feito.

Em Ação No Litoral

Em 7 de agosto de 1942 aconteceu o primeiro voo de um P-40E-1 na Base Aérea de Natal. Estes aviões então passaram a fazer parte do inventário do “Agrupamento de Aviões P-40”, uma das primeiras esquadrilhas de caças operacionais da FAB. A partir de 24 de dezembro de 1942 esta esquadrilha seria denominada “Grupo Monoposto-Monomotor”.

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P-40, uma grande aeronave.

Primeiramente estas aeronaves receberam uma numeração na FAB que ia de 01 á 06 e posteriormente receberam as numerações de quatro dígitos da jovem Força Aérea Brasileira. No caso destes aviões foi de 4020 á 4025.

Empregados entre 1942 e 1954, os P-40 da Força Aérea Brasileira foram as primeiras aeronaves capazes de realizar missões de caça e defesa aérea no Brasil durante a Segunda Grande Guerra. Nesse primeiro semestres de 1942 estes P-40E-1 iniciaram as chamadas “Coberturas aéreas”, ou seja, o acompanhamento de navios que viajavam fora de comboios e próximos a costa dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além do patrulhamento marítimo e ações armadas no caso de aparição de alguma nave inimiga.

Sabemos através da leitura do livro História da Base Aérea de Natal (Ed. Unigversitária, Natal, 1980), de autoria do coronel aviador Fernando Hippólyto da Costa, que no dia 1 de outubro de 1942 o navio Almirante Jaceguay, da Marinha do Brasil, saiu do porto de Natal para uma missão de apoio a guarnição da Marinha na cidade de Macau, na costa do Rio Grande do Norte. Quem acompanhou este velho navio realizando a sua proteção aérea durante duas horas e trinta minutos de voo foi o major aviador Ernani Pedrosa Hardman. Ele utilizou o avião monomotor de caça P-40E-1, com o número 01 pintado na cauda. O mesmo da foto que abre este texto.

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O Ministro da Aeronáutica Salgado Filho (de terno branco) e oficiais da recém criada FAB no Campo dos Afonsos-RJ em 1942. Foi nesta época que a aeronave da foto chegou a Natal.

O mesmo major Hardman já havia realizado outros voos de patrulha, inclusive o primeiro utilizando os P-40E-1 de Natal, fato que ocorreu no dia 18 de agosto de 1942 e a aeronave foi o mesmo de numeração 01[2].

Se analisarmos com atenção não se pode deixar de comentar que essas missões mostram claramente como era precária a situação das forçar armadas brasileiras em termos de meios operacionais naquela época.

Almirante Jaceguay era um navio hidrográfico construído em 1917, com 815 toneladas, cujo funcionamento de seu motor era a carvão e tinha 87 metros de comprimento. Mas com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial o velho Jaceguay foi armado com dois canhões de 47 mm, 16 cargas de profundidade e foi reclassificado como uma “corveta”. Se o navio não tinha tanta capacidade de combate, a ideia de se colocar um P-40E-1 armado apenas com metralhadoras e bombas leves para atuar contra um submarino nazifascista era muito mais simbólica do que prática. Para uma missão como aquela conseguir algo mais efetivo o major Hardman deveria está em um avião como o Grumman TBF Avenger, equipado com cargas de profundidade modelo Mark-17, com 300 kg de explosivos TNT.

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Carga de profundidade modelo Mark-17 – Fonte – NARA.

Mas se a realização da missão era limitada em termos bélicos, isso nada desmerece a coragem e a vontade de lutar daqueles brasileiros. Principalmente quando observamos que, segundo relatos de pesquisadores alemães e suecos, no dia 1 de outubro de 1942, a cerca de 300 milhas náuticas da costa do Maranhão, o submarino alemão U-514 espreitava as aguas do Atlântico Sul atrás de novas vitimas. Esta nave era comandada pelo Kapitänleutnant Hans-Jügen Auffermann, estava no seu 48º dia de patrulha de combate, após haver saído da cidade alemã de Kristiansand no dia 15 de Agosto de 1942.

Até o dia do voo do major aviador Hardman para proteger o Almirante Jaceguay o submarino U-514 já tinha afundado quatro navios de carga (dois brasileiros e dois ingleses) e danificado um (canadense) entre a região de Trinidad e a foz do rio Amazonas. No dia 12 de outubro o U-514 afundaria um navio de carga americano, depois estenderia sua patrulha até a costa do Ceará e então retornaria para Alemanha[3].

Flying Tigers

Observando o livro do coronel Fernando Hippólyto da Costa encontrei uma listagem de missões dos aviões da FAB em Natal no ano de 1942 e descobri que o P-40E-1 da foto era quase sempre utilizado pelo major aviador Hardman, comandante da esquadrilha, e pelo capitão aviador Roberto Faria Lima. Talvez um deles tenha realizado com sucesso a aterrissagem forçada em Fortaleza e cuja aeronave foi fotografada pelo sogro de Bill Bray.

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Infelizmente não pude atender ao pedido do meu amigo norte-americano. Especificamente sobre o acidente da foto nada tenho. Mas aparentemente as avarias foram leves, pois no livro História da Base Aérea de Natal encontrei a indicação que o 01 continuou na ativa.

Em 24 de setembro de 1945, com o fim da guerra e da importância de Natal como ponto estratégico, cinco dos P-40E-1 foram enviados para a Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e depois para Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul. Entre eles estava o P-40E-1, número da FAB 4020, o velho 01 da foto.

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Segundo autores aeronáuticos um dos aviões que chegaram a Natal em 1942 foi destruído em Recife, em uma instrução de voo.

Foi entre dezembro de 1941 e julho de 1942 que a esquadrilha Flying Tigers, comandados pelo general Claire Lee Chennault, tornou famoso o caça P-40 e sua icônica pintura de boca de tubarão. Esta era uma unidade de pilotos voluntários americanos oficialmente denominados American Volunteer Group (AVG), que foram contratados pela Força Aérea Nacionalista da China de Chiang Kai-Shek para lutaram contra os japoneses que ocupavam seu país e os Flying Tigers abateram 299 aeronaves inimigas confirmadas.

Sem duvida o P-40 foi o caça monomotor americano mais importante nos dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Era a única aeronave disponível em grandes quantidades (e, portanto, a um custo relativamente baixo de US $ 45.000 cada) e com prazos de entrega aceitáveis.

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Grandes quantidades dessas aeronaves foram posteriormente construídas no decorrer de uma longa carreira pela empresa Curtiss. Um total de 13.740 aviões deste modelo saiu das linhas de montagem entre 1939 e 1944 e, tal como aconteceu com muitos aviões de combate envolvidos neste conflito, foram fabricados uma dúzia de versões à medida que a aeronave ia sendo modificada durante a guerra. Apenas dois outros caças americanos foram produzidos em maior número, o North American Aviation P-51 Mustang e o Republic P-47 Thunderbolt. 

Os P-40 tinham fabricação semi modular, o que facilitava a sua manutenção e fez a aeronave tolerar as piores condições ambientais, lutando em qualquer lugar. Dos desertos do Norte da África às matas da Nova Guiné, das tórridas Índias Orientais Holandesas, ao clima polar da União Soviética e do Alasca, o ronco do seu motor foi ouvido.

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Apesar disso esta aeronave nunca foi considerada um caça de primeira linha, como os famosos P-51, ou o Supermarine Spitfire inglês. Era medíocre em alta altitude, sendo mais lento e menos manobrável do que seus inimigos. E o motivo estava no seu motor Allison de 12 cilindros. 

Embora o desempenho geral não tenha sido excelente, o P-40 podia suportar quantidades incríveis de danos de batalha e na mão de pilotos habilidosos possuía alguma capacidade de combate.

Atualmente cerca de quinze a vinte P-40 ainda são aeronavegáveis  em todo o mundo. 

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Alguns dos poucos P-40 remanescentes e em condições de voo em uma apresentação aérea.

O P-40E-1 era alimentado por um motor Allison V-1710-39, de 1150 hp, com 12 cilindros em V e refrigeração a líquido. A velocidade máxima era de 560 kph, com uma taxa de escalada inicial de 2.100 pés por minuto. Uma altitude de 20.000 pés poderia ser alcançada em 11,5 minutos. O teto do serviço era de 29 mil pés. O alcance máximo foi de 1.040 quilômetros de distância (limpo) e 2.250 quilômetros com um tanque de combustível extra de 141.5 Imp gal. Tinham um peso vazio de 3.039 kg, uma envergadura de 11,36 m, um comprimento de 10,14 m e uma altura de 3,75 m.

NOTAS


[1] Na mesma foto é possível ver ao fundo um dirigível Blimp, dos esquadrões “ZP” da US Navy, utilizados no patrulhamento antissubmarino e amarrado em um mastro feito a partir de árvores locais.

[2] Vale ressaltar que desde meados de 1941 que a aeronáutica militar brasileira havia começado os patrulhamentos aéreos em todo litoral brasileiro, em muitos casos utilizando até inofensivos aviões de instrução. Apesar de obviamente os aviões de instrução não poderem atacar submarinos, os líderes militares acreditavam que a simples presença destas aeronaves vigiando as rotas marítimas restringia a liberdade de ação dos submarinos. Caso um submarino fosse avistado era possível alertar a navegação mercante e enviar aviões de guerra para a área de ataque. Existem relatos de aviadores naquelas aeronaves primitivas, muitas sem comunicação alguma, a 25 milhas marítimas (pouco menos de 50 quilômetros), ou mais, a partir da costa.

[3] O U-514 era um submarino germânico do tipo IX-C, tendo sido comissionado em 24 de janeiro de 1942 e aquela era sua primeira patrulha de combate. Afundou em sua carreira quatro navios e danificou dois e foi destruído em 8 de julho de 1943, a nordeste do Cabo Finisterre, Espanha, Na posição 43º37’ N 08º59’ W, por foguetes disparados de uma aeronave Liberator inglesa. Todos os 54 membros de sua tripulação morreram nesta ação.

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BRAZIL IN WORLD WAR TWO – THE CAMPAIGN IN ITALY

The Brazilian Expeditionary Force (Portuguese: Força Expedicionária Brasileira, or FEB) was the 25,300-man force formed by the Brazilian Navy, Army and Air Force that fought alongside the Allied forces in the Italian Campaign of World War II.

The Brazilian 1st Division of the FEB was under the command of 15th Army Group of Field Marshal Harold Alexander (later General Mark Clark), via the U.S. Fifth Army of Lieutenant General Mark Clark (later Lieutenant General Lucian Truscott) and the US IV Corps of Major General Willis D. Crittenberger.

The Brazilian Air Force component was under the command of XXII Tactical Air Command, which was itself under the Mediterranean Allied Tactical Air Force.

REASON WHY BRAZIL ENTERED IN WW2

One could argue which was the main reason why Brazil entered the Second World War. In the early 40’s, as a result of the diplomatic actions for the “good vicinity” politics, led by Pres. Roosevelt, fascist – oriented Brazilian strong man, Getúlio Vargas, had to realign his political cores with big brother United States, fighting for Democracy and the Free World.

Getúlio Vargas

Brazil was a very important strategic point for the Allies in the more intense scale of war in Europe and North Africa. Right after Pearl Harbor in 41, Brazil cut relations with Axis countries. Sooner, United States was engaged in the war in Europe and North Africa. All this settled, in a short time there were several air bases in Brazilian land to help the American planes, ships, men and material reach North Africa, in what was called “The Springboard for Victory “. It is said that the American Air base in the city of Recife was one of the busiest in the world at that time.

Natal AFB in World War Two

This base along with another in the city of Natal, helped men, equipment and provisions reach North Africa, since these bases were in the Northeast seashore of Brazil. At the same time, American Army instructors started to train Brazilian troops and supply equipment to Brazilian Army, Navy and Air Force, in the hay days of 1942. With all this privileges to Roosevelt and the war effort of the Allies, the German U Boats that once were routing through the South Atlantic, using bases in Argentina and Chile, started to sink as many merchant ships as they could, being many of this ships with Brazilian flag, in territorial waters. This ragged the public opinion in Brazil so as to force a declaration of war against the Axis on August 42.

Symbol of FEB

When Brazil – the only country in South America who fought along the Allies – entered WWII, no significant victories of the Allies had occurred at that early stage of the war in the fields of Europe or the Pacific. Soon came the mobilization of men to form the Brazilian Expeditionary Force ­ FEB, in a giant effort to upgrade a backdated army in its doctrine and equipment. It took two years to get these men ready to join the war effort against the Axis forces.

Later in 1944, the Brazilian Forces joined the Allies in Europe to help the actions in Italy, after a gross part of the more experienced troops left for Anzio, South of France and even Normandy. With very few time for proper training, the Brazilian troops compensated with great character and capacity of adaptation to war conditions in a very tough terrain and climate, being well honored by all the staff of the Allied High Command during their participation in the Italian Campaign. Many Brazilian soldiers were condecorated with the highest medals of the American Forces. This has been the finest hour for the Brazilian Expeditionary Force ­ FEB.

THE CAMPAIGN

In the first days of July, 1944, the first Echelon of the Brazilian Expeditionary Force ­ FEB – left to Europe, aboard the American ship General Mann, in a total of 5.081 men. Originally, the ship should be going to Argel, where the troops would get preliminary training before landing in Italian soil. However, the convoy headed straight to Naples, where the troops disembarked and waited to join US Task Force 45. Later, on the 22nd July, two more ships, Gen Mann and Gen Meigs, left to Europe, with the Second and Third Echelons, with 10.369 men total. The last two Echelons, Fourth, with more 4.722 men and Fifth,with 5.128 men, left Brazil on the last days of November and first days of February ’45, totaling 25.300 men.

Brazilian soldiers in Italian front

The first moments of the Brazilian troops in Italy were dedicated to acquiring and training with new equipment, since the uniform and gear of the Brazilian Army would not fit the different climate and tough exigencies of a modern war (yes, it was obsolete). So that, all the gear used by the Brazilian Army was the average US G.I. equipment. The troops were moved to Tarquinia, 350 Km North of Naples, where the US 5th Army, commanded by the famous Gen Mark Clark, was based. The Brazilian troops were incorporated to the 4th Army Core, commanded by Gen Crittenberger. On the 19th August, Churchill himself visited the 5th Army in Cecina, where he was told that Brazilian troops were part of the Guard of Honor. He directed some of his speech to the Brazilian troops that now joined the war effort in Italy.

The right is General Mark Clark, commander of the 5th Army and a Brazilian military

The Brazilian troops were filling the gap left by several divisions of the 5th US Army and French Expeditionary Force that went to the invasion in the South of France. This straight action with the fresh Brazilian troops was a necessity, due to the great operation at Anzio, to where so many American and British troops were issued. The overall command of Brazilian troops was made from the High Command of the 15th Allied Army Group, headed by Gen Mark Clark and Gen Crittenberger (5th Army and 4th Army Core, USA), Field marshal Alexander (8th Royal Army, England) together with the high staff of the Brazilian Army, Gen Euríco Dutra, Gen Mascarenhas de Moraes, Gen Zenóbio da Costa and Gen Cordeiro de Farias (commanders of several Infantry and Artillery Divisions among the whole of the Brazilian Expeditionary Force).

On the 16th November, FEB occupied Massarosa. Two days later, Camaiore and other small towns and cities on the way North. During this period, the Brazilians G.I.s, or “pracinhas”, created the FEB symbol, consisting of a badge with a snake over National colors (Green and Yellow), with a smoking pipe in mouth. This was a big irony to answer a group of the society opposing Brazil entering the conflict, who used to say that it was easier to see a snake smoking than to see Brazilian troops sent to fight the war…

In October, FEB conquered Monte Prano, controlled the Sercchio river valley and Castelnuovo, with first significant losses. Later that month, troops were directed to the Reno valley. This region, at the feet of the Appenines, was the place where FEB would spend the next three months, facing rigorous winter and the fierce resistance of the German forces up on the mountains and hills, the so called Bernhard and Gustav Lines, strong defenses made by the Axis to delay the advance of troops.

Monte Castelo

It was there where one of the great achievements of the Brazilian troops took place: Monte Castelo. In the end of November, several attempts were made to kick the Germans out of this hill, from where they could spot all movements of Allied troops.

The freshly created and debuting in the front 10th US Mountain Division, joined FEB in an 18Km front, having the task of clearing Monte Belvedere from the Germans atop of it. The days went by with head-on clashes with the well nested Germans, clearing off mine fields, “booby traps”, ambushes, machine gun nests, all this under a heavy barrage of grenades and mortar fire. It was not until the 21st of February, 1945, that finally the Germans were battered off Monte Castelo. The Brazilian troops paid a heavy toll for this victory, but still there was more to come.

Montese – A page of bravery and courage of the brazilian soldiers

On 5th of March, FEB entered Castelnuovo. During this period, the Offensive for Spring was being prepared by the High Staff of Gen. Crittenberger and the Brazilian High Command. This was a large scale operation (which would endure till the last days of the War), ranging from the Adriatic to the Tirrene, using every single Division of every Army taking part in the campaign. The actions would start with a frontal attack on the enemy lines, and the city of Montese was the target to the Brazilian troops, so as to remove what was left of the German artillery, still causing great damage to the Allies. The city was taken, but late at night, the Germans counter attacked and it took a high number of casualties to finish off with the fight, again, a tough and bloody page in the actions of FEB during the Italian Campaign.

German militaries of 148th Infantry Division of surrender to Brazilians soldiers on April 28, 1945 near the city of Fornovo. By that time it was commanded by General Otto Fretter-Pico and had some 9,000 soldiers. Despite the still strong manpower, and the fact that it had more than 100 mortars and cannons , the division was by this time very low on ammunition and supplies.

At this point, the Germans were trying to regroup after escaping through road 64, the only path down the Appenines. The progress of the troops was fast and in a few days, the city of Parma was taken. Later on, FEB entered Bologne without any resistance. In the end of April, the actions of pursuing the enemy became the main occupation of the Allied Forces. So it was that FEB entered Collechio, still under German artillery. After surrendering a large number of Germans, the Brazilian Forces were preparing to face fierce resistance at the river Taro, from what was left of the retreating German Forces , this time through route 62. The German troops were surrounded near Fornovo and forced to surrender. So that, the entire 148th Wehrmarcht Infantry Division, consisting altogether of more than 16 thousand(!) men, including the 80th Panzer division, several Italian divisions and more than a thousand vehicles(!), surrendered to the Brazilian Forces on 28th April.

The Brazilian cemetery in the Italian city of Pistoia

On 2nd May, Brazilian Forces entered the city of Turin, in the Northeast of Italy, meeting French Mountain troops in the frontier, while in the North, FEB was on the heels of German Forces still on the run. At this date, the astounding news that Hitler was dead put an end to the fights in Italy. All German troops finally surrendered to the Allies in the following hours.

WAR IS OVER!

During eight months of the Italian Campaign, the Brazilian Forces managed to make 20.573 Axis prisoners, being two generals, 892 officials and 19.679 privates. FEB had 443 KIA, being 13 officials. Summing up with the lives of civilians and military that were in the ships of the Brazilian Merchant Navy – sunk in the South Pacific in Brazilian waters by U boats, more losses in the Brazilian Navy and Air Force, the Second World War stole the lives of nearly 2.000 Brazilians.

The victory parade in Rio de Janeiro

The 443 soldiers buried in the FEB cemetery in Pistoia were later removed to the WW II mausoleum and monument built in Rio de Janeiro, in the beginning of the 60’s, where stands the eternal flame lit in the tomb of the Unknown Soldier.

THE BRAZILIAN AIR FORCE – FAB

The FAB had a group of pilots and land personel trainned in the United States, the 1º GAvCA (1st Fighter Group), sent to Italy and alocated in the 350th U.S. Army Air Force Fighter Group.

Aircrafts Republic P-47 Thunderbolt, belonging to the Brazilian Air Force who fought in the skies over Italy

The Brazilian pilots actually formed one of the 20 squadrons of the XXII Air Tactic Command, flying the updated P-47D. Their role was very important to the actions of all Allied forces in Italy and the Brazilian pilots were also very praised for their important air-to-ground operations. Many pilots were victims of heavy flack, some were downed , captured by Germans and taken to prisioner camps in Germany…

Through the Internet address – http://www.usmilitariaforum.com/forums/index.php?/topic/1049-brazil-in-ww2/page__hl__natal

About the Blog author Tokdehistória

Rostand Medeiros was born in Natal, Rio Grande do Norte. He is a 45 years old writer, researcher and expert in producing biographical works. Also does researches in history of aviation, participation of Brazil in World War II and in regionalist aspects of Northeast Brazil.
His member of Genealogy Institute of Rio Grande do Norte – IGRN and SBEC – Brazilian Society for the Study of Cangaço.
In 2009, he was co-author of “Os Cavaleiros dos Céus – A Saga do Voo de Ferrarin e Del Prete” (in free translation, “The Knights of the Sky: The Saga of Ferrarin and Del Prete Flight”), a book that tells a story from 1928, of the first nonstop flight between Europe and Latin America. This book was supported by the Italian Embassy in Brazil, Brazilian Air Force (FAB) and Potiguar University (UNP).
In 2010, Rostand was a consultant of SEBRAE – Brazil’s Micro and Small Business Support Service, participating of the project “Território do Apodi – nas pegadas de Lampião” (in free translation, “Apodi Territory – In the footsteps of Lampião”), which deals with historical and cultural aspects of rural areas in Northeast Brazil.
In 2011, Rostand Medeiros launched the book “João Rufino – Um Visionário de Fé” (“João Rufino – A visionary of Faith”), a biography of the founder of industrial group Santa Clara / 3 Corações, a large coffee roasting company in Latin America. The book shows how a simple man, with a lot of hard work, was able to develop, in Rio Grande do Norte state, a large industry that currently has seven units and 6,000 employees in Brazil.
Also in 2011, he wrote, with other authors, a book of short stories entitled “Travessa da Alfândega” (in free translation, “Customs Cross Street”).
In 2012, Medeiros produced the following books: “Fernando Leitão de Moraes – Da Serra dos Canaviais à Cidade do Sol” (“Fernando Leitão de Moraes – From Sugarcane Mountains to Sun City”) and “Eu Não Sou Herói – A História de Emil Petr” (“I’m not a hero – The Story of Emil Petr”). This latest book is a biography of Emil Anthony Petr, a farmer who was born in Nebraska, United States. During World War II, he was an aviator in a B-24 bombing and became a prisoner of the Germans. This work shows the relationship of Emil with Brazilian people, whose with he decided to live from 1963, when he started to work for Catholic Church.
He also published articles in “Tribuna do Norte”, newspaper of the city of Natal, and in “Preá”, cultural magazine published by Rio Grande do Norte State Government.
He founded SEPARN – Society for Research and Environmental, Historical and Cultural Development of Rio Grande do Norte.
Currently, is working as a Parliamentary Assistant in Rio Grande do Norte Legislative Assembly and develops other books.
Rostand Medeiros is married, has a nine years old daughter and lives in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil.

Phones: 0051 84 9904-3153 (TIM) / 0051 84 9140-6202 (CLARO) / 0051 84 8724-9692 (Oi)
E-mail: rostandmedeiros@gmail.com
Blog: https://tokdehistoria.wordpress.com/