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NOVO LIVRO – PELO BEM DA HUMANIDADE, COMO O TOTALITARISMO LEVOU O MUNDO À SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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A Segunda Guerra Mundial possui inúmeras faces na historiografia, mas poucas são fiéis ao fato histórico. Decorridos 80 anos do início da guerra, a sua nuance primordial continua sendo a menos conhecida: o rosto totalitário.

Apoiado em uma investigação original, este livro oferece respostas a perguntas incômodas e, em regra, ignoradas: por que o povo europeu — o mais erudito da sua época — não impediu o avanço totalitário? Por que nações esclarecidas acreditaram nas falsas promessas de ditadores, permitindo a ruína da democracia? Qual é a real origem da última grande guerra? Como a barbárie subjugou os mais elementares princípios e valores da civilização ocidental? Como foi possível o Holocausto?

Para solucionar essas questões, Pelo Bem da Humanidade esmiúça a trajetória de alguns dos principais personagens envolvidos no último conflito mundial e os eventos-chave que o precederam, revelando um semblante oculto e distinto daqueles geralmente vistos nos compêndios de História.

A obra traz à luz essa fisionomia totalitária, que, em troca da promessa de construção do paraíso terrestre, causou a maior tragédia vivenciada pela humanidade. Conhecer os traços dessa faceta obscura nos permite identificar seus reais genitores e sua prole disseminada na sociedade atual, ao descortinar o ninho dos crescentes antagonismos que assolam o Ocidente há várias décadas.

O AUTOR E SUAS OBRAS

Durval Lourenço Pereira é tenente-coronel R1 do Exército Brasileiro. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (1990), mestre em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1998) e graduado em Cinema, Televisão e Mídia Digital pela Universidade Salgado de Oliveira (2006).

Foi assessor militar do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

​É membro da Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas.

Produziu e dirigiu os documentários O Lapa Azul: os homens do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria na II Guerra Mundial; e Navalha: um batalhão brasileiro na Linha Gótica. É autor do livro Operação Brasil: o ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial.

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NOVAS HISTÓRIAS SOBRE A SEGUNDA GUERRA

Documentos, fotos e novos capítulos sobre a participação do RN na história do conflito mundial estão em coleção de livros da Caravela Cultural. Uma dessas informações inéditas está em “Sobrevoo – Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, do historiador Rostand Medeiros, que resgata a história de uma queda de avião no Seridó. A série faz parte de edital lançado pelo SEBRAE

Yuno Silva – Repórter

Publicado no jornal Tribuna do Norte, edição de quartafeira, 27 de março de 2019, na primeira paginado Caderno Viver.

“A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial” ainda rende, e muito! A cada remexida em arquivos e documentos, surgem novas memórias, detalhes e curiosidades sobre esse período importante para a história mundial e que as cidades de Natal e Parnamirim ainda não souberam preservar e nem tiara nenhum proveito turístico e/ou museógrafo. Foi aqui, nessa esquina continental, no início da década de 1940, onde mascaram o primeiro chiclete, beberam o primeiro chope de máquina, vestiram a primeira caça jeans e jogaram a primeira partida de fliperama da América do Sul.  

Parnamirim, por sua vez, abrigou um dos maiores entrepostos comerciais do planeta na época do conflito; só aqui no RN era possível compara meia calça de nylon – no restante dos países, todo o estoque do tecido sintético criado em 1935 já tinha virado material para fabricação de paraquedas.

A Segunda Guerra se estendeu entre 1939 e 1945, o Brasil se envolveu oficialmente a partir de agosto de 1942, e perceber o que restou do legado norte-americano em terras potiguares exige um olhar atento.

É nesse momento, da necessidade do “olhar atento”, que entram em cena três novos motivos para revisitar aquele momento de efervescência urbana, cultural e social que sacudiram Natal e Parnamirim a editora Caravela Selo Cultural lança no próximo dia 2 de abril, às 11 horas, na sede do SEBRAE-RN, os três livros que integram a coleção “A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”.

São três obras independentes, com abordagens diferentes, que se complementam e acrescentam mais “molho” no que já se sabe. “São livros diferentes sobre a mesma temática, e que trazem informações inéditas sobre o assunto”, assegurou o jornalista, engenheiro civil e pesquisador Leonardo Dantas de Oliveira, coautor do livro “A engenharia norte-americana em Natal na Segunda Guerra Mundial”, que ele assina junto com Osvaldo Pires de Souza e Giovanni Maciel de Araújo Silva.

Completam a coleção uma coletânea “Observações sobre a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, reunindo artigos científicos e organizados pelo escritor e editor da Caravela José Correia Torres Neto; e o livro “Sobrevoo – Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, do pesquisador e historiador Rostand Medeiros.

A coletânea, explicou José Correia, reúne textos atuais produzidos por especialistas e estudiosos da UFRN e de outras universidades de outros estados. “Boa parte do material que estamos publicando já vinha sendo organizado e catalogado pelos autores, e quando decidi editar a coleção tivemos seis meses para deixar tudo pronto para impressão”, lembrou o editor, que aproveitou o edital Economia Criativa 2018 do SEBRAE-RN para viabilizar o projeto.

“O lançamento da coleção no SEBRAE-RN vai coincidir com o lançamento da edição 2019 do edital”, avisou Correia.

Papagaio de guerra

O volume da coletânea organizado pelo editor da Caravela Selo Cultural traz oito artigos científicos e pelos títulos percebe-se que as abordagens buscam ir além do lugar comum.

Entre os textos publicados destaque para “Cabarés de Natal: do esplendor do Cabaré de Maria Boa ao ostracismo do Beco da Quarentena (1942 – 1950)”, escrito por Jéssica Freire Dalcin, Monique Maia de Lima e Yasmênia Evelyn de Barros.

Outros artigos buscam ir mais fundo para instigar a reflexão, como “A busca de um tesouro perdido: o desejo das elites de Natal (RN) em torná-la uma cidade moderna no século 20”, de Giovana Paiva de Oliveira; e “Uma cidade marcada por perdas e sonhos: a Natal da Segunda Guerra Mundial”, de Giovana Paiva de Oliveira em parceria com Ângela Lúcia Ferreira e Yuri Simonini.

Documentos, fotos e novos capítulos sobre a participação do RN na história do conflito mundial estão em coleção de livros da Caravela Cultural. Uma dessas informações inéditas está em “Sobrevoo – Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, do historiador Rostand Medeiros, que resgata a história de uma queda de avião no Seridó. A série faz parte de edital lançado pelo SEBRAE

Já o livro de Rostand Medeiros faz, literalmente, um “sobrevoo” sobre o momento histórico com textos curtos recheados por curiosidades, detalhes e passagens que ainda não tinham sido revelados.

Relatos e depoimentos se misturam a uma narrativa alicerçada por documentos que comprovam cada afirmação. Medeiros aborda desde a “Influência das tripulações alemãs em Natal”; casos de espionagem; o resgate das primeiras vítimas da guerra em Rio do Fogo, litoral norte do RN, em 1941; e a presença de “Parnamirim Field” na imprensa internacional.

Os autores Leonardo Dantas, José Correia Torres Neto e Rostand Medeiros, junto ao jornalista Yuno Silva, da Tribuna do Norte.

No tocante às curiosidades, destaque para “A pitoresca história de um papagaio que voou em combate nos céus da Europa”; e a queda de um avião de guerra modelo Catalina na cidade de Riachuelo, agreste potiguar. O papagaio “Jock”, inclusive foi notícia em vários jornais e Rostand Medeiros comprova a história emplumada com fac-símile de uma manchete publicada no jornal carioca A Noite em 19 de janeiro de 1944 – naquele momento, de acordo com o jornal, “Jock” acumulava 50 horas de voo e havia sido indicado para receber medalha do Exército americano.

“Muitas das informações são inéditas, extraídas de documentos e diários que só foram liberados recentemente”, disse Leonardo Dantas, que buscou no diário de obras dos batalhões de engenharia notas sobre o legado deixado pelos norte-americanos na infraestrutura urbana: “Avenidas que hoje são importantes vias que cortam a capital do RN foram construídas naquela época. A primeira ‘pista’ de asfalto do Estado foi construída pelos soldados, e ia do Colégio Ateneu até a base de Parnamirim”.       

Nesses diários, também foram colhidos relatos sobre a alimentação e de como era a hora de descanso dos trabalhadores braçais que prestaram serviço para o Exército dos Estados Unidos. “Veio gente de outros estados para trabalhar, pois não tinham mais quem contratar aqui em Natal e Parnamirim para fazer o que eles precisavam”, completou Leonardo.

Coleção “A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”

SERVIÇO

Lançamento da coleção “A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”, dia 2 de abril, às 11 da manhã, na sede do SEBRAE-RN em Lagoa Nova. Após o dia de lançamento, os livros estarão disponíveis na livraria da Cooperativa Cultural da UFRN.

MEMBROS DO CORPO DIPLOMÁTICO DOS ESTADOS UNIDOS NO BRASIL VISITARAM A CIDADE DE RIACHUELO PARA CONHECER A HISTÓRIA DO DESASTRE DE UM HIDROAVIÃO CATALINA OCORRIDO DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

VIERAM IGUALMENTE DEBATER SOBRE AS HOMENAGENS À TRIPULAÇÃO DESSA AERONAVE, QUANDO ESSE EPISÓDIO HISTÓRICO COMPLETARÁ 75 ANOS EM 10 DE MAIO PRÓXIMO.  

Foto de um hidroavião PBY-5A Catalina, do VP-45, junto com militares desse esquadrão de patrulha aérea da Marinha dos Estados Unidos – Fonte – NARA – através do pesquisador Rostand Medeiros.

Fonte – Prefeitura Municipal de Riachuelo-RN

Em 29 de março de 2019, estiveram em Riachuelo o diplomata Daniel A. Stewart e funcionário do Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife Stuart Alan Beechler.

A Prefeita Mara Cavalcanti junto ao diplomata americano Daniel A. Stewart, do Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife- Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Entre os objetivos da visita estava um encontro com a prefeita Mara Cavalcanti para conhecer aspectos gerais o município e buscar detalhes sobre o acidente de um hidroavião modelo PBY-5A Catalina da Marinha dos Estados Unidos, ocorrido em 10 de maio de 1944, em pleno período da Segunda Guerra Mundial.

Nesse dia a quase 75 anos, em um dia bastante nublado, por volta das 3 da tarde, antigos membros da nossa comunidade testemunharam a queda e destruição dessa aeronave a cerca de 20 quilômetros da pequena Riachuelo, onde então viviam cerca de 200 habitantes.

Foto da época da Segunda Guerra Mundial de um hidroavião Catalina, igual ao que se acidentou próximo a Riachuelo– Fonte – NARA – através do pesquisador Rostand Medeiros.

No desastre pereceram dez aviadores navais americanos, entre eles o oficial Calder Atkinson, Comandante do esquadrão de patrulha antissubmarino VP-45, que nesse período tinha base em Belém, estado do Pará. Nessa época as forças armadas brasileiras lutavam em conjunto com militares dos Estados Unidos contra as ações beligerantes dos submarinos alemães e italianos no Oceano Atlântico, que atacaram e destruíram vários navios mercantes brasileiros e de outros países. O Catalina do VP-45 que caiu próximo a nossa cidade era uma das aeronaves que participavam das ações de combate.

Outra visão de um Catalina– Fonte – NARA – através do pesquisador Rostand Medeiros.

Em meio aos destroços foram encontrados os corpos desfigurados do Comandante Calder Atkinson e nove outros tripulantes. Mesmo diante do quadro sinistro, os nossos antepassados tiveram todo o cuidado para trazer esses restos mortais para o cemitério da cidade, onde foram enterrados com todo o respeito, dignidade e atenção.

Foto do Comandante Calder Atkinson, que pereceu na queda do Catalina em 10 de maio de 1944– Fonte – NARA – através do pesquisador Rostand Medeiros.

Essa atitude honrada do povo riachuelense chamou à atenção de Daniel Stewart e Stuart Beechler, que informaram que o Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife vai participar das homenagens planejadas pela nossa administração municipal para marcar os 75 anos desse episódio. Nessa ocasião estará presente em nossa cidade o Sr. John Barrett, atual Cônsul Geral dos Estados Unidos na capital pernambucana.

Os visitantes que estiveram em Riachuelo. Da esquerda para a direita vemos os Srs.
Stuart Alan Beechler e Daniel A. Stewart , do Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife, seguido de Rostand Medeiros , escrito e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro Naval (R.R.) Edison Nonato de Faria
– Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Além dos membros dessa representação diplomática e do executivo municipal, vão participar das homenagens a Marinha do Brasil, que estará presente com a Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais e uma representação oficial do Terceiro Distrito Naval de Natal. Apoiando esse importante intercâmbio entre a Marinha e a Prefeitura de Riachuelo, contamos com a inestimável participação do Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro Naval (R.R.) Edison Nonato de Faria, que também esteve junto aos americanos na visita a nossa cidade.

Reunião dos visitantes junto com a Prefeita Mara Cavalcanti – Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Esse episódio histórico é bastante conhecido dos habitantes da nossa comunidade. Mas recentemente o escritor e pesquisador Rostand Medeiros, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN esteve em Riachuelo em busca de maiores informações sobre o acidente. Esse pesquisador desejava conseguir mais subsídios para o desenvolvimento de um livro sobre a Segunda Guerra no Rio Grande do Norte. Na realização dessa pesquisa Rostand Medeiros contou com o apoio de Aílton de Freitas Macedo, Secretário de Administração de Riachuelo, que buscou ajudar com todas as informações possíveis.

O Secretário de Administração Aílton Freitas apresentando um dos possíveis locais para a realização do evento dia 10 de maio– Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Uma das últimas testemunhas diretas desse episódio é o Sr. José Lourenço Filho, que foi entrevistado, como também moradores da zona rural e sítios da região. O resultado dessa pesquisa é um dos capítulos do livro “Sobrevoo – Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, lançado em 2 de abril do corrente na sede estadual do SEBRAE-RN, que apoiou a confecção dessa obra.

Livro onde está inserido o episódio da queda dessa aeronave próximo a Riachuelo em 1944. Segundo Rostand Medeiros esse livro faz parte da coleção “A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”, coleção de três livros produzida pela editora Caravela Selo Cultural e apoio do SEBRAE-RN. Fazem parte dessa coleção os livros “A engenharia norte-americana em Natal na Segunda Guerra Mundial”, de Leonardo Dantas de Oliveira, Osvaldo Pires de Souza e Giovanni Maciel de Araújo Silva., além da obra “Observações sobre a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, reunindo artigos científicos e organizados pelo escritor e editor da Caravela José Correia Torres Neto .

Rostand Medeiros igualmente esteve acompanhando Daniel Stewart e Stuart Beechler nessa visita.

Por volta de oito da manhã eles chegaram à sede da prefeitura, onde mantiveram uma reunião preliminar com a Prefeita Mara Cavalcanti, Secretário de Administração Aílton Freitas e Sara Gardênia, Secretária Adjunta. Nesse contato ficou definido como será a realização do evento de caráter histórico/educativo do próximo dia 10 de maio e foram tratados aspectos como a localização da cerimônia e a participação das entidades envolvidas. Depois os visitantes percorreram vários locais da cidade, seguindo para um encontro com o Sr. José Lourenço Filho, que bastante emocionado recebeu a todos e narrou alguns fatos relativos ao episódio corrido em maio de 1944.

O Sr. José Lourenço Filho rememorando para os americanos o episódio de 10 de maio de 1944
– Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Depois a comitiva seguiu para o Cemitério Municipal, onde os funcionários americanos desejaram conhecer o local onde foram depositados pelos Riachuelenses os restos mortais dos dez aviadores navais. A cova coletiva ficava na área antiga dessa necrópole, junto ao muro da parte posterior desse local. Um dado interessante narrado pelo pesquisador Rostand Medeiros é que na atualidade esses aviadores navais se encontram sepultados em um cemitério militar no estado de Illinois, Estados Unidos, onde seus despojos estão reunidos em um único túmulo, tal como em Riachuelo. 

O grupo de visitantes, tendo à frente o Secretário Aílton Freitas visitando o local onde os aviadores navais do seu país foram enterrados em 1944 – Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Antes do grupo seguir para o local onde a aeronave Catalina caiu, de forma surpreendente eles puderam conhecer um objeto original oriundo dos destroços: uma colher de prata com o símbolo da Marinha dos Estados Unidos e bastante conservada. Essa verdadeira relíquia histórica atualmente está de posse de uma família riachuelense, que tem enorme respeito pela peça e a preserva da melhor maneira possível.

Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Na sequência todos seguiram por estradas da zona rural, circulando por áreas que estão recebendo boas chuvas neste ano de 2019. O grupo foi até a área da queda do Catalina, onde debateram aspectos históricos do episódio.

Daniel Stewart , Stuart Beechler, Aílton Freitas e Rostand Medeiros na área do desastre do Catalina – Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

No retorno a sede de nossa prefeitura, houve um novo encontro com a Prefeita Mara Cavalcanti e ficaram acertadas várias deliberações para o evento que ocorrerá em 10 de maio próximo.

A Prefeita Mara Cavalcanti recebendo um presente do diplomata Daniel A. Stewart
– Foto – Charles Franklin de Freitas Gois.

Com essa atividade a Prefeitura Municipal de Riachuelo honrará de forma digna a memória dos militares aliados que sacrificaram suas vidas em prol da liberdade, bem como a dos nossos antepassados que souberam com extrema dignidade e atenção conceder a esses aviadores navais o descanso em solo riachuelense.

MEU NOVO LIVRO – SOBREVOO – EPISÓDIOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO RIO GRANDE DO NORTE

No próximo dia 2 de abril de 2019, em parceria com o SEBRAE, estarei lançando o livro “SOBREVOO –  EPISÓDIOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO RIO GRANDE DO NORTE”, que é parte da “Coleção a participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”.

Além desse meu trabalho, o quinto na minha carreira, eu estarei nesse lançamento ao lado dos amigos Leonardo Dantas e José Correia Torres Neto, que disponibilizarão dois interessantes trabalhos sobre o tema.

Membros do esquadrão VP-45 ao lado de um PBY Catalina, antes da vinda para o Brasi em 1944.

Entre as histórias do meu “Sobrevoo”, trago os fatos do trágico acidente aéreo de um hidroavião Catalina, da esquadrilha VP-45, que caiu em solo Riachuelense no dia 10 maio de 1944, mais precisamente nas terras da Fazenda Lagoa Nova, vitimando 10 aviadores da Marinha dos Estados Unidos.

Rostand Medeiros, José Lourençoe Aínto Freitas

Como autor Dessa obra quero deixar de público os meus mais sinceros agradecimentos ao povo riachuelense. Especialmente a prefeita Mara Cavalcanti, ao Sr. José Lourenço Filho (verdadeira memória viva dessa cidade) e ao amigo Aílton de Freitas Macedo, cuja atenção, o empenho e o gosto que possui pela história de sua terra foram para mim ferramentas preciosas e fundamentais para a concretização desse trabalho.

Trocando informações com as pessoas de uma comunidade rural que conhece bem o episódio.

AS IMAGENS DA FORTALEZA DOS REIS MAGOS EM GRAVURAS DO SÉCULO XVII

Fonte – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:AMH-6794-NA_View_of_Fort_Ceulen_on_the_Rio_Grande.jpg

A imagem aqui apresentada é uma das muitas gravuras existentes no monumental livro produzido pelo explorador holandês, missionário e teólogo Arnoldus Montanus(1625? – 1683). É uma visão finamente gravada da Fortaleza dos Reis Magos, mostrada fortemente armada ao longo do Rio Potengi. No primeiro plano, soldados e nativos podem ser vistos descarregando mercadorias de pequenos barcos que chegavam a terra firme. O título é envolto em um lindo banner, junto com uma grande crista heráldica. 

Essa gravura foi publicada em um livro, cujo título original em holandês era De Nieuwe en Onbekende Weereld, tendo sido publicado originalmente em 1671. O livro foi traduzido na Inglaterra pelo editor de mapas John Ogilby sob o título, bastante impressionante e extenso, de “O Novo e Desconhecido Mundo: ou Descrição da América e do Sul, Contendo a origem dos Americanos e Sul-terrestres, viagens notáveis ​​para lá, qualidade das margens, ilhas, cidades, fortalezas, templos, montanhas, fontes, rios, casas, a natureza das feras, árvores, plantas e lavouras estrangeiras, religião, costumes, ocorrências milagrosas, guerras antigas e novas: adornadas com ilustrações tiradas da vida na América e descritas por Arnoldus Montanus”. 

Esta obra reflete o fascínio da Europa do século XVII com o Novo Mundo. Montanus era um ministro protestante e diretor da escola latina na cidade de Schoonhoven, no oeste da Holanda. Ele escreveu livros sobre história da igreja, teologia, história dos Países Baixos e povos e culturas das Américas e da Austrália.


Capa da primeira edição – Fonte – https://en.wikipedia.org/wiki/De_Nieuwe_en_Onbekende_Weereld

De Nieuwe en Onbekende Weereld tornou-se popular na Europa e foi amplamente lido ao longo de muitos anos. O editor da obra foi o livreiro e gravador de Amsterdã, Jacob van Meurs, que esteve ativo de 1651 a 1680 e se especializou em trabalhos de história e geografia criados ou narrados por viajantes do Novo Mundo. Entretanto Montanus nunca visitou o Novo Mundo e sua obra contém inúmeros erros e concepções fantásticas sobre as pessoas e os animais das Américas. Ele repetiu muitas concepções fantásticas e o mesmo vale para as ilustrações.

No entanto o livro é ricamente ilustrado com 125 gravuras de cobre, incluindo 32 vistas dobradas, 70 placas, 16 mapas e 7 retratos incomumente bonitos de exploradores famosos, cada um destes rodeado por molduradas barrocas.

Mas a bela gravura da Fortaleza dos Reis Magos no início desse artigo não foi a primeira realizada sobre essa praça de guerra, o mais importante monumento histórico do Rio Grande do Norte. Ela é uma adaptação dos quadros intitulados “Fluvius Grandis”(Grande Rio), de autoria do holandês Frans Janszoon Post e pintados bem antes de 1871.

Um desses quadros ilustra o livro de Caspar (Ou Gaspar) Barlaeus, cuja publicação ocorreu em 1647. Essa gravura possui nessa obra a estampa de número 30, estando sem assinatura, mas com as características de outras obras assinadas por Frans Post. Mostra a foz do Rio Potengi e a Fortaleza dos Reis Magos, que é apresentado no desenho ao centro, construído em pedra, tendo os seus ângulos em blocos aparelhados, contrastando com o restante da superfície, mais rústica. Igualmente vemos quatro das pontas, o que nos faz supor que o autor estivesse situado sobre o recife que se vê no primeiro plano, que barrava em parte a entrada do rio, com o mar à sua esquerda e o rio à direita.

Sobre as paredes é possível visualizar várias seteiras e nas extremidades pequenas guaritas, provavelmente em madeira, sustentadas com peças inclinadas, que se apoiavam sobre a alvenaria de pedra.

Quadro de Post no Museu do Louvre – Fonte –
 www.gallerix.ru

Já Erik Larsen, em seu livro Interprète du Brésil (1962 – pág. 186) dá notícia de um outro quadro de Post no Museu do Louvre, em Paris, mostrando a mesma vista, assinado e datado de 1639, que mostra, ao fundo, o Forte dos Reis Magos, os arrecifes (lado esquerdo da imagem) e uma representação do povo Potiguara que habitava a região. Larsen informa também sobre um desenho quase idêntico, existente no British Museum, em Londres.

Já sobre a obra de Frans Post, segundo Franciane Monara da Silva Soares pode-se dizer que ela está dividida em quatro etapas, as quais sofreram diversas mudanças ao longo de seus 40 anos. A primeira fase de Post, intitulada Os anos brasileiros, durou de 1637 a 1644 e foi o momento mais espontâneo e original do pintor. Post reproduziu 18 paisagens brasileiras que representavam as províncias do Brasil controladas por Nassau.

Ainda segundo Monara, fica claro que as imagens de Post feitas no Brasil eram criadas a partir de uma motivação econômica e política, pois sua intenção era registrar a riqueza e organização das terras sob o domínio holandês na América Portuguesa.

Para os potiguares essa é a das mais antigas, se não a mais antiga, gravura representando algo relacionado com a sua terra.


Fontes – http://www.sudoestesp.com.br/file/colecao-imagens-periodo-colonial-rio-grande-norte/685/

https://www.researchgate.net/figure/Frans-Post-Forte-dos-Tres-Reis-Magos-ou-Ceulen-oleo-sobre-tela-620-x-950-mm-1638_fig6_228792771

http://www.rn.anpuh.org/2016/assets/downloads/veeh/ST07/O%20imaginario%20de%20Frans%20Post%20e%20Albert%20Eckhout%20um%20estudo%20diferenciado%20da%20colonizacao%20do%20Brasil%20para%20a%20educacao%20basica.pdf

https://www.wdl.org/en/item/518/

DE POBRE ABANDONADO A RICO ESCRITOR – JACK LONDON PREDESTINADO A NUNCA ENVELHECER

Fonte – https://www.designdoescritor.com/single-post/2018/11/27/De-pobre-abandonado-a-rico-Escritor—Jack-London-predestinado-a-nunca-envelhecer

Um extremista, radical e pesquisador, Jack London nunca foi destinado a envelhecer. Em 22 de novembro de 1916, London, autor de Chamado Selvagem, morreu aos 40 anos. Sua curta vida foi controversa e contraditória.

Nascido em 1876, o ano da Batalha de Little Bighorn e da morte do general George Amstrong Custer, o escritor prolífico morreria no ano em que John T. Thompson inventou a submetralhadora. A vida de London personificava a frenética modernização dos Estados Unidos da América entre a Guerra Civil e a Primeira Guerra Mundial. Com sua sede de aventura, sua história de sucesso e suas ideias políticas progressistas,os seus escritos espelhavam a transformação do poder global urbano-industrial. 

Com um olhar atento e um senso inato, London reconheceu que um crescente número de leitores do país estava pronto para um tipo diferente de escrita. O estilo precisava ser direto,robusto e vívido. E ele tinha um forte atrativo para os leitores americanos, que eram propensos à nostalgia criativa. Notavelmente, as suas histórias endossavam reciprocidade, cooperação, adaptabilidade e determinação. Em seu universo fictício, lobos solitários morrem e machos alfas abusivos nunca vencem no final.  

Local de Memória de London

O Parque Histórico Estadual Jack London, de 566 hectares, fica no coração da região vinícola de Sonoma Valley, a cerca de 100 quilômetros ao norte de San Francisco, em Glen Ellen, Califórnia. 

Originalmente essa terra era o local do Beauty Ranch, onde Jack London buscava realizar pesquisas em agricultura científica e na criação de animais, mas também servia para suas inspirações. “Eu saio do meu lindo rancho”, escreveu London. “Entre minhas pernas está um lindo cavalo. O ar é vinho. As uvas são vermelhas com chamas de outono. Do outro lado da montanha Sonoma, neblinas do mar estão volteando. O sol da tarde arde no céu sonolento. Eu tenho tudo para me fazer feliz por estar vivo”.


Parque Histórico Estadual Jack London – Fonte – http://jacklondonpark.com/jack-london-docent-beauty-ranch.html

A variada paisagem bucólica do parque ainda exala essa mesma vibração cativante. Os terrenos oferecem quase 47 quilômetros de trilhas, bosques de sequoias, prados, vinhedos, paisagens deslumbrantes, um museu e exposições. Uma recompensa idílica da paisagem intocada do norte da Califórnia está em plena exibição. Para um viajante em busca de uma fuga distintamente pastoral, fortificada com uma dose rústica da história cultural da Califórnia, o Parque Histórico Estadual Jack London é um local intenso. Também não faz mal o fato do parque estar rodeado por uma infinidade de importantes vinícolas do mundo.

Início Difícil

London cresceu nas ruas mais agitadas de San Francisco e Oakland, em uma família de trabalhadores. Sua mãe era uma espiritualista, que ganhava uma vida conduzindo sessões e ensinando música. Seu padrasto era um veterano incapacitado da Guerra Civil, que trabalhava como fazendeiro, merceeiro e vigia noturno. O provável pai biológico de London, um astrólogo viajante, saiu abruptamente do local antes da chegada do futuro autor.


London aos nove anos de idade com seu cachorro Rollo, 1885 – Fonte – https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/32/Jack_London_age_9_-_crop.jpg

Quando criança London trabalhava na fazenda, vendia jornais, entregava gelo e levantava pinos em uma pista de boliche. Aos 14 anos ele ganhava dez centavos por hora como operário de uma fábrica de conservas. As miscelâneas e o tédio da vida de trabalho eram sufocantes para um garoto durão, mas imaginativo, que descobrir ao tesouro de livros na Biblioteca Livre de Oakland. Obras de Herman Melville,Robert Louis Stevenson e Washington Irving fortificaram-no para as perigosas delícias da orla de Oakland, onde se aventurou aos 15 anos de idade.

Usando seu pequeno veleiro,o  “Razzle-Dazzle”, para pescar ostras e vendê-las a restaurantes e bares locais, ele passou a ganhar mais dinheiro em uma única noite, do que ele poderia trabalhar um mês inteiro na fábrica de conservas. Aqui, na orla decadente entre um submundo de vagabundos e delinquentes, ele rapidamente se juntou a uma tripulação mal-humorada de marinheiros e perdulários. 

O roubo, o deboche e a camaradagem eram totalmente estimulantes – pelo menos por um tempo. Mas London queria ver mais do mundo. Então ele embarcou em uma expedição de caça às focas a bordo da escuna “Sophia Sutherland”  e viajou pelo Oceano Pacífico até o Japão e as Ilhas Bonin. Ele retornou a San Francisco,trabalhou em uma usina de juta como um aquecedor de carvão, depois partiu para andar nos trilhos, onde caminhou por toda a América e viveu um tempo para a vagabundagem. Tudo antes dos 20 anos de idade.

“Eu nasci na classe operária”,lembrou ele, “e eu estava agora com dezoito anos, abaixo do ponto em que comecei. Eu estava no porão da sociedade, nas profundezas subterrâneas da miséria. Eu estava no abismo, no abismo, na fossa humana, na desordem e no cemitério da nossa civilização. Eu estava com medo de pensar”. Ele então resolveu parar de depender de sua força muscular e se tornar um “comerciante de cérebros”.

De volta à Califórnia, London matriculou-se no ensino médio e ingressou no Partido Trabalhista Socialista. Em 1896 ele entrou na Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde durou um semestre antes do seu dinheiro acabar. Em seguida, em julho de 1897, fugiu para o Klondike, Alasca, quando teve a chance de se juntar à famosa “Corrida do Ouro”. Ele passou onze meses mergulhando na vibração sublime das terras do norte, com seu elenco único de garimpeiros e viajantes.


London tinha apenas 21 anos quando desembarcou no Alasca em 1897 para encontrar sua fortuna em ouro – Fonte – https://truewestmagazine.com/jack-londons-alaska/

Os silvestres congelados proporcionavam a paisagem agourenta que inflamava suas energias criativas. “Foi no Klondike que me encontrei”, disse London. “Lá ninguém fala muito. Todo mundo pensa. Lá você tem sua perspectiva. Eu tenho a minha”. 

Em 1899 ele havia aperfeiçoado seu ofício e grandes revistas começaram a abocanhar suas histórias vigorosas. Quando se tratava de evocar sensações elementares, ele era um perito literário. Se você quiser saber como é congelar até a morte, leia a história contida em Para fazer fogo.Se você quiser saber como é um trabalhador de fábrica se transformar em uma máquina, leia O Apóstata. Se você quiser saber como é sentir o êxtase da vida em seu corpo, leia Chamado Selvagem. E se quiser saber como é viver livre ou morrer, leia Koolau,o Leproso.

A publicação de suas primeiras histórias do Klondike lhe garantiu uma vida de classe média segura. Em 1900 ele se casou com sua ex-professora de matemática Bess Maddern e eles tiveram duas filhas. A aparição de Chamado Selvagem em 1903 fez do autor de 27 anos de idade uma enorme celebridade. Revistas e jornais frequentemente publicaram fotografias mostrando sua aparência robusta, que exalava um ar de vitalidade juvenil. Suas viagens, ativismo político e proezas pessoais contribuíram bastante para os repórteres políticos e colunistas de fofocas.

Intelectual Intenso

London se tornou subitamente um ícone da masculinidade e um importante intelectual público. Ainda assim, a escrita continuou sendo a atividade dominante de sua vida. O novelista E. L. Doctorow descreveu-o apropriadamente como “um grande palavrão do mundo,física e intelectualmente, o tipo de escritor que foi a um lugar e escreveu seus sonhos nele, o tipo de escritor que encontrou uma ideia e girou sua mente sobre isto”.

Em suas histórias, London simultaneamente ocupa perspectivas opostas. Às vezes, por exemplo, o darwinismo social parece ultrapassar o seu igualitarismo declarado, mas em outro trabalho (ou mais tarde no mesmo) seu idealismo político se reafirmará,apenas para ser desafiado novamente mais tarde. 

London flutua e se contradiz,fornecendo uma série de pontos de vista que mudam dialeticamente e que resistem à fácil resolução. Ele foi um dos primeiros escritores a enfrentar seriamente, embora nem sempre com sucesso, as multiplicidades singulares do modernismo. A raça continua sendo um tópico agitado nos estudos sobre London. Angustiantemente, como outros intelectuais importantes do período,suas visões raciais foram moldadas pelas teorias predominantes do racismo científico, que falsamente propagavam uma hierarquia racial e valorizavam os anglo-saxões.

Ao mesmo tempo ele escreveu muitas histórias que eram antirracistas e anticoloniais e que exibiam caracteres não brancos excepcionalmente capazes. Earle Labor, estudioso de Jack London e seu biógrafo oficial descreve as visões raciais do autor como”um feixe de contradições”, e suas inconsistências na raça certamente exigem um exame minucioso.


Eu estava na porta aberta”, detalhe de uma fotografia de Jack London de seu livro de memórias 
A Estrada (1907)  – Fonte – https://publicdomainreview.org/2016/11/22/astral-travels-with-jack-london/

Uma curiosidade insaciável impeliu London a investigar e escrever sobre uma ampla gama de tópicos e questões. Muito do seu trabalho menos conhecido permanece altamente legível e intelectualmente envolvente. O Tacão de Ferro (1908) é um romance despótico, pioneiro, que prevê a ascensão do fascismo nascido a partir da desigualdade de renda do capitalismo. Esse romance, o mais explicitamente político do autor, foi um precursor crucial para o livro de George Orwell com 1984, e Sinclar Lewis com Não vai acontecer aqui.

Dada a turbulência econômica dos últimos anos, os leitores do O Tacão de Ferro compreenderam prontamente a representação londoniana de uma oligarquia totalitária que constitui “nove décimos de um por cento” da população dos Estados Unidos, detentora de 70% da riqueza total do país.

Seus colegas socialistas criticaram o livro quando ele saiu, porque a utopia coletivista do romance leva 300 anos para surgir – não exatamente a revolução que os compatriotas radicais de London imaginavam. Um realista político, neste caso, ele reconheceu como os mestres capitalistas eram realmente arraigados, astutos e venais.

O Problema do Álcool e Viagens

Jack London também produziu uma exposição do mercado literário em seu romance de 1909,  Martin Eden, que critica a loucura da celebridade moderna. Intimamente modelado em sua própria ascensão ao estrelato, a história traça a ascensão de um autor aspirante que, depois de escrever sobre sua saída da classe trabalhadora e alcançar renome, descobre a complexidade estética em um mundo inclinado ao brilho e ao lucro. Tematicamente, o romance antecipa O  Grande Gatsby, de Fitzgerald e sempre foi uma espécie de clássico underground entre os escritores, incluindo Vladimir Nabokov, Jack Kerouac e Susan Sontag.

London se tornou ainda mais pessoal em seu livro de memórias confessional de 1913,  Memórias de um alcoólico – John Barleycor, onde ele relata o significado pesado que o álcool – personificado como John Barleycorn – desempenha em sua vida. London parece ciente de que abusa de álcool com muita frequência, mas também proclama que continuará a beber quando necessário. Para muitos esse livro é um estudo de caso clássico de negação pessoal, enquanto outros o veem como uma descida existencial e honesta em direção à essência da autoconsciência. 

O problema com John Barleycorn para London (e o resto de nós) é que ele dá e tira. A bebida abre caminho para a camaradagem, oferece um antídoto à monotonia da vida e aumenta as aventuras do ser exaltado. Mas o preço é a debilidade, a dependência e um desânimo niilista que ele chama de “lógica branca”. Notavelmente desprotegida e franca,London revela como a difundida disponibilidade de bebida cria uma cultura de vício.

Como jornalista os artigos de London sobre política, esportes e guerra frequentemente apareciam nos principais jornais. Especializado em fotografia documental e fotojornalismo,tirou milhares de fotografias ao longo dos anos, desde as favelas do lado leste de Londres, até as ilhas do Pacífico Sul. Em 1904 viajou como correspondente de guerra na Coréia para relatar a Guerra Russo-Japonesa.

No ano seguinte London comprou o primeiro pedaço de terra em Glen Ellen, Califórnia, que acabaria se tornando o seu Beauty Ranch. Naquele mesmo ano ele também embarcou por um tour de palestras socialista em todo o país.

London e Charmian Kittrege – Fonte – https://www.lpm-blog.com.br/?tag=jack-london

Depois do colapso do seu casamento, em 1904, London casou com Charmian Kittrege, o epítome da progressista “New Woman” — atlética e independente —com quem teve um caso durante o seu primeiro casamento. Eles permaneceriam juntos até a morte de London.

Após a publicação de dois romances que se tornariam clássicos,  O Lobo do Mar e Caninos Brancos, London começou a projetar seu próprio veleiro de 45 pés, o Snark. Em 1907 partiu para o Havaí e os mares do sul com sua esposa. Uma série de doenças tropicais iria aterrá-lo em um hospital australiano, quando ele foi forçado a terminar a viagem no mês de dezembro seguinte. Embora ele projetasse enorme energia pessoal e carisma, Jack London teve problemas frequentes de saúde ao longo dos anos e seu consumo excessivo de bebidas e cigarros, associados a uma dieta ruim, só pioraram as coisas.

O Fim

London estava bem à frente no jogo imobiliário em 1905, quando começou a comprar terras agrícolas exaustas ao redor de Glen Ellen. Sua intenção era restaurar a terra usando métodos agrícolas inovadores, como terraços e fertilizantes orgânicos. Hoje,docentes conduzem turnês mostrando as práticas agrícolas progressistas e agrícolas sustentáveis ​​de London.

O chalé do autor foi meticulosamente restaurado. O espaço de trabalho, a escrivaninha e a maior parte da mobília é original. A arte e os acessórios de London estão expostos. Os visitantes podem aprender muito sobre a vida repleta de ação de London e a sua visão agrária. “Eu vejo a minha fazenda”, declarou ele, “em termos do mundo e do mundo em termos da minha fazenda”.


London, com um porquinho, seis dias antes de morrer, como retratado em O Livro de Jack London (1921) por sua esposa Charmian London – https://publicdomainreview.org/2016/11/22/astral-travels-with-jack-london/

Mas London tirou um tempo de sua fazenda para excursões prolongadas. Em 1911, ele e sua esposa dirigiram uma carroça de quatro cavalos em uma viagem de quase 2.500 quilômetros pelo Oregon. Em 1912 eles navegaram de Baltimore para Seattle, passando pelo temível Cabo Horn como passageiros a bordo do navio “Dirigo”.

No ano seguinte, London passou por uma apendicectomia, e os médicos descobriram seus rins gravemente doentes. Semanas depois a nova casa da fazenda de London, apelidada de Wolf House, foi incendiada pouco antes de sua construção ser concluída. Construída a partir de rochas vulcânicas nativas, era para ser o cume rústico do Beauty Ranch e o avatar arquitetônico de Jack London. Ele ficou arrasado com o fogo e prometeu reconstruir o local, mas nunca teria a chance.

Fotografias tardias mostram London desengonçado e notavelmente inchado – efeitos de seus rins doentes. Apesar de sua saúde se deteriorar, ele continuou produtivo e também permaneceu politicamente engajado. 

Nos últimos dois anos de sua vida ele sofreu crises de disenteria, distúrbios gástricos e reumatismo. Ele e sua esposa fizeram duas viagens de recuperação prolongadas para o Havaí, mas London morreu no Beauty Ranch em 22 de novembro de 1916 de intoxicação urêmica e um provável derrame cerebral. Em 18 anos, ele escreveu 50 livros, 20 deles romances.

HISTORIADOR CLÁUDIO GALVÃO LANÇOU LIVRO SOBRE VARELA SANTIAGO

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Lançamento do livro traz consigo carga significativa quando se trata de instrumentos de manutenção da história da cidade do Natal e de todos os seus grandes personagens

Com um conteúdo repleto de belos momentos, “Um apóstolo entre nós” de autoria do historiador Cláudio Galvão traz de forma sublime o trajeto e acúmulo de vida do ilustre doutor Varela Santiago.

O lançamento da obra que retrata diversos relatos sobre esse médico e humanista aconteceu às 17h do dia 28 de dezembro de 2017, quinta-feira, no Hospital Infantil Varela Santiago, na Av. Deodoro da Fonseca, 518, no Centro.

Manoel Varela Santiago Sobrinho, mas conhecido como Dr. Varela Santiago foi fundador do Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio Grande do Norte (IPAI/RN) que é o mantenedor do Hospital infantil Varela Santiago. Sua história é de dedicação e muito empenho na área da saúde e principalmente na concretização do IPAI/RN e do Hospital Infantil Varela Santiago.

O lançamento do livro trouxe uma carga extremamente significativa quando a questão se trata de instrumentos de manutenção da história da cidade do Natal e de todos os seus grandes personagens. A obra será vendida por R$ 70,00, a Av. Deodoro da Fonseca, 518, no Centro e toda a renda arrecadada está sendo doada ao hospital.