O PRIMEIRO HISTORIADOR DA TERRA POTIGUAR – NOTÍCIA SOBRE MANOEL FERREIRA NOBRE

AUTOR – LUÍS DA CÂMARA CASCUDO

FONTE – REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, PÁGINAS 5 a 10, VOLUME — LV — 1962 – 1963.

FONTE DA FOTO PRINCIPAL – LIVRO – NATUREZA E HISTÓR4IA DO RIO GRANDE DO NORTE, DE JOÃO ALVES DE MELO, NATAL, 1950, PÁGINA 515.

— I —

Manoel Ferreira Nobre foi o primeiro norte-rio-grandense a publicar um volume sobre sua Província. É a BREVE NOTICIA SOBRE A PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE, impresso na Tipografia Espírito-Santense, rua de São Diogo, n. 3, Vitória, em 1877.

São 208 páginas, contando as de rosto, dedicatória (ao Conselheiro João José de Oliveira Junqueira, Senador do Império e antigo Presidente do Rio Grande do Norte em outubro de 1859 a abril de 1860). Foi impresso à custa do autor e custava dois mil réis.

Resta (em 1962-1963), de toda edição, apenas UM EXEMPLAR, pertencente à Biblioteca do nosso Instituto Histórico.

Merece reedição anotada porque os enganos e erros atingem boa percentagem.

Tavares de Lira era o meu único informante. Ferreira Nobre nascera em Natal em 1833 e falecera no “começo de 1889, si não ha engano nas informações de que dispomos”, concluía, prudente, o historiador.

Comecei a caçada nos arquivos. Descobri o batismo do homem, 21 de março de 1824, pelo padre Feliciano José Dornelas. Era o nosso primeiro historiador nascido em Natal e filho do Alferes Manoel Ferreira Nobre e Dona Inácia Joaquina de Almeida, neto paterno do capitão Vicente Ferreira Nobre e Dona Ana Rosa da Apresentação, e materno do capitão José do Rego Bezerra e Dona Antônia Úrsula da Costa, todos da freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, exceto o avô materno que era de São Lourenço da Mata, em Pernambuco. Padrinhos, o avô paterno e a avó materna.

Não teve estudos maiores e creio que os menores bastaram à sua inquieta, buliçosa e viva personalidade. Foi político filiado ao Partido Liberal.

O Desembargador Antônio Soares descobriu a data do casamento de Ferreira Nobre, 6 de maio de 1842. Casara com Olímpia Gerarda de Andrade, filha natural de Inês Cipriana Gerarda de Andrade. Testemunhas, o doutor Basílio Quaresma Torreão, juiz de direito da capital, e o professor Antônio José de Moura. Oficiou o Vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes. Há descendência deste matrimônio. Ainda o desembargador Antônio Soares identificou a data do falecimento da esposa de Ferreira Nobre. Enviuvara este a 30 de maio de 1875. Voltou a casar-se, sendo sua mulher Dona Inácia de Oliveira Sucupira de quem não houve filhos.

Rastejei Ferreira Nobre em suas andanças e percalços.

Oficial-Menor da Assembleia Legislativa a 6 de fevereiro de 1852, com 400$ anuais.

Ajudante de Ordens do Presidente da Província Antônio Francisco Pereira de Carvalho em 1853.

Oficial-Maior da Assembleia em 29 de julho de 1856, com 1.100$ por ano.

Deputado Provincial no biênio de 1860-61, com ação movimentada, figurando em discussões, projetos, comissões. Segundo Secretário da Assembleia.

Ajudante de Ordens do Presidente Pedro Leão Veloso, acompanhou-o em sua viagem pelo interior da Província em julho e agosto de 1861.

Demitido a 17 de junho de 1864 em pleno domínio do seu Partido.

Foi capitão da Guarda Nacional, sendo comandante da Segunda Companhia do Primeiro Corpo de Voluntários da Pátria, que combateu na Guerra do Paraguai. Partiu de Natal para a Capital do Império a 9 de junho de 1865, onde Ferreira Nobre foi julgado incapaz pela junta de Saúde e dispensado do serviço militar a 4 de janeiro de 1866.

Renomeado Oficial-Maior da Assembleia em 4 de março de 1868. Permutou seu cargo a 12 do mesmo mês com Francisco Bezerra Cavalcanti da Rocha Marajá que era Bibliotecário Público Provincial. Nesse posto aposentou-se, não sei quando.

Com os conhecimentos e prática que sua inteligência orientava agilmente dedicou-se à advocacia nos municípios próximos à Capital. Ceará-Mirim, São José de Mipibu, Vila Imperial de Papari, Arês, Goianinha, Canguaretama, defendendo os interesses de seus constituintes.

— II —

Aposentado, parece Ferreira Nobre haver ido residir em São José de Mipibu onde foi interino do 1° tabelionato de agosto a outubro de 1889 e serviu de secretário lavrando a ata da proclamação da República a 18 de novembro do mesmo ano.

Quando e onde faleceu? Este é o problema maior. Comecei a pesquisa arrastada anos e anos sempre que surgia oportunidade. Monsenhor Celso Cicco, vigário do Ceará-Mirim e o Doutor João Vicente da Costa, seu Juiz de Direito, fizeram buscas. Monsenhor Paulo Herôncio de Melo e o saudoso Doutor Joaquim Manoel de Meiroz Grilo repetiram a façanha em São José de Mipibu, inutilmente.

Em julho de 1940 revirei em Papari, pessoalmente, arquivos paroquiais e civis, perguntando aos velhos e moços. As estórias eram unânimes sobre a elegância do historiador. Ardileza e manha do advogado, orador excelente no júri e famoso na arte de enganar credores. Chamavam-no comumente “Fereira”.

Voltei em meados de 1942 a São José de Mipibu, Papari e Arês teimando em procurar o que se escondia no plano documental.

Em 1889 não falecera o ilustre Ferreira. Em 4 de outubro de 1890 assumira interinamente a Promotoria Pública de S. José de Mipibu. Foi nomeado pelo Juiz de Direito e requerendo os vencimentos a 9 de maio de 1891.

Advogara num Júri em Papari a 25 de fevereiro de 1893 e voltou a funcionar em 18 de julho de 1895.

O desembargador Antônio Soares escolhera Ferreira Nobre seu patrono da cadeira número VII na Academia Norte-rio-grandense de Letras e, com a meticulosidade, paciência e brilho que lhe conhecemos, debalde pesquisou a data do óbito de quem tão alto homenageava (“Revista da Academia”, n. 3,páginas 250-267, Natal, 1955).

A Senhora Maria das Dores de Barros Tinoco, neta de Ferreira Nobre, por intermédio de um amigo, informou-me ter seu avô falecido em Papari a 15 de agosto de 1902. O Senhor José Marcelino, funcionário da Prefeitura, dava a data de 15 de agosto de 1896. Rastejara, de perto, a verdadeira história.

Em Papari conversei o Senhor Cândido Freire Navarro, “Seu” Cândido, nascido a 13 de agosto de 1856 e filho do profesdsor Manoel Laurentino Freire Navarro, aposentado em 1878, falecido a 5 de novembro de 1899, com 84 anos. Foi a vida inteira professor em Papari.

Cândido Freire contou-me que Ferreira adoecera gravemente em Arês e o presidente da Intendência de Papari, coronel José Joaquim de Carvalho Araújo, mandara buscá-lo, sendo carinhosamente transportado numa rede. Em Papari falecera, num domingo, sendo dado sepultura no cemitério local. Também inútil uma visita no cemitério de Papari. Nenhuma lápide trazia o nome procurado.

Ferreira era de estatura mediana, robusto, simpático, de voz agradável, cabelo ondeado, castanho e fino, olhos claros. Usava óculos, conservando barba suíça.

Por um simples acaso deparei a data do complicado óbito.

No jornal natalense A REPUBLICA de 20 de agosto de 1897 publica-se o “Expediente do Governo” do dia 17 do mesmo agosto. Para alegria de um pesquisador obstinado encontrei o registro num ofício do Governador para o Inspetor do Tesouro: — “Para os devidos efeitos, comunico-vos que, em data de 15 do corrente, faleceu na Vila de Papari o major Manoel Ferreira Nobre, empregado aposentado estadual, segundo participou-me o Presidente da Intendência daquele município”.

Manoel Ferreira Nobre faleceu em Papari, hoje Nísia Floresta, a 15 de agosto de 1897.

Acabou-se o problema…

— III —

Em 21 de março de 1954, Manoel Ferreira Nobre, nascido naquele dia e mês de 1824, completava 130 anos! Bonita data para uma comemoração ao irrequieto Ferreira que escrevera e publicara a nossa primeira História em 1877.

Não é bem história, mas crônica breve e sucinta, tendo informações corográficas e mesmo econômicas e administrativas.

O autor, oficial-maior da Secretaria da Assembleia Legislativa, e mesmo antigo deputado provincial, tinha à mão documentário excelente que lhe cabia fornecer às Comissões da casa.

Estava, como poucos, habilitado a conhecer o Rio Grande do Norte em seu aspecto diário de funcionamento normal.

Por isso escreveu a BREVE NOTICIA SOBRE A PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE, que ele declara ser “baseada nas leis, informações e fatos consignados na Historia antiga e moderna”.

O volume, 208 páginas, foi impresso bem distante: “Na Tipografia Espírito-Santense, rua de São Diogo, n. 3, Vitória”. Creio que foi o primeiro livro norte rio-grandense impresso nos prelos capixabas.

O desembargador Antônio Soares, titular da cadeira FERREIRA NOBRE na Academia Norte-rio-grandense de Letras, e eu, temos dado ao velho cronista muito tempo, atenção e carinho de nossa vida. Deus sabe quanto procuramos reunir os escondidos e ralos elementos de sua atribulada existência. Hoje, mercê de Deus, como gostava de dizer Eloy de Souza, possuímos a biografia mais ou menos completa de Ferreira Nobre.

Um volume, vendido pelo alto preço de dois mil réis, foi desaparecendo das estantes e terminou sendo obra rara, tão rara, tão difícil e tão oculta que dela existe apenas um único exemplar, oferecido por Augusto Bezerra Cavalcanti ao Instituto Histórico e Geográfico. O volume pertencera ao Padre João Alípio da Cunha, gente de prol e mando em Goianinha.

Nem mais outro exemplar resta.

Em fins de 1953, propus a Nestor Lima, presidente do Instituto Histórico, que fizesse reeditar a BREVE NOTICIA, homenagem dos contemporâneos ao 130° aniversário do nascimento do autor.

Adiantei que não valia a pena, e menos o esforço, atualizar o livro porque perderia seu sabor arcaico, a graça de sua velhice conversadeira e saborosa.

Incluísse o estudo do desembargador Antônio Soares e eu cederia o resultado de minhas pesquisas para um posfácio, ajudando as pesquisas de Antônio Soares.

Nestor Lima concordou. Não me competia dar passo para a publicação, uma vez que a confiara ao Instituto Histórico, CASA DA MEMÓRIA do Rio Grande do Norte.

O livro continuou na sua edição de 1877, esgotado e fora do alcance dos olhos atuais.

Muita noticia sobre os municípios que existiam em 1877 vivem no BREVE NOTICIA de Ferreira Nobre.

Foi o nosso primeiro escritor a publicar volume na intenção de história.

Antes dele, nada existe. Começou a série…

Por que não reeditar Ferreira Nobre para informação e documento dos nossos e alheios estudos econômicos, políticos, históricos e geográficos?

Uma pequena edição bastaria para fazer circular um livro de que só resta o derradeiro exemplar…

EM TEMPO – A SEGUNDA EDIÇÃO DE BREVE NOTICIA SOBRE A PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE, TÃO PEDIDA POR CÂMARA CASCUDO, FOI FINALMENTE PUBLICADA EM 1971, PELA EDITORA PONGETTI, DO RIO DE JANEIRO.

FIGURAS DO SERIDÓ – O DOUTOR PIRES, O PRIMEIRO MÉDICO DE CAICÓ E QUANDO E AONDE ELE SE FORMOU?

1ª Parte – Transcrição da Coluna “Figuras do Seridó”, Publicada no Diário de Natal, Edição de Quinta-feira,14/06/1977, Pág. 18.

“Figuras do Seridó” abre hoje a oportunidade para prestar uma homenagem que se faz necessária, lembrando uma figura que não nasceu no Seridó, mas que toda a sua vida foi dedicada a praticar o bem, principalmente aos mais necessitados na cidade do Caicó e em todo o Seridó, como médico e como cidadão, o paraibano José da Silva Pires Ferreira, o Doutor Pires.

Ninguém melhor do que o seu genro, Dr. Janúncio Bezerra da Nóbrega, pesquisador, escritor, figura estimadíssima e de ilustre família do Seridó, para fazer um esboço biográfico daquele que foi um benemérito não só para Caicó, mas para todo o Seridó:

José da Silva Pires Ferreira e Dona Serafina de Araújo Pires Ferreira, esposa com quem constituiu família. Casaram-se em 1892, ela da família Araújo, de Caicó, filha do Dr. Antônio Aladim Araújo, que foi promotor público da Monarquia em Caicó, durante os anos de 1867 a 1884 e Juiz Municipal em 1889, data em que faleceu com 57 anos de idade. Antônio Aladim era um descendente de Tomaz de Araújo Pereira.

Aspecto típico de um hospital no Brasil do final doséculo XIX.

Do consórcio do Dr. PIRES e Serafina nasceram os filhos Osmila, Celina, Clóvis, Antônio (médico pediatra residente em São Paulo), Oscar (Oficial da Polícia de São Paulo), Georgina e José. Já existiam dois filhos Capitão do Exército Nacional, Afonso Medeiros, e José de Medeiros, comerciante em Recife.

O Dr. Pires era paraibano, de João Pessoa, nasceu em 1852 e chegou a Caicó em 1887, com 35 anos de idade. Trazia um título de médico e havia defendido tese. Morreu em 1948, portanto com 96 anos, quase um século, receitando para os que não podiam pagar e completamente lúcido. Enviuvara em 1908; viveu 44 anos de viuvez insipida.

Deixou uma saudade imensa que perdura no tempo. Muitas lembranças para as gerações futuras. Dr. Apóstolo da caridade, o Pires nunca deixou voltar de sua porta um cliente, porque não tinha o dinheiro. Amava a pobreza… Exercia sua profissão em todos os municípios das adjacências, bem como nos da Paraíba. Na sua época, era muito difícil um médico naqueles sertões. Lembro-me que em 1924, aportara em Natal e estacionou provisoriamente o Dr. Aderbal de Figueiredo, grande facultativo, que fundou o primeiro hospital de Caicó.

Durante a sua assistência o Dr. PIRES fez centenas de viagens para os municípios vizinhos, outras tantas para o de Caicó. Destaco duas, a uma distância de 5 léguas (30 km), cada. Era o Brasil primitivo, onde só havia o cavalo e a liteira, a última como meio de transporte para as famílias nobres.

Janúncio da Salustiano da Nóbrega e sua esposa Iluminata Theodora, que viveram a terrível experiência de perder duas filhas menores no mesmo dia, em decorr~encia da queda de um raio em sua propriedade Pedreiras, em 1886. O DR. PIRES nada pode fazer para salvar essas meninas.

Na fazenda Saco do Martins, pertencente ao Coronel João Damasceno Pereira de Araújo, adoecera de congestão o seu filho Tomas Epaminondas. O Dr. PIRES fora chamado e permaneceu mais de uma semana por lá. Outra, na fazenda Pedreiras, do Capitão Janúncio Salustiano da Nóbrega, na casa dele, casa no estilo colonial, assobradada, com sótão e janela virada para o norte. Estavam naquela janela duas filhas moças da casa apreciando uma chuva que passava ao longe. Pois bem, nisto foram vítimas de uma faísca elétrica, um raio. Chamado o Dr. PIRES às pressas nada pode fazer. Chamavam-se Maria Madalena e Inácia, e deu-se a morte no dia 14 de fevereiro de 1886, pelas 03:30 da tarde. Eram tias legitimas do escritor dos livros “Saudades do Seridó” e “Revivendo o Seridó”.

Detalhe da tragédia na Pedreira em 1886.

Aproximadamente, em 1904, ο Dr. PIRES, foi ao extremo norte, Amazonas, cavar a vida, atraído pela fascinação da região! Não levou a família. Cientista, inteligente e culto, tinha uma grande vocação pelas artes. Construía qualquer tipo de móvel, casas, barragens. Projetou e administrou a construção da Intendência Municipal de Caicó, hoje adaptada internamente para a moderna Prefeitura da mesma cidade. Ele era um sábio cientifico e empírico, de sua época, e todos os tempos.

Foi o primeiro médico que chegou e morou à vida inteira em Caicó. Fazia verdadeiro sacerdócio de sua profissão. Nasceu em João Pessoa. Tinha irmãos radicados ali como na cidade paraibana de Sousa, na Bahia e no Recife, todos com projeção social.

O monsenhor Emidio Cardoso, dizia que o maior amigo que tinha na terra era o Dr. PIRES. Por causa desta intimidade, ele, vigário de Caicó, sabendo das habilidades do seu amigo, pediu-lhe que projetasse e construísse a maior e mais espaçosa casa em Caicó, para sua residência. Isto foi feito: a célebre e grande casa do Serrote, por ser em cima de um ponto assim. Ao deixar Caicó, procurou o Dr. PIRES e ordenou: esta casa é sua até você morrer. Venda a sua casa e se passe para ela. Isto também foi feito, conforme a vontade do amigo monsenhor. Hoje em dia, poderá aparecer amigo deste quilate? Morar 34 anos de graça na casa de um amigo?

O Dr. Chateubriand Bandeira de Mello concluiu a o curso de medicina no Rio de Janeiro junto com o Dr. Pires. Ele é tio do jornalista Assis Chateubriand.

O ex-deputado e governador deste Estado, Dr. José Augusto Bezerra de Medeiros, quando em sua infância, deveu a sua vida ao Dr. PIRES, que salvou-o, muito doente que esteve.

O Dr. PIRES deixou um exemplo de caráter, honestidade, retidão e nobreza aos filhos do Seridó. Destarte foi um estelo de ordem e felicidade do seu povo, tornando-se uma pirâmide que não perdeu seu destaque, nem pendeu, até mesmo indo para o outro lado do infinito…

Além do mais, legou um modelo de brasileiro, cultivando princípios que o destacaram como “homem de bem”, o que não se pode dizer de todos os homens residentes aqui na face da terra.

Em homenagem a ele, sua propriedade “Riacho dos Santos”, passou a chamar-se granja “Dr. PIRES”. A Prefeitura também prestou sua homenagem dando o nome do Dr. PIRES a uma das principais ruas da cidade de Caicó.

Igreja de Santo Inácio ou dos Jesuítas, no Morro do Castelo, ao lado do Hospital São Zacharias, antigo Colégio dos Jesuítas, onde a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro funcionou em seus primeiros anos. Fotografia de Augusto Malta, por volta de 1920. Acervo do Instituto Moreira Salles – Fonte – https://pt.wikipedia.org/wiki/

Foi um benemérito!”

2ª Parte – Produzido Peçp Blog Tok de História – E Aonde e Quando Ele se Formou?

Por ser da Paraíba seria mais fácil imaginar que o Dr. Pires tenha concluído seu curso superior na Faculdade de Medicina da Bahia, mas descobrimos que ele estudou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

A tese apresentada pelo Dr. PIRES em 1882.

Defendeu sum tese no dia 30 de setembro de 1882, sendo intitulada “Estudo comparativo de talha e Litotricia nos cálculos vesicais”. Prires Ferreira se formou junto com os também paraibanos Chateubriand Bandeira de Mello (tio do jornalista Assis Chateubriand) e Antônio Rogério de Gouveia Freire. Nesse ano nenhum potiguar se formou nessa faculdade.

Não consegui descobrir qual, ou quais, razões levaram esse médico para Caicó, mas, contudo, podemos afirmar que José da Silva Pires Ferreira nasceu em 12 de janeiro de 1853, na atual cidade de João Pessoa, no estado da Paraíba. Faleceu em 31 de janeiro de 1948, em Caicó, Rio Grande do Norte. Era filho do comerciante João Chrisóstomo Pires Ferreira e Amância Olindina do Sacramento.