Arquivo da categoria: Opiniões

NOSSA NOVA ENTREVISTA SOBRE A SEGUNDA GUERRA EM NATAL

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Rostand Medeiros – Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

Recentemente eu tive a grata oportunidade de conceder uma entrevista a revista BZZZ (número 45, edição de março de 2017) sobre minhas opiniões a cerca De certos aspectos da história de Natal durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi uma entrevista muito boa, muito positiva, conduzida pelo competente jornalista Rafael Barbosa, que para os esquecidos de plantão é o coautor, junto com o também jornalista Paulo Nascimento, do livro “Valdetário Carneiro: A essência da bala”. Trabalho que considero muito bom e informativo sobre os aspectos da violência recente no Rio Grande do Norte.

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Eu já era fã do Rafael e isso só ajudou muito o nosso contato. Basicamente nessa nova entrevista da BZZZ o Rafael procurou trazer para o leitor o que ficou deste contato entre os potiguares e os militares dos Estados Unidos que aqui estiveram.

Expressões novas, alterações no modo de falar do pessoal local, novos gestos introduzidos por este contato e muito mais. Quem também foi entrevistada foi a professora Flavia de Sá Pedreira, da UFRN, que deu um verdadeiro show de informações sobre o tema.  

Minha participação foi mais limitada, mas nem por isso deixei de gostar do resultado final. Valeu mesmo grande Rafael.

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Capa da revista BZZZ número 45, edição de março de 2017.

FANTÁSTICO – O BLOG TOK DE HISTÓRIA CHEGOU AOS 4 MILHÕES DE VISITANTES

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Eu gostaria de informar aos amigos do blog TOK DE HISTÓRIA alcançamos a maravilhosa marca de 4.000.000 de visitantes.

O que importa é aproveitar a oportunidade para agradecer aos leitores, aos colaboradores e aos blogs amigos pela força para que o TOK DE HISTÓRIA se mantenha ativo.

Já comentei uma vez que para mim é surpreendente alcançar algo assim, pelas características do formato que dou a maioria das postagens publicadas. Sempre com textos longos, muitas fotos e informações. Por isso minha toda essa minha comemoração!

Valeu mesmo pelas visitas, pelas opiniões, pelas críticas, sugestões e torcida. Vocês ajudam a tornar este espaço virtual de democratização da informação histórica entre os mais acessados com este tipo de temática.

Nossos sinceros e mais profundos agradecimentos.

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Fonte das imagens – http://bocaderua.com.br/?p=20324

15 ANOS DE CRIAÇÃO DA REVISTA PREÁ

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AUTOR – Tácito Costa

Jornalista

FONTE – http://www.substantivoplural.com.br/revista-prea/

As coisas pedem para ser escritas. Insistem por caminhos variados. Eu não tenho outro jeito senão obedecer. No sábado (04/03), o poeta Oreny Júnior me enviou um WhatsApp. Queria saber se eu tinha determinados números da revista Preá para completar a coleção dele. Respondi-lhe que não. Fui doando e fiquei sem nenhuma. Ou melhor, tenho duas lançadas recentemente.

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Da esq. para a dir. Anchieta, Érico, eu e Gustavão pelas estradas do RN à procura de boas histórias para contar

No dia 20 de fevereiro, meu aniversário, o jornalista Gustavo Porpino me enviou uma foto em que aparecem eu, ele, Anchieta Xavier e Érico Alves. Eu era o editor da revista, Gustavo o subeditor e repórter, Anchieta o fotógrafo e Érico o motorista. Raríssimo registro da gente em ação.

No emaranhado de pessoas e grupos do Whats eu só vi a foto neste domingo (05/03). Vasculhando o aplicativo, dei com a mensagem de Gustavo. Entrei em contato com ele na hora para agradecer a lembrança e falamos sobre a revista.

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Pedi para ele escrever sobre a aventura que foi trabalhar na Preá, revista de cultura criada pelo então presidente da Fundação José Augusto, François Silvestre, em 2003. Foi mesmo uma aventura e tanto. Com uma equipe reduzida, recursos parcos e uma burocracia sinistra, era uma luta botar a revista na rua, primeiro trimestralmente e depois bimestralmente. Periodicidade cumprida religiosamente. Às vezes, milagrosamente.

Mas conseguíamos graças à determinação de François, que uma vez chegou a pagar do próprio bolso gasolina para abastecer o carro velho da Fundação José Augusto que nos levaria ao interior para reportagem. Cito apenas esse exemplo para mostrar que esse era o espírito da coisa. Fazíamos na marra mesmo e tinha muito amor envolvido no projeto.

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Eu não conhecia François, Gustavo ou Anchieta. Quer dizer, François não me era desconhecido. Uns anos antes eu tinha malhado um poema dele incluído em coletânea organizada por Manoel Onofre, numa coluna sobre livros na Tribuna do Norte.

Então, eu era o nome menos provável, pelo menos para mim, para fazer parte de uma equipe comandada por François. Não tanto pelo episódio do poema, mas por vir da gestão passada (Woden/Garibaldi), num contexto de forte disputa política.

E de fato, o nome para a Assessoria de Imprensa já estava escolhido pelo gabinete da governadora Wilma de Faria, tratava-se de uma colega que já tinha trabalhado com Wilma na prefeitura. No entanto, François conseguiu sustar a nomeação e me indicou. Somente depois tomei conhecimento que acumularia a Assessoria com a editoria da revista.

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Fomos à luta e fizemos uma revista que marcou época. Entrevistas com Fernando Morais, Ariano Suassuna, Nei Leandro, Antônio Francisco, Vingt-um Rosado, Glorinha Oliveira, ensaios fotográficos e capas de Giovanni Sérgio, Marcelus Bob, Henrique José, Anchieta Xavier. Reportagens sobre a cultura nos municípios e sobre figuras como Oswaldo Lamartine, Raimundo Soares de Brito, Roberto Furtado, Osório Almeida.

Foi uma bela aventura. Mas na foto citada acima, deveria aparecer mais gente. Como o próprio François e o diagramador Lúcio Masaaki, as meninas do Gabinete, Aninha, Dulcineide, Socorro, que cuidavam da distribuição, os colaboradores. O que quero ressaltar é que a revista foi resultado de um trabalho coletivo, todos imbuídos das melhores intenções e por isso deu tão certo.

Só tenho ótimas lembranças e saudades daquele tempo. Infelizmente, Érico, o motorista, para quem não tinha tempo ruim, muito ligado a Gustavo, faleceu há alguns anos.

Aqui você pode ler algumas edições da revista Preá.

http://www.cultura.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=13530&ACT=null&PAGE=null&PARM=null&LBL=NOT%C3%8DCIA


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P.S – Esses 15 anos da REVISTA PREÁ merece muito ser comemorado. Em setembro de 2008 eu fiquei muito feliz com a aceitação por parte do pessoal da redação de um texto que criei sobre uma visita que realizei na Gruta dos Tapuias, na zona rural do município de Santana do Matos. A matéria saiu na edição de Outubro/Novembro do mesmo ano e certamente aquela publicação me deu muita vontade de continuar escrevendo sobre História. Consequentemente aquilo tudo muito me ajudou no desenvolvimento dos meus quatro livros e do nosso blog TOK DE HISTÓRIA. Parabenizo o jornalista Tácito Costa e sua equipe pela luta na criação deste valioso material, que vai servir no futuro para entender estes tempos complicados que estamos vivendo. Valeu mesmo!

Rostand Medeiros

DORIAN GRAY CALDAS, UM HOMEM MUITO SIMPLES E MUITO DINÂMICO!

 

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Foto – Novo Jornal

Rostand Medeiros – Membro do IHGRN

Ele foi pintor, escultor, tapeceiro, poeta, membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras e muitas outras coisas. Mas para mim, pelo pouco que o conheci, guardo na minha memória a visão de uma homem muito simples, tranquilo, trabalhador e que sempre se apresentou como alguém de bem com a vida!

Na minha adolescência, na época que a minha família possuía uma casa de veraneio na praia de Búzios, muitas vezes vi “Seu Dorian” percorrendo a praia pela manhã, bem cedinho, acompanhando os pescadores que traziam suas redes do mar. Guardo a imagem do artista circulando descalço, de bermudas cáqui, camisa azul clara de botão, cabelos brancos desalinhados pelo vento do litoral, com um bloquinho e um lápis na mão. Sem alardes e nem estrelismos Seu Dorian circulava entre os homens do mar e seus troféus, enquanto sua mente desenvolvia alguns esboços.

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Eu vi uma vez alguns destes desenhos e na mesma hora eu respeitei muito a sua capacidade de reproduzir artisticamente o que ele via. Sabia que ele era um conhecido e respeitado pintor, mas naquele momento me pareceu que era apenas alguém que queria registrar as cenas do cotidiano de uma tranquila praia ao sul de Natal.

Em outra ocasião, por alguma razão que não me recordo, eu estava na sua casa em Búzios e vi três belíssimas e coloridas pinturas. Eram feitas em pequenos cartões retangulares e Seu Dorian percebeu que aquele belo material chamou a minha atenção. Com uma calma e tranquilidade magníficas, me explicou como ele pintou aqueles cartões e que eram esboços para um possível grande painel, que talvez fosse realizar em Fortaleza em uma instituição bancária. Nunca soube se Seu Dorian realmente conseguiu pintar este painel, mas pelo colorido e pelas formas magnificas existentes naquelas pinturas, aquilo nunca saiu da minha memória.

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Para algo assim me chamar atenção naquela época, tinha de ser realmente muito belo, diferente, intenso e chamativo. E nem tente me reprimir meu caro leitor, pois eu estava em plena juventude, vivendo intensamente aqueles loucos anos 80. E estando em Búzios eu só gostava mesmo de namorar, está na beira da praia batendo bola, ou mergulhando com um arpão atrás de peixes nas transparentes águas da enseada daquela linda praia.

Dorian Gray Caldas nasceu no dia 16 de fevereiro de 1930, em Natal, sendo filho de uma família tradicional, com parentes que desenvolviam trabalhos artísticos. Sua primeira exposição foi realizada em 1950, junto com os pintores Newton Navarro e Ivon Rodrigues, todos eles organizadores do 1º Salão de Artes Plásticas de Natal.

Já como um contumaz leitor de jornais antigos eu descobri como este evento foi marcante na história da arte potiguar no Século XX.

A sua escultura na Praça das Mães foi extremamente festejada na época de sua inauguração, em 8 de maio de 1960, chamando muita atenção na cidade. A obra foi executada na gestão do prefeito José Pinto Freire, com Dorian Gray produzindo a estátua que representava a mãe potiguar. Na época já existia no local, ao lado da antiga sede do Tribunal de Justiça, uma praça, ou “square”, como se dizia na época. Ali repousou primitivamente o busto de bronze de Pedro Velho, o fundador da República no Rio Grande do Norte e obra do escultor Corbiniano Vilaça, sendo este retirado e levado para a atual Praça Pedro Velho.

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O Rio Grande do Norte deve muito a Dorian Gray não apenas pelo desenvolvimento de sua arte, mas igualmente pela sua atuação em prol da cultura potiguar. Ele muito batalhou pela criação do Conselho Estadual de Cultura, instalado em dezembro de 1961. Dorian Gray foi, junto com o escritor Manoelito de Ornelas e o então Governador Aluízio Alves, um dos oradores na cerimônia de instalação desta instituição. Neste mesmo ano lançou seu primeiro livro, intitulado “Instrumento de Sonho”.

Participou de varias exposições individuais e coletivas, em sua cidade e pelo Brasil. Os jornais comentaram após seu falecimento que ele produziu mais de 10.000 obras entre pinturas a óleo, gravuras, bicos-de-pena, desenhos, painéis, tapeçaria e escultura. Informaram também que seu talento artístico foi reconhecido internacionalmente.

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Fonte – Lívio Oliveira

Dorian Gray atuou como assessor da secretaria estadual da cultura do Rio Grande do Norte (1967-1968) e da Fundação José Augusto (1974) e foi diretor do Teatro Alberto Maranhão (1967-1968). Em 1989 publicou o livro “Artes Plásticas do Rio Grande do Norte 1920—1989”.

A cultura do Rio Grande do Norte sofre com a morte deste homem uma perda irreparável. Acredito que o exemplo de Seu Dorian como artista, o seu dinamismo, seu sentido inovador e sua humildade, é algo raro de se observar hoje em dia entre os que produzem cultura em terras potiguares.

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DEPUTADOS FEDERAIS LEGALIZAM A CORRUPÇÃO NO BRASIL

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DEPUTADOS FEDERAIS CONTRARIAM A OPINIÃO PUBLICA, E DESTROEM AS DEZ MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO: Além do crime de responsabilidade para juízes e procuradores, foi aprovada também a prisão por desrespeito às prerrogativas dos advogados.

Mas a coisa é ainda pior.

– Os criminosos não terão de devolver a fortuna acumulada com propinas….

– O tempo de prescrição continuará com réu foragido.

– Os partidos não poderão ser punidos pelo roubo.

VAMOS PARA AS RUAS, QUE SÓ ASSIM ESSA CORJA ENTENDE QUE NÃO DÁ MAIS!

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PESSOALMENTE ACHO QUE NESTE PAÍS NÃO EXISTEM PARTIDOS NEM DE DIREITA E NEM DE ESQUERDA. PARA MIM EXISTE UMA CORJA DE BANDIDOS, CANALHAS, LADRÕES E PILANTRAS, QUE NÃO ESTÃO NEM AÍ PARA ESSA NAÇÃO E SEU FUTURO!

SÓCIO EFETIVO DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – UMA GRANDE HONRA!

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Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, fundado em 29 de março de 1902 – Fonte – ormuzsimonetti.blogspot.com

Autor – Rostand Medeiros

Recentemente eu recebi a informação que meu nome havia sido aprovado pelo Conselho de Admissão e Sindicância do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte-IHGRN e que no próximo dia 27 de outubro me tornarei sócio efetivo desta instituição, a mais antiga instituição cultural do Rio Grande do Norte.

Confesso que para mim foi uma grata surpresa essa indicação e só me trouxe alegrias.

Enfim eu frequento o nosso Instituto Histórico desde que me entendo por gente. Pois a lembrança mais antiga que tenho daquela casa é de ter sido levado pela mão da minha mãe, quando tinha sete anos de idade, para uma simples visita. Nunca esqueci o como fiquei fascinado com aquele ambiente, os livros nas prateleiras e os quadros pendurados com as imagens dos ilustres homens do passado.

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Foi lá que se formou em minha mente o gosto e o desejo de escrever sobre História, principalmente sobre a História da minha Terra e da minha Região.

Nesta casa, fundada em 29 de março de 1902, estão arquivados acervos documentais que guardam grande parte das fontes da história colonial, imperial e republicana do Rio Grande do Norte.

Neste local descobri muitos momentos fantásticos e saborosos da terra potiguar e das pessoas que no passado fizeram parte de sua História ao passar as páginas amareladas dos antigos jornais.

A importância desta instituição para a nossa gente é enorme e fico muito orgulhoso de ter o meu nome inscrito no seu quadro de sócios efetivos.

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Está naquele ambiente sempre foi para mim uma fonte de enorme prazer e satisfação e, tão importante quanto descobrir os interessantes caminhos de nossa História foi a grata satisfação dos muitos amigos que fiz nesta casa.

Perdi as contas de quantas vezes procurei a ajuda das amigas Antonieta Souza e Lúcia, duas abnegadas funcionárias da casa, sempre dispostas a ajudar os que ali buscam fontes históricas pra desenvolver milhares de pesquisas. Não me esqueço de Lucia Lima com seu amplo sorriso e alegria infinita, ou do sempre prestativo Manuel Bezerra, ou do grande José Maria Fernandes de Lima, o Zé Maria do computador, e todos aqueles que ali trabalham com dedicação e zelo.

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Convite para discussão dos estatutos do IHGRN em 1902, ano de sua criação.

Não posso olvidar a figura do nobre Professor Olavo Medeiros, grande pesquisador, autor de vários e importantes livros sobre Rio Grande do Norte e de sua gente. Como eram maravilhosos os papos que tivemos naquela valiosa casa da Rua da Conceição, nº 622.

Outra figura importante nas lembranças que tenho da minha passagem pelo Instituto Histórico é a do primo Antônio Luís de Medeiros, um dos maiores genealogistas potiguares, que me mostrou a importância daquela casa para a preservação da nossa memória.

Já ao dileto amigo Gutemberg Costa tenho o mais profundo agradecimento por ter tido a iniciativa de ter colocado meu nome junto ao Conselho de Admissão e Sindicância do IHGRN, uma instituição com 114 anos de atividade.

Ao presidente Ormuz Barbalho Simonetti, ao vice-presidente Roberto Lima e a Odúlio Botelho de Medeiros, membro da diretoria do IHGRN, tenho a certeza que sei que vou fazer valer esta indicação que tanto me honra, pois o respeito e devoção pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte eu já tenho de longa data.

DE NÓS, PRA VOCÊ – SALVE O DIA DO NORDESTINO

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FONTE – https://medium.com/@basepropaganda/se-oriente-fc01dc8dfa2d#.ru8msgkp4

08/10/2016 — Dia do Nordestino

Durante a construção deste projeto, conversamos com alguns amigos que são do Nordeste e vivem em outras regiões do país para que juntos analisássemos e ilustrássemos algumas situações nas quais o preconceito, mesmo polido ou acompanhado de algum tipo de elogio, machuca e ajuda a perpetuar estereótipos.

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Estamos sempre em busca do nosso lugar no mundo. E, por onde quer que a gente vá, carrega em si um universo próprio, cheio de coisas que só a gente sabe realmente como são. Aquela tal de experiência de vida, não é?

O simples fato de termos nascido em uma região específica não nos torna especiais ou ~diferentões~, mas é claro que temos prazer em externar a nossa origem. Afinal, são palavras e expressões que nos lembram os amigos de infância, sabores e canções que nos levam imediatamente aos encontros de família, dificuldades que costumamos associar a quem sofre como nós.

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Porque sim, sofremos. Algumas vezes como qualquer um sofre, claro. Mas, outras, simplesmente por sermos de “lá”, do Nordeste. Um sofrimento que pode surgir a partir do que você pensa da gente, de como você imagina a nossa história ou do que você nem se interessa em saber se é verdade, ou não.

Você pode estar por perto, esbarrar com a gente na rua, pode ser um amigo do peito ou um ilustre desconhecido. Mas, em qualquer uma dessas possibilidades, vai sempre nos enxergar como uma xilogravura, um sotaque ou uma reprodução satírica de características engraçadas, exóticas, bizarras…

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Sim. É possível que você consiga identificar qualidades em nós, mas quase sempre elas serão suprimidas pela ideia que você tem da nossa origem.

Talvez você até encontre uma forma que acredita ser mais polida para mostrar que nunca seremos como você. Mas não adianta; viemos de um mundinho como qualquer outro, porém completamente nosso e presente em cada parte do que somos.

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A sua tentativa de provar que consegue ver algo bom em nós não suprime o fato de que esse “mundinho” continua sendo diminutivo pra você.

Por isso, no dia em que comemoramos mais uma vez o fato de sermos NÓS, deixamos o recado: Se oriente! Elogio não anula preconceito.

 ORGULHO DE SER NORDESTINO!

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FONTE – http://nordeste304.blogspot.com.br/