CINE TEATRO CARLOS GOMES

O antigo Teatro Carlos Gomes, na Natal dos bondes

Segundo o poeta, escritor e jornalista Anchieta Fernandes, no seu livro “Écran Natalense-Capítulos da história do cinema em Natal” (1992), a relação entre o teatro Alberto Maranhão e a sétima arte é muito antiga e se prolongou por vários anos.

Segundo o autor, a primeira projeção cinematografica no Rio Grande do Norte ocorreu no dia 16 de abril de 1898, através da ação de Nicolau Maria Parente, que em uma casa na antiga Rua do Comércio, atual Rua Chile, no bairro da Ribeira, apresentou através do seu cinematógrafo pequenos documentários e ficções, os primeiros gêneros do cinema, que deixaram extasiados membros da população local.

Nota da exibição cinematográfica infantil em 23 de agosto de 1909

Apesar desta ter sido primeira exibição, para Fernandes o primeiro cinema existente na capital potiguar foi o Cinema Natal, que funcionava no teatro (na época denominado Teatro Carlos Gomes). As exibições tiveram início em 1909, tendo sido criada a empresa “Juvenal e Cia.” para gerir o negócio.

Mesmo com muitas dificuldades o Cinema Natal seguiu adiante em uma cidade com poucas opções de entretenimento. Fernandes afirma (pág. 33) que a empresa “Juvenal e Cia.” foi de extremo pioneirismo. Em uma época quando os desenhos animados estavam engatinhando, o Cinema Natal apresentava seções “dedicadas ás creanças” e que esta teria sido a primeira ocasião que isto ocorria no Brasil. Provavelmente a empresa deve ter exibido filmes simples, que os exibidoes consideraram sem maiores problemas ara serem apresentados as cianças natalenses.

Informe do Cine Teatro Carlos Gomes

Anos depois, no dia 13 de outubro de 1928, em meio a uma grande festa, era exibida a primeira película no “Cine-Teatro Carlos Gomes”, o mesmo local com nova denominação. Os irmãos José e Jorge Elísio Cavalcanti eram os novos administradores. O Cine-Teatro Carlos Gomes tinha como seus principais concorrentes os cines Polytheama e Royal.

Em 1931 a empresa “L. Medeiros e Cia.” passar a gerir o cinema do Teatro Carlos Gomes, mas Bertino Dutra da Silva, um dos vários interventores que governaram o Rio Grande do Norte após a Revolução de 1930, impôs um aumentou do aluguel do teatro e a empresa decidiu encerrar suas atividades em outubro de 1932, encerrando a xibição cinematográfica neste local.

1929-Informe no jornal

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5 comentários em “CINE TEATRO CARLOS GOMES”

  1. Parabéns pelo “Reencontro com o Cinema”.

    Muitas cidades brasileiras mesmo com a evolução dos vídeos e filmes apresentados nos canais de Televisão, procuram preservar o mais divertido cinema, ainda na base da película.
    Mas, enquanto umas preservam, outra dão por terminado o que era de melhor.
    Mossoró já foi proprietário de seis casas de cinemas, as quais eram: Cine Cid, do saudoso Dix-Huit Rosado Maia, Cine Pax, pertencente a família Pinto, Caiçara e Jandáia, de propriedade dos Noronhas, Cine Rivoly, e Cine Centenário.
    Mas atualmente essa diversão foi extinta em Mossoró, restando apenas alguns prédios desmoronados.

    José Mendes Pereira – RN.

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    1. Obrigado amigo Mendes,
      Eu até tive oportunidade de ir ao Pax anos atrás e achei um ótimo local.
      Em outra ocasião, quando retornei a Mossoró, ele não existia mais da forma como eu tinha conhecido.
      Achei que esta mudança foi muito rápida.
      Mas aqui em Natal não é diferente. Já tivemos o São Luiz, o Olde, o Rex, o Panorama, o Rio Grande, o Rio Verde e o Nordeste. E hoje, nada.
      Não sou contra o cinema em grandes centrais de compras, mas a relação custo benefício é muito desigual, pelo menos aqui em Natal.
      Acho que se paga muito caro por um serviço que não oferece nada de muito diferente dos velhos cinemas.
      E nesse caso só quem ganha é a pirataria.
      Um abraço meu amigo.
      Rostand

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    1. Sra. Rose,
      Seja bem vinda a este nosso espaço.
      Mesmo sem a senhora haver me solicitado, no intuito de lhe ajudar com maires informações, busquei na minha coleção de jornais antigos algum material sobre este acontecimento. Infelizmente, devido ao estado bastante deteriorado do jornal que fotografei, não encontrei nenhuma referência.
      Mas mande notícias.
      Rostand

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