VIVA LUIZ GONZAGA – OS PRIMEIROS ANOS

FONTE – http://luzdefifo.blogspot.com

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, extremo oeste do estado de Pernambuco, em uma fazenda chamada Caiçara, a três léguas da cidade. Era filho de Januário e Ana Batista, conhecida por Santana. Consta que ele recebeu o seu nome por ter nascido no dia dedico a homenagear Santa Luzia.

Aos sete anos Luiz já ajudava a família pegando na enxada. Mas preferia ficar olhando o pai consertar sanfonas e observar como se tocava esse instrumento. Januário era sanfoneiro respeitado em toda a região e Luiz estudava os movimentos dos dedos do pai no teclado, louco para experimentar o fole.

Dona Santana e Januário, pais de Luiz Gonzaga - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Um dia, com os pais ausentes, Luiz pegou uma sanfona velha e começou a tocar. Com poucas tentativas já conseguia tirar melodias do instrumento. Foi quando a mãe chegou e lhe deu um safanão. Não queria um filho sanfoneiro que se perderia no sertão. Mas Januário gostava das tendências musicais do filho. Deixava o filho ir tocando as sanfonas que vinham de longe para serem consertadas. Só se assustou quando um dono de um terreiro muito concorrido pediu licença para Luiz tocar num baile. O menino irrequieto e cheio de iniciativa, já andara tocando por lá, sem que Januário soubesse, fazendo grande sucesso.

– Fale com Santana, ela é que resolve – disse Januário, ao mesmo tempo orgulhoso e temeroso pelo filho.

Santana a princípio negou, mas depois resolveu deixar na mão dos homens o assunto. Conversa vai, conversa vem, Januário consentiu:

– E se der sono nele por lá?

– Ora, a gente arma a rede e manda ele drumi – respondeu o dono do terreiro, com o sanfoneiro já garantido para a festa.

Naquela noite Luiz tocou com todo entusiasmo, agradando em cheio. Mas realmente não resistiu. Os olhos pesaram, a sanfona tornou-se um fardo e o menino foi para a rede. Tão menino ainda que fez xixi enquanto dormia, fugindo para casa com vergonha.

Já consagrada, Luiz toca com seu pai - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

A partir de então passou a acompanhar Januário pelos forrós daquele sertão. Santana a princípio discordava, mas calou-se depois de ver os dois mil réis que o menino ganhava revezando-se com o pai na sanfona.

Fazenda da família Alencar - Fonte - http://blogs.diariodepernambuco.com.br/gonzagao/?p=65

Ajudando o pai na roça e na sanfona, acompanhando a mãe às feiras, fazendo pequenos serviços para os fazendeiros da região. Luiz, embora fosse filho de trabalhadores e não fosse branco, era muito bem tratado pelos membros da poderosa família Aires de Alencar. As filhas do fazendeiro Manuel Aires de Alencar, ensinaram-lhe as poucas letras que aprendeu: assinar o nome, “ler uma carta e escrever outra”. Ensinaram-lhe também a falar correto, comer direito, boas maneiras. O Coronel Aires era considerado um homem bondoso e respeitado até pelos adversários.

Foi o Senhor Aires quem realizou o grande sonho de Gonzaga: ter uma sanfona própria. O instrumento, uma harmônica amarela marca “Veado”, custava 120$000, Luiz tinha 60$000 economizados. O fazendeiro pagou o resto. Mais tarde foi reembolsado por Luiz com o fruto de seu trabalho de sanfoneiro.

O primeiro dinheiro ganho com sua sanfona foi no casamento de Seu Dezinho, em Ipueira: ganhou 20$000. Foi nessa festa que sua fama de bom sanfoneiro começou a fixar-se. Luiz sentiu que seu destino era aquele quando, no meio do baile, Mestre Duda, o mais respeitado sanfoneiro da região, soltou o elogio: “Esse menino é um monstro pra tocar”.

Sanfoneiro era o que Luiz Gonzaga sempre quis ser na vida - Fonte - http://nacal.blogspot.com

– Foi o maior elogio que já recebi na minha vida – disse Gonzaga.

Quando descansava da sanfona, Luiz dançava e namorava. Uma vez, pensou em casar, comprou até alianças, mas Santana acabou com o noivado do adolescente. A coisa foi pior quando entrou para um grupo de escoteiros, em Exu, e começou um namoro de olhares com Nazinha, filha de Raimundo Delgado, uma figura importante da cidade.

A primeira conversa entre os dois confirmou o interesse mútuo. Pensando novamente em casamento, Luiz foi falar com os pais da moça. Raimundo não estava; a mãe foi simpática, mas deu a entender que o pai não aprovaria o namoro. Dias depois, um amigo contava a reação de Raimundo “- Um diabo que não trabalha, não tem roça, não tem nada, só puxando aquele fole, como é que quer se casar? É isso, mora nas terras dos Aires e pensa que é Alencar. Os Aires podendo tirar o couro daquele negro. Dão liberdade e agora quer moça branca pra se casar”.

Luiz não hesitou; comprou uma peixeira e foi tirar satisfações do homem, disposto a matá-lo. Raimundo conseguiu desconversar e contou tudo a Santana. O resultado foi uma surra no valentão, a maior que recebeu na vida. Santana açoitou-o até perder as forças e cair sentado num banco. Luiz, assim que se recompôs, fugiu para o mato.

Em Crato, Luiz mentiu que ia a Fortaleza comprar um fole novo. E vendeu o velho para Raimundo Lula, tomando o trem que o levava pra uma resolução: entrar para o Exército. Queria deixar para sempre Exu, a vergonha do quase crime e de uma surra aos dezessete anos. Como tantos homens do interior, ia para a capital, buscar no Exército uma vida melhor.

O soldado Luiz Gonzaga posa com sanfona na banda de música do quartel do Exército da cidade de Juiz de Fora, meados da década de 1930, cidade mineira onde ele passou a maior parte da vida militar - Fonte - http://www.museuluizgonzaga.com.br

Tornou-se o recruta 122 numa época violenta: a Revolução de 1930 logo estourava no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Para este último Estado seguiu o batalhão de Luiz, aderindo aos revoltosos na cidade de Sousa. Os meses seguintes foram de missões ao Pará, interior do Ceará e Teresina, agora em defesa da revolução vitoriosa. Na capital do Piauí, o soldado 122, que estava prestes a dar baixa, conseguiu o engajamento e foi para o Sul: Rio, Belo Horizonte, Campo Grande, Juiz de Fora.

Tinha agora um apelido: “Bico de Aço”, pois se tornara corneteiro muito competente. Com a sanfona, tivera um reencontro muito triste. Foi tocar na orquestra do quartel, o maestro falou:

– Gonzaga, dá um Mi Bemol aí.

– Mi Bemol? Que diabo é isso?

E assim o bom sanfoneiro de Exu ficou de fora da orquestra: não sabia nem a escala musical. Mas decidiu aprender. Mandou fazer uma sanfona com Seu Carlos Alemão e começou a estudar com Domingos Ambrósio, O Dominguinhos, famoso sanfoneiro de Minas. Aprendia o Mi Bemol e as músicas que se tocavam no centro do país: polcas, valsas, tangos.

Transferido para Ouro Fino, sul de Minas, lá tocou pela primeira vez num clube, “assassinando” o repertório de Augusto Calheiros e Antenógenes Silva. Os bons tempos de caserna estavam no fim. Uma nova lei proibia que Luiz ficasse mais de dez anos engajado. Depois de uma ida a São Paulo, em busca de um fole melhor, retornou à vida paisana. Era 1939, Luiz Gonzaga não sabia direito o que fazer.

“Cum um bocado de roupa
Minha sanfona e dinheiro
Eu vim pra terra da luz
Que é o Rio de Janeiro;
Tive meu primeiro emprego
Meu amigo não se zangue;
Foi num canto de café
Ali pertinho do Mangue.”

Enquanto esperava um navio para voltar a Pernambuco, Luiz ficou no Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro. Um soldado o aconselhou:

Ganhando a vida com a sanfona - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

– Mas, rapaz! Com um instrumento desses aí e na moita. Isso é dinheiro vivo, moço! Sei onde você com isso aí pode levar seus cinquentões folgados!

Era na zona do Mangue, Rua Júlio do Carmo, esquina de Carmo Neto. “Um fuzuê dos diabos”, como narrou anos depois Luiz.

Ao barulho do movimento na rua juntava-se o rumor dos bares, da boêmia malandra e constante, soldados e marinheiros do mundo inteiro. Loiros, chinos, brasileiros, alemães, russos, polacos, o diabo. Desconfiado, Luiz começou a tocar timidamente. Mas logo conseguiu um companheiro, o guitarrista Xavier Pinheiro, com quem passou a tocar nos bares do mangue, nas docas do porto, nas ruas, onde houvesse alguém disposto a ouvir e jogar alguns tostões no pires. Acabou sendo convidado para tocar em festinhas de subúrbio e nos cabarés da Lapa, após a meia-noite, quando encerrava seu “expediente” nas ruas da cidade. A sanfona garantia-lhe a sobrevivência e abria-lhe novos caminhos.

Na gafieira Elite, na Praça da República, Luiz teria a primeira oportunidade de conhecer uma figura do rádio, o pianista cego Amirton Valim, para quem tocou seus forrós e chamegos do Nordeste. Era uma exceção, pois seu repertório continuava sendo o exigido pelo público da época: tangos, fados, valsas, foxtrotes, etc.

Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Foi tocando esses ritmos estrangeiros que Luiz fez as primeiras tentativas no rádio, arriscando-se nos programas de calouros de Silvino Neto e Ari Barroso. Fracasso total: nunca passava de uma medíocre nota 3.

Um dia um grupo de estudantes cearenses chamou-lhe a atenção para o erro que cometia: por que não apresentava as músicas que crescera ouvindo e tocando, as músicas gostosas dos sanfoneiros do sertão como seu pai Januário e Mestre Duda?

– Bôas noite, seu Barroso.
– Rapaz, procure um emprego.
– Seu Ari, me dá licença pra eu tocar um chamego?
– Chamego?… O que é isso no rol da coisa mundana?
– O chamego, Seu Barroso, é música pernambucana.
– Como é o nome desse negócio?
– “Vira e Mexe”
– Pois arrivira e mexe esse danado… A gente vê cada uma…

Ary Barroso - Fonte http://www.clickgratis.com.br

Luiz virou e mexeu com todo mundo. Ari Barroso deu-lhe nota 5 e o prêmio de 15$000. O público pediu bis, entusiasmado com a descoberta. Luiz também fazia uma descoberta “-Havia ambiente para as músicas do nosso sertão, havia um filão a explorar, até então virgem quase não passavam de contrafações grosseiras aqueles programas sertanejos com emboladas e rancheiras”.

Não deixou o pires do Mangue, mas começou a aparecer em programas de rádio, como o “Zé do Norte”, e a conhecer os compositores que admirava: Augusto Calheiros, Antenógenes Silva. Este último, ao saber que Gonzaga tocava no Mangue, profetizou “-Pois vá se aguentando lá, que seu dia chegará”.

E o dia começou a chegar quando Luiz, tocando no Mangue, foi procurado por Januário França, pois este precisava de um sanfoneiro para acompanhar Genésio Arruda numa gravação. Luiz hesitou:

– Será que eu acerto?

– É sopa, rapaz.

Luiz saiu-se tão bem no acompanhamento que o diretor artístico e chefe do setor de vendas da empresa fonográfica multinacional norte-americana RCA Victor, Ernesto Augusto Matos, pediu-lhe para tocar alguma outra coisa em solo. Luiz tocou duas valsas e uma rancheira.

Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Matos gostou e acabou fazendo uma concessão “-Agora meta lá esse negocinho do Norte que você disse que tem”. O “negocinho” eram o xamego “Vira e mexe” e o xote “No Meu Pé de Serra”. E o empresário o mandou vir gravar no outro dia, 5 de março 1941.

Seu talento chama a atenção ainda mais a atenção de Ernesto Matos. No dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal e exclusivo da RCA Victor, quatro músicas que são lançadas em dois discos de 78 rotações.

Logo é publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título “Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom”.  Ainda em 1941, Gonzaga grava mais dois disco de 78 rotações.

O sucesso havia chegado e Gonzaga já era chamado como “o maior sanfoneiro do Nordeste, e até do Brasil”.

Nos anos seguintes grava cerca de 30 discos de 78 rotações, muitos choros, valsas e mazurcas, todos em solo e instrumentais, pois a RCA Victor insiste em não lhe permitir cantar em seus discos.

Impresso do disco RCA Victor, onde Luiz Gonzaga tocou junto ao seu pai em 1954 - Fonte - http://budegadamusica.blogspot.com

Inicia apresentações na Rádio Clube do Brasil, para onde foi levado por Renato Mource, substituindo Antenógenes Silva no programa “Alma do Sertão”. Ali conheceu César de Alencar, o locutor do programa. Foi quando apareceu Dino, violonista de sete cordas que tinha a mania de apelidar todo mundo. Ao ver a cara redonda e rosada de Luiz Gonzaga, Dino imediatamente o chamou de “Lua”.

Em 1943 é trazido pelas mãos do radialista Almirante – que também foi responsável pela descoberta de Gonzaga – o sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo, que realiza sua estreia na Rádio Nacional com roupas típicas de gaúcho. Inspirado nele, Gonzagão passa a se apresentar vestido de nordestino.

Nessa época, irritado com a interpretação dada por Manezinho Araújo para a sua “Dezessete e Setecentos”, parceria com Miguel Lima, o sanfoneiro passa a cantá-la. Chovem cartas pedindo que ele continue cantando.

Em 1944 Gonzagão é contratado pela Rádio Nacional, com um salário de Cr$ 1.600,00. Nesta empresa o então radialista Paulo Gracindo divulga seu apelido “Lua”.

No ano seguinte consegue alcançar um grande sonho; grava seu primeiro disco tocando e cantando. É escolhida a mazurca “Dança Mariquinha”, uma parceria com Miguel Lima. Luiz Gonzaga chama atenção pelo timbre de voz e a sua desenvoltura no cantar. Nesse mesmo ano, e ainda em parceria com Lima, grava outros dois discos interpretando “Penerô Xerém” e “Cortando Pano”.

Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Querendo dar um rumo mais nordestino para suas composições, Gonzaga procura o maestro e compositor Lauro Maia, para que este coloque letras em suas melodias. Mas Maia recusa, porém apresenta-lhe o cunhado, o advogado cearense Humberto Cavalcanti Teixeira, com quem Luiz Gonzaga viria a compor vários clássicos. No dia 22 de setembro, nasce de uma relação com a cantora Odaléia Guedes dos Santos o seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.

No mês de outubro de 1946, o conjunto “Quatro Ases e um Coringa”, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a a música “Baião”, segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, sucesso em todo país.

Depois de receber a visita de sua mãe Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos de ausência. No retorno para a então Capital Federal, passa pelo Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zé Dantas, um jovem estudante de medicina, natural da cidade de Carnaíba, no sertão do Pajeú. Zé Dantas era um grande músico por vocação, um apaixonado pela cultura nordestina e nasce uma grande amizade com o sanfoneiro de Exu.

Em família: Gonzagão e os irmãos dançando e os pais tocando - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Luiz Gonzaga grava em março de 1947 um disco de 78 rotações que trás uma música que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada “Asa Branca”. Era a sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestina.

A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota à sua apresentação artística o chapéu de couro semelhante ao utilizado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração. Embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se trajado “como cangaceiro” nos seus programas, ele gradativamente vai assumindo o uso do chapéu de couro, ao mesmo tempo em que também plasmava a identidade nordestina no cenário nacional.

Num domingo de julho Gonzaga conhece na Rádio Nacional a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece e Gonzaga pensa em casar. Fato que ocorre em 16 de junho 1948 no Rio de Janeiro. O novo casal passa a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi.

No ano seguinte, aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém, devido as desavenças e mortes que acontecia entre as famílias Sampaio e Alencar, interrompem a viagem quando estavam no Crato, Ceará. A grande violência que marcava a disputa entre estes clãs rivais em Exu, ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 1949.

Luiz Gonzaga e Zé Dantas - Fonte - http://luzdefifo.blogspot.com

Em janeiro de 1950, para alegria de Gonzaga, o médico formando Zé Dantas chega ao Rio de Janeiro. Nesse ano o sanfoneiro pernambucano lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zé Dantas. Muitas destas se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música “A dança da moda”, parceria com Zé Dantas que retratava a febre nacional pelo baião.

E a trajetória de sucesso continuou.

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Uma opinião sobre “VIVA LUIZ GONZAGA – OS PRIMEIROS ANOS”

  1. Sou tímido,sou mineiro,nem tampouco sei dançar, mas quando ouço a música de Luiz Gonzaga, me vem um bate-bate no coração e me dá vontade de dançar.No seu centenário que Deus guarde o Lua nas palmas de sua mão. Parabéns pelo blog.

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