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1967 – VERDADE E LENDA SE MISTURAM NA HISTÓRIA DE CANGUARETAMA

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Celebração em Canguaretama, Rio Grande do Norte, do Massacre dos Mártires de Cunhaú – Fonte – http://www.vntonline.com.br/2016/07/canguaretama-rn-celebra-371-anos-dos.html

Autoria original deste texto é do repórter Antônio Melo e as fotografias mais antigas foram feitas por Paulo Saulo, tendo o material sido publicado originalmente no Diário de Natal, nas edições de quarta feira, 5 de abril de 1967 (Pág. 4), e sábado, 8 de abril (Pág. 5).

TOK DE HISTÓRIA traz na íntegra a reprodução desta matéria jornalística que mostra como a tradição oral na cidade de Canguaretama informava sobre os ricos e interessantes episódios da rica história da região. Um exemplo é o Massacre da Igreja do Engenho Cunhaú, mesmo tendo passado 322 anos dos sangrentos episódios em 1967, eles eram narrados conforme haviam sido transmitidos pelos mais velhos da região.

Dedico o resgate e a democratização deste texto ao meu amigo Professor Francisco Galvão, um orgulhoso e dedicado filho de Canguaretama.

Boa leitura!

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A seis quilômetros da cidade de Canguaretama e a um quilometro da estrada pavimentada que liga Natal àquela cidade, em meio a uma mata cerrada e quase intransponível, existe uma caverna com sete entradas, que sempre esteve, para os habitantes da região, cercada de mistérios e de estórias sobre “almas penadas”. Três denominações ela possui – “Gruta do Bode”, “Caverna das Sete Bocas” e “As Sete Bocas do Inferno”.

Poucos foram os que se aventuraram a atravessar aquelas bocas escuras, e menos dentre os moradores, gente simples cheia de crendices, daquela região aonde o progresso não chegou. No que concerne ao que os olhos humanos podem ver, existem morcegos enormes, de tamanhos variados, voando através das sete bocas e fazendo dos confins da caverna o seu refúgio. Quanto as “almas do outro mundo”…

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Canguaretama na década de 1960, ou 1970 – Fonte – http://museudoagreste.blogspot.com.br/2011/09/fundacao-da-cidade-de-canguaretama.html

Histórias e Estórias

Os moradores de Canguaretama e pessoas que residem mais perto da “Caverna das Sete Bocas” contam que, sempre souberam que foram os holandeses que ergueram aquela construção hoje misteriosa. As ruínas de uma velha cadeia no vizinho município de Vila Flor, e de uma igreja de eu hoje restam apenas as paredes carcomidas pelo tempo, tem fatos históricos que comprovam terem sido aqueles lugares palcos de enredos do período de ocupação holandesa no Nordeste brasileiro.

Mas tudo está envolvido com lendas, para o povo simples da região, e o real mistura-se ao irreal, não se sabendo onde termina a história e começa o lendário. Há pessoas que afirmam, jurando pelos nomes sagrados, terem visto aparecer ali, em noites em que foram obrigados a cruzar por aqueles caminhos próximos à gruta, fantasmas de antigos escravos e velhos senhores “que foram ricos e maus e hoje penam pelo mundo, à custa dos seus pecados”.

Traição e Morte

João Glicério é funcionário do Ministério da Agricultura e trabalha em propriedades a alguns quilômetros de Canguaretama pertencentes ao governo federal. Serviu de cicerone a reportagem do Diário de Natal e contou estórias sobre “As Sete Bocas do Inferno”. Uma dessas estórias diz respeito ao morticínio verificado na Igreja localizada no Engenho Cunhaú, cujo proprietário é o Sr. Hugo de Araujo Lima.

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Capela dos Mártires de Cunhaú – Fonte – http://www.vntonline.com.br/2018/05/canguaretama-rn-segue-no-mapa-do.html

Conta Seu Glicério – “Por volta de 1637, quando os holandeses se encontravam no Nordeste, aconteceu que existia uma espécie de resistência contra os invasores, aqui pelo município. Essa revolta era comandada pelo Padre André de Several (SIC). Os holandeses tinham dificuldade de chegar ao Rio Grande do Norte, rico em minérios”.

“Certa noite veio ter com o Padre Several o comandante das forças invasoras sediadas em Paraíba, justamente em Baía da Traição. O comandante parece que se chamava Jacó Rabi e era tenente. Disse ao Padre que, à noite, viria trazer a população da cidade uma carta do governo do seu país, falando em termos de paz e anunciando vir tratar das condições para o estabelecimento definitivo no Brasil. O Padre reuniu toda gente daqui (71 pessoas ao todo, naquele tempo). Dessas 71, 69 foram para a Igreja e as duas restantes, um velho e uma senhora que havia dado à luz uma menina naquele dia, ficaram em casa”.

“À noite, o Padre fez uma preleção para os que estavam na Igreja, exaltando o sentimento patriótico de todos e a necessidade de cada um defender a terra contra o invasor. Mas pediu para tivesse um entendimento pacífico, sem derramamento de sangue. Após preleção a Igreja foi invadida por centenas de homens armados, do Exército holandês, que realizaram a matança, sem defesa, pois os moradores do lugar estavam sem armas, na ocasião. Morreram todos os 69, mais o Padre Several. Restaram o velho e a mulher que ficaram em casa. Esse morticínio ainda hoje (1967) rende muita estória na boca do povo de Canguaretama”.

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Casa de Câmara e Cadeia da cidade de Vila Flor, Rio Grande do Norte, em 1931

Prisão de Escravos

Em Vila Flor, a nove quilômetros da “Caverna das Sete Bocas”, existe bem no centro da cidadezinha, uma velha cadeia, com paredes que têm um metro de espessura e quase 18 metros de altura. As ruinas encerram dois corredores e um salão principal, tendo no centro um mourão, grosso toco de madeira cravado no chão, com dois metros de altura. Tudo é vestígio de uma prisão, onde os detidos também eram açoitados naquele mourão.

Restos de madeiras em vários lugares da construção e a grande altura fazem imaginar que o prédio formado por dois pavimentos e que um deles, em virtude do tempo, tenha caído. As grades da velha cadeia foram retiradas e levadas para não se sabe onde. Uns dizem que foram para uma cadeia da Paraíba. As grades, dizem que eram feitas de bronze. 

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O mesmo local nos dias atuais – Fonte – http://mapio.net/pic/p-28751279/

“Caverna das Sete Bocas” Encerra Estórias de Ouro

Após seguidas tentativas de chegar ao final do túnel das “As Sete Bocas do Inferno” (frustradas porque as “bocas” se encontram obstruídas pelos desmoronamentos contínuo das pedras), tomamos a única decisão cabível – a desistência. Voltamos ao centro da cidade de Canguaretama e tornamos as estórias das pessoas do lugar.

João Glicério, o nosso guia, ainda contava – “Os bandeirantes , quando da colonização do Brasil, retiraram ouro do País para levar para Portugal. Aqui em Canguaretama existia um homem que atendia pelo nome de Arcoverde, tinha muitos escravos (negros e índios) que alugava aos bandeirantes a troco de ouro. Ganhou muito ouro em troca de escravos”. E para onde foi esse ouro? Foi o que a reportagem quis saber de Seu Glicério.

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Instantâneo realizado pelo fotografo alemão Bruno Bourgard, onde vemos os participantes de um ágape oferecido pelo coronel Joaquim Manuel de Carvalho e Silva a seu irmão, o Padre Miguel de Carvalho, por ocasião desse realizar sua primeira missa, em 8 de dezembro 1902. Foto originária da Revista da Semana, do Rio de janeiro, edição de 29 de março de 1903, página 150 e disponível em http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

O Ouro Enterrado

Seu Glicério contou sua estória, que não se sabe se tem base na verdade, ou cresceu em legenda na memória do povo.

“Soube Arcoverde que os holandeses, após a chacina do engenho Cunhaú, mostravam-se interessados no seu ouro. Vendo que não havia escapatória nem para si nem para o ouro, pegou um dos escravos, e mandou o homem enterrar sua fortuna. Foi o negro sozinho, pois os demais tinham caído em debandada, com medo dos holandeses”.  

“O negro trabalhou sozinho toda uma noite. Arcoverde foi avisado de que os holandeses estavam a menos de uma légua e como o trabalho demorava, o senhor de escravos ordenou que o restante do ouro, ainda por enterrar, fosse jogado dentro de um açude, perto da cidade. Concluído o trabalho, Arcoverde chamou seu escravo a tomar uma cachacinha como paga do serviço”.

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Foto antiga da Prefeitura Municipal de Canguaretama.

E continua Seu Glicério – “O preto estava muito cansado e estava enterrando as últimas cargas de ouro, quando seu dono pediu que apressasse o serviço, para ambos tomarem uma bebidinha. O negro animou-se e concluiu depressa a tarefa. Contente foi sentar para beber, não sabendo que havia veneno na bebida. Assim fizera Arcoverde, colocando também veneno no próprio copo. Ambos morreram, bebidos os primeiros goles. Senhor e escravo levaram o segredo do ouro, que os holandeses não levaram Dizem até que Arcoverde morreu sorrindo”.

As Moedas de Ouro

Habitantes de Canguaretama contam que, anos atrás, pessoas que realizavam reparos na Igreja de Cunhaú, encontraram ali algumas moedas de ouro. E afirma-se que elas faziam parte do tesouro enterrado de Arcoverde.

Um estudioso dinamarquês que reside em Natal e que pediu não disséssemos seu nome, compareceu, ontem, a redação do Diário de Natal, narrando o que disse ser resultados de seus estudos sobre a “Caverna das Sete Bocas” de Canguaretama.

Disse ele que a caverna é resultado de escavações realizadas pelos índios, à procura de pedra para seus machados, setas e outras armas de guerra e caça. Acredita o dinamarquês que as escavações datam muito antes da vinda dos holandeses para o Nordeste brasileiro, divergindo assim da memória oral do povo de Canguaretama.

Adiantou considerar “uma loucura” tentar penetrar naquela gruta pois ela poderia desabar e deve guardar animais venenosos eu seu interior, como serpentes.

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FLYING DUTCHMAN – O MAIS FAMOSO NAVIO FANTASMA

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Rostand Medeiros

A forma mais comum ao qual o grande público em geral imagina um navio fantasma, é aquele tipo de barco que vaga sobre as ondas quase flutuando, quase sempre sem tripulantes, que desaparece nos nevoeiros, navega assustando aqueles que os avistam e sempre surge na forma de um antigo veleiro (engraçado, mas nunca li nada sobre alguém ter visto um navio fantasma sem velas, que fosse movido a diesel e soltasse fumaça).

Bem, dentre todas as histórias envolvendo naves do além, sem dúvida a mais famosa é a do veleiro supostamente holandês chamado Flying Dutchman. Ele é temido pelos navegantes como um presságio de desastre.

Consta que em 1680 um veleiro mercante partiu de Amsterdã em direção a Batávia (atual Jacarta, na Indonésia) sob o comando de um capitão sem escrúpulos chamado Hendrick Van der Decken. Durante uma tempestade, ao contornar o famoso Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, os fortes ventos acabaram levando o barco para fora do curso marcado e, em um acesso de raiva, diz-se que o capitão Van der Decken amaldiçoou a Deus e murmurou que preferia navegar até o Juízo Final. Por causa disso ele foi forçado a continuar navegando pelos mares do mundo para sempre. Já outros relatos dizem que o Flying Dutchman só pode ser visto na área do Cabo da Boa Esperança, pois a maldição não permitiu que ele alterasse o seu curso.

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Independente desta questão, afirmasse que se alguém avistar o Flying Dutchman, pode preparar os galhinhos de arruda, arrume lá da Bahia umas velas “sete dias e sete noites”, separe uma boa quantidade de sal grosso de Macau e se ponha a rezar com todo fervor, pois algo terrível vai acontecer.

Possivelmente quem primeiro relatou publicamente ter visto o Flying Dutchman foi a tripulação de um veleiro britânico em 1835. Estes informaram terem visualizado um “navio fantasma” velejando em meio a uma tempestade severa. A guarnição britânica disse que o barco parecia estar em rota de colisão, mas então repentinamente desapareceu. Logo o tal barco fantasma foi visto por outras tripulações, principalmente na região do sul da África.

Para muitos o Flying Dutchman seria apenas uma lenda, um mito, ou puro folclóre. Mas houve informações transmitidas por pessoas que eram tidas como gente séria, de confiança na sua época e muitos destes relatos foram corroborados por testemunhas.

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Um dos mais famosos encontros ocorreu em 1881, quando o barco de guerra HMS Bacchante, na companhia de outras três belonaves, realizava um grande cruzeiro de adestramento e patrulha naval de três anos ao redor do mundo. Entre os tripulantes estavam dois jovens cadetes navais bem especiais, eram os príncipes George e Albert, netos da rainha Vitória.

Uma noite fria, o príncipe George (futuro rei George V) estava de guarda no passadiço do navio, quando ouviu o grito de um marinheiro que estava no alto de mastro, informando a presença de um “barco estranho”. O príncipe e outro oficial também viram a nave. No outro dia a história se espalhou no HMS Bacchante e logo o Flying Dutchman cobrou seu preço. Mas parece que a maldição do navio fantasma era bem seletiva, pois o futuro rei e o oficial de serviço morreram idosos, mas o pobre coitado do marinheiro que o viu morreu poucos dias depois ao cair do mastro principal.

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Consta que ainda em 1881 outro navio passou no caminho do Flying Dutchman. Este era um navio mercante sueco e outro pobre marinheiro, ao avistar o navio fantasma, igualmente despencou do seu posto no alto do mastro e morreu, mas não antes de dizer que o navio visto era o Flying Dutchman. Dois dias depois um segundo vigia deste mesmo barco foi enviado até o alto do mastro, viu a nave maldita e também morreu de uma queda.

Poucos anos depois a tripulação do barco americano Relentless, ao contornar o perigoso Cabo da Boa Esperança, viu o Flying Dutchman com consequências funestras. O capitão do barco americano ordenou ao seu timoneiro que se aproximasse do navio do além para que ele pudesse dar uma olhada melhor, mas o piloto morreu ao timão. Nas mesma noite três outros tripulantes morreram misteriosamente.

Este tipo de relatos, fossem mentirosos, ou não, continuou alimentando a lenda e nos anos posteriores o Flying Dutchman foi visto novamente. Em 1911 o barco inglês Orkney Belle se deparou com o navio fantasma e em 1914 este foi um dos primeiros navios britânicos afundados na Primeira Guerra Mundial.

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Existe o relato que em 1939, na praia sul-africana de Glencairn, em Cape Town, mais de sessenta pessoas que estavam tranquilamente a beira mar tomando banho de sol, viram o Flying Dutchman seguir célere em direção à uma barreira de pedras. Logo depois a nave desapareceu diante de todos os presentes.

Mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, aqui e acolá o Flying Dutchman era visto pelos beligerantes de todos os lados do conflito. Em 1942, de acordo com o almirante alemão Karl Doenitz, algumas tripulações de submarinos sob seu comando, em patrulha na região do cabo da Boa Esperança, relataram o avistamento do Flying Dutchman.

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Neste mesmo ano, próximo a mesma área onde o príncipe George viu o Flying Dutchman em 1881, o famoso barco fantasmas foi visto por um oficial da nave de guerra inglesa HMS Jubilee. O tripulante em questão foi o tenente Nicholas John Turney Monsarrat, membro da Royal Naval Volunter Reserve (RNVR), que uma noite estava de vigia e sinalizou com iluminação para um estranho veleiro, mas não recebeu resposta. Ele escreveu no diário de bordo do seu navio que havia visto uma escuna de uma classe desconhecida, que a mesma estava se movendo com suas velas cheias, mas não havia vento. Após a guerra o tenente se tornou o escrito Nicholas Monsarrat, autor de vários livros de sucesso na Inglaterra, como “The Cruel Sea” (1951).

Bem, Monsarrat poderia até gostar de escrever, mas em um navio, principalmente em uma nave de guerra, o que se escreve em um diário de bordo deve ser a letra da verdade, pois se não for gera severas punições. Ao relatar no diário de bordo o avistamento do Flying Dutchman, o tenente Monsarrat tornou o relato oficial. Não sei o que seus superiores acharam dele ter visto e escrito sobre este navio fantasma, mas aparentemente a sua carreira não foi afetada.

Em 1943, novamente na África do Sul, novamente em Cape Town, de uma de suas praias, quatro pessoas viram o Flying Dutchman navegando e desaparecendo atrás de uma ilha.

Em 1959, a tripulação do navio cargueiro Staat Magelhaen viu um veleiro aparecer na popa, em uma rota de colisão, era o Flying Dutchman. Assim que as duas naves estavam prestes a bater, o veleiro desapareceu. Mas foi possível avistar uma pessoa no timão, este seria o capitão Van der Decken cumprindo a sua sentença de condenação.

Comenta-se que o Flying Dutchman ainda é visto, mesmo nesta época de radares, GPS, orientação por imagens de satélite etc. Principalmente pelo pessoal de serviço no convés das modernas naves, quase sempre as três da manhã, quase sempre perto do cabo da Boa Esperança, de preferência em meio a uma tempestade.

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E então amigos do nosso “Tok de História”, as histórias envolvendo o Flying Dutchman seriam reais? Mentiras deslavadas? Miragens?  Ilusão de ótica? Efeitos da fadiga por ficar visualizando o escuro mar tanto tempo na madrugada e em meio a uma tempestade?

Real ou não, são relatos como estes que alimentam o interesse das pessoas por fatos históricos ligados aos oceanos.

Fotos – Coleção do autor.

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